Inscrições abertas para o Programa Mulheres na Ciência

11/03/2010 17:48

Promovido pela L’Oréal Brasil, pela Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), o programa “Mulheres na Ciência” selecionará até sete pesquisadoras que tenham completado o doutorado entre 2004 e 2010.

São quatro bolsas para as áreas das Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde, uma para as Ciências Físicas, uma para as Ciências Químicas e uma para as Ciências Matemáticas. O valor de cada bolsa auxílio grant é o equivalente a US$ 20 mil, convertidos em reais, para aplicação em 12 meses.

Lançado em 2006, o programa já beneficiou 26 jovens cientistas. O objetivo é incentivar a presença da mulher na linha de frente do conhecimento e garantir visibilidade ao trabalho das pesquisadoras, além de oferecer condições favoráveis para a continuidade de projetos por meio do auxílio financeiro.

“O programa se fortalece mais a cada ano e reforça a convicção da L’Oréal de que ajudando as jovens pesquisadoras brasileiras estaremos impulsionando a Ciência e colaborando para o futuro do país”, afirma Simone Nogueira, diretora de comunicação da L’Oréal Brasil.

A comissão julgadora será presidida pelo presidente da ABC, Jacob Palis Jr., e reunirá representantes da Unesco, da L´Oréal e pesquisadores indicados pela Academia Brasileira de Ciências, entre eles quatro cientistas brasileiras contempladas pelo L’oréal/Unesco internacional “For Women in Science”: a geneticista Mayana Zatz, a física Belita Koiller, a bióloga Lucia Previato e a astrônoma Beatriz Barbuy.

“Esta iniciativa é muito importante em termos de visibilidade, mas principalmente porque desmistifica a crença de que a mulher não tem cabeça para a ciência. Mais do que isso, nos ajuda a mostrar que as mulheres que escolhem essa carreira são normais ou, pelo menos, fingimos muito bem”, brinca Mayana Zatz. “Somos vaidosas, mães, amigas e gostamos de nos divertir”, atesta.

Lançado em 1998, o For Women In Science é a versão internacional do programa. Foi o primeiro prêmio dedicado às cientistas mulheres em todo o mundo. Depois de 12 anos, os números são impressionantes: 62 notáveis cientistas já foram laureadas e 864 jovens cientistas de 93 países distintos também foram contempladas com premiações internacionais e locais.

A edição internacional de 2010 foi realizada, no início de março, em Paris.  Ao lado da França, o Brasil é o segundo país com mais laureadas internacionais, atrás apenas dos Estados Unidos.

As inscrições podem ser feitas até 10 de maio, no site http://loreal.abc.org.br/

CNPq concede reajuste e amplia o número de bolsas

10/03/2010 17:27

O reajuste médio foi da ordem de 21%, com destaque para a bolsa de pós-doutorado, que passou de R$ 2.218,56 para R$ 3.200,00, um acréscimo de 44%. As bolsas de Iniciação Científica (IC) foram as mais beneficiadas no quantitativo: passaram de 29 mil para 43 mil, um incremento de 48%.

O anúncio do aumento no número e no valor das bolsas foi feito nesta terça-feira (9/3) pelo presidente do CNPq, Carlos Alberto Aragão de Carvalho Filho, durante reunião da Diretoria Executiva da agência.

Aragão disse que o CNPq trabalha este ano com um cenário de 90 mil bolsas, incluindo todas as modalidades. Atualmente são cerca de 72 mil. Contribuirão também para esse aumento as novas concessões, a partir deste mês, de bolsas de Produtividade em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico – que passarão das atuais cerca de 12 mil para mais de 14 mil – e de mestrado e doutorado, com 1.800 novas concessões.

Nem todas as modalidades de bolsas tiveram seus valores reajustados. Segundo o presidente do CNPq, foram contempladas agora apenas aquelas que não tiveram reajustes na última revisão dos valores, feita em 2008, caso das bolsas de Iniciação Científica, Apoio Técnico, Pós-Doutorado, Pós-Doutorado Sênior e Produtividade em Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico.

O incremento no número das bolsas de Iniciação Científica se dá em um momento em que o país dedica especial atenção ao setor de ciência, tecnologia e inovação, que este ano foi contemplado com o maior orçamento federal de sua história, mais de R$ 7 bilhões.

O auxílio tem papel estratégico na formação de pesquisadores qualificados, pois são com elas que os professores procuram despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação e ensino médio. Estudos já comprovaram que o estudante que é iniciado muito cedo no mundo da ciência reduz o tempo de titulação no mestrado e doutorado.

As bolsas de IC contemplam três categorias de estudantes: de graduação universitária, mediante participação em projeto de pesquisa, orientados por pesquisador qualificado (Pibic); de estudantes do ensino técnico e superior para o desenvolvimento e transferência de novas tecnologias e inovação (Pibiti); e de estudantes do ensino fundamental, médio e profissional da Rede Pública, mediante sua participação em atividades de pesquisa científica ou tecnológica, orientadas por pesquisador qualificado em instituições de ensino superior ou institutos/centros de pesquisas (IC Júnior).

Mais informações sobre bolsas em: http://www.cnpq.br/bolsas/index.htm
(Assessoria de Imprensa do CNPq)

QUADRO DE REAJUSTE DAS BOLSAS
A partir de 01/março/2010
MODALIDADE DE PARA % REAJUSTE
IC e PIBITI 300,00 360,00 20%
Apoio Técnico – NS 483,01 550,00 14%
Apoio Técnico – NM 300,00 400,00 33%
Pós-Doutorado 2.218,56 3.200,00 44%
Pós-Doutorado Sênior 3.000,00 4.000,00 33%
PQ-1A 1.254,00 1.500,00 20%
PQ-1B 1.185,00 1.400,00 18%
PQ-1C 1.116,00 1.300,00 16%
PQ-1D 1.011,00 1.200,00 19%
PQ-2 976,00 1.100,00 13%
DT-1A 1.254,00 1.500,00 20%
DT-1B 1.185,00 1.400,00 18%
DT-1C 1.116,00 1.300,00 16%
DT-1D 1.011,00 1.200,00 19%
DT-2 976,00 1.100,00 13%

Interação universidade e empresa

05/03/2010 08:32

Veja o texto:

“Tenho acompanhado reflexões bem-intencionadas sobre como promover a interação universidade-empresa quebrando barreiras e aproximando esses dois mundos. Talvez essa discussão considere, hoje, aspectos já superados e que não representem mais barreira para o trabalho conjunto entre ICTs (Instituições de Ciência e Tecnologia) e empresas. Os interesses e os ritmos são diferentes. O importante é que já aprendemos, de ambos os lados, a conviver com essas diferenças. Aprendemos a explorar as vantagens da convivência das diferenças. Persistem, ainda, questões relativas à divisão da propriedade intelectual que consomem tempo e recursos importantes, mas que, bem ou mal, sempre chegam a algum desfecho positivo quando ambas as partes estão interessadas em cooperar efetivamente. Os caminhos estão sendo construídos e os resultados começam a aparecer. É inegável, hoje, que empresa e universidade se conhecem mutuamente e que a cooperação universidade-empresa já não supõe mais segredos ou barreiras intransponíveis. No entanto, nem tudo está resolvido na relação empresa-universidade.

O investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) vem aumentando no Brasil, tendo passado de 0,98% do PIB em 2002 para 1,13% do PIB em 2008. No entanto, a iniciativa privada vem mantendo participação modesta inferior a 50%. Nos países da OCDE, o esforço é coordenado e o investimento do setor público efetivamente desdobra-se e alavanca investimentos no setor privado.

Enquanto nesses países academia e empresas trabalham de forma complementar e coordenada (os investimentos se somam na geração de resultados e desenvolvimento), no Brasil não há coerência estratégica entre o investimento público e o privado em PD&I. Com isso, os esforços não se somam e, às vezes, até concorrem. Nossas empresas pouco se beneficiam dos investimentos feitos pelo governo em ICTs, uma vez que as prioridades não são suficientemente discutidas e compartilhadas. Os processos de tomada de decisão e a governança do SNI (Sistema Nacional de Inovação) devem ser revisitados. É necessário que a sociedade discuta com profundidade quais os temas, projetos e programas a serem apoiados, tanto na academia quanto nas empresas.

A academia tem sido o principal foco de atenção das políticas públicas e dos recursos no Brasil. Mas o conhecimento gerado nas universidades não é utilizado pelas empresas de forma natural e automática. O reconhecimento de que as inovações ocorrem efetivamente nas empresas deve alterar o equilíbrio de forças dentro do SNI. O desdobramento natural é que haja maior participação das empresas nos processos decisórios em todos os níveis da Política Nacional de Ciência, Tecnologa & Inovação, desde a definição das prioridades e da composição dos Comitês Gestores até os procedimentos e critérios de avaliação de projetos. O fortalecimento da empresa como ator relevante no SNI implica uma revisão da governança do sistema e da vocação de suas agências financiadoras.”
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Carlos Calmanovici é engenheiro Ph.D da área de I&T da Braskem e vice-presidente da Anpei

Saúde investe R$ 7 milhões em pesquisa e qualificação do ensino em medicina

04/03/2010 17:20

Recurso será destinado à distribuição de 1.000 bolsas para estudantes, professores de ensino superior e profissionais de saúde
Cerca de 1.000 bolsas serão distribuídas a estudantes, professores de ensino superior e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para a produção de pesquisas em saúde e formação de médicos. A iniciativa foi lançada nesta quarta-feira, 3 de março, pelos ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e da Educação, Fernando Haddad, em Brasília.

O Programa de Educação para o Trabalho em Saúde (PET-Saúde), até então focado na Estratégia Saúde da Família, será ampliado para estudos em Vigilância em Saúde. Já o Apoio ao Internato Médico em Universidades Federais (Pró-Internato) entrará em vigor para qualificar formandos em medicina. O recurso total destinado aos dois projetos é de R$ 7 milhões, investido pelo Ministério da Saúde.

O PET-Saúde-Vigilância em Saúde vai conceder bolsas a estudantes que desenvolvam trabalhos sobre o perfil da saúde no Brasil, de acordo com os princípios e as necessidades do SUS. As pesquisas devem analisar a incidência de doenças, causas de mortes e problemas decorrentes da violência incluindo os acidentes de trânsito.

Esses alunos serão acompanhados por professores (tutores acadêmicos) e por profissionais de saúde (preceptores). São aproximadamente 700 bolsas por mês com um investimento anual estimado de R$ 4 milhões. Os projetos deverão ser apresentados por Instituições de Ensino Superior (IES) públicas ou privadas sem fins lucrativos em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde.

Durante o lançamento dos dois programas, o ministro José Gomes Temporão destacou o papel que o Ministério da Saúde vem exercendo nos últimos anos para melhorar a qualidade da formação de profissionais em saúde. “A parceria com o MEC é fundamental e estratégica. Estamos estimulando por meio da oferta de bolsas a formação adequada de profissionais da saúde”, ressaltou.

“A visão do hospital como centro do sistema de saúde é equivocada e vários estudos mostram isso. O hospital é fundamental, mas uma rede de saúde é sólida com a Atenção Básica qualificada, integrada com a Vigilância em Saúde, com a educação e a formação”, declarou. O ministro citou ainda a importância do Pró-Residência, programa do Ministério da Saúde que prevê melhor distribuição de especialistas no país. Este ano, foram 473 novas vagas para o Nordeste, o Norte e o Centro-Oeste.

“Avançamos muito nos últimos anos com a aproximação da educação e do SUS”, frisou o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Essa relação nunca foi tão profunda e produtiva. Leva em consideração todas as etapas de formação, passando pela educação a distância, pela graduação e pós-graduação, residência médica e educação no trabalho, até a assistência médica”, disse.

Os profissionais de saúde (preceptores) e professores (tutores) participantes do PET-Saúde receberão uma bolsa mensal de R$ 1.045,89 e os estudantes monitores, de R$ 300,00. Os benefícios são equiparados aos valores pagos pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Pró-Internato também oferecerá bolsas para estudantes, professores e profissionais de saúde, vinculadas à supervisão do estágio curricular da graduação em Medicina. O incentivo será para melhorar a formação de alunos e docentes, além de aproximá-los da população.

“A Saúde paga a conta e com juro alto quando um profissional é inadequadamente formado. O Ministério da Saúde prefere pagar essa conta à vista, fazendo que sejam formados bons profissionais de saúde, mais conscientes, mais humanos e voltados para as necessidades de saúde”, afirmou o secretário de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Francisco Campos.

O investimento na iniciativa será de R$ 3 milhões. O internato, período de estágio do curso de Medicina, realizado nos últimos semestres, se caracteriza como fase essencial de formação desse profissional. No programa, serão priorizados projetos de pesquisa apresentados pelas faculdades de Medicina das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) que não possuem hospitais universitários próprios. O valor da bolsa é o mesmo, R$ 1.045, 89 para tutores acadêmicos e preceptores e R$ 300,00 para os estudantes monitores.

O prazo para as universidades apresentarem propostas vai até 30 de abril de 2010, com resultados previstos a partir do dia 15 de maio. As informações sobre edital e processo seletivo do Pró-internato estarão disponíveis em breve na página eletrônica www.saude.gov.br/sgtes
(Assessoria de Imprensa do MS)

Prêmio Fernão Mendes Pinto (Edição 2010)

04/03/2010 11:10

O Prémio Fernão Mendes Pinto destina-se a galardoar anualmente uma tese de mestrado ou doutoramento que contribua para a aproximação das comunidades de língua portuguesa, defendida durante o ano civil anterior. As propostas deverão ser apresentadas por Universidades ou Institutos de Investigação Científica de países de língua portuguesa e deverão dar entrada na AULP até ao dia 30 de Maio de 2010

Acesse o Regulamento no link.

Finep seleciona propostas na área de recursos hídricos

02/03/2010 10:41

A Finep lançou o edital CT-Hidro 1/2010, cujo objetivo é selecionar propostas para apoio financeiro a projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico estruturadas em rede, nas áreas de hidrologia, hidráulica e hidrogeologia, compreendendo pesquisa dirigida, pesquisa aplicada e desenvolvimentos metodológico e experimental. A data limite para a submissão das propostas é o dia 23 de março.
 
     Serão apoiados projetos estruturados em redes, nos seguintes temas: Hidráulica Fluvial, Estuarina e Costeira e Hidráulica de Condutos Forçados; Hidrologia Regional; Bacias Representativas Urbanas e Rurais; e Hidrogeologia Urbana e Regional.
 
     O edital prevê investimentos da ordem de R$ 14 milhões, não reembolsáveis, oriundos do FNDCT/CT-Hidro. Para cada proposta de rede, o valor solicitado deve ser, de no mínimo, R$ 1 milhão. O prazo de execução do projeto deverá ser de até 36 meses.