Pró-Reitoria de Pesquisa
  • Com ciência negra

    Publicado em 27/11/2018 às 10:32

    A chegada de pessoas provindas do continente africano no Brasil, assim como em muitos outros países, não se deu de forma digna. Trazidas em grandes embarcações, essas pessoas não tinham direito às necessidades básicas para sobreviver, por isso milhares delas não conseguiam chegar vivas ao país recém-explorado pela colonização europeia.

    Assim como os povos indígenas que já habitavam as regiões, os homens e as mulheres escravizados eram considerados produtos com a única intenção de satisfazer as vontades de seus senhorios. A abolição da escravatura, porém, não trouxe a liberdade total para esse povo. Sem as mesmas oportunidades, a comunidade negra se viu obrigada a submeter-se a um estilo de vida precário, evidenciando a desigualdade racial.

    Segundo o IBGE, 46,7% de toda a população do Brasil se considera parda e 8,2% preta. O aumento de mais de 6% em relação à pesquisa realizada no ano de 2012, enfatiza o cenário onde mais da metade dos cidadãos brasileiros estão separados por um contraste estruturado na sociedade.
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  • Por outro ângulo

    Publicado em 14/11/2018 às 14:27

    Segundo o dicionário Michaelis, senso comum é o “conjunto de ideias, opiniões e pontos de vista de um grande número de pessoas em um determinado contexto social que se estabelecem e impõem como naturais e necessárias, não admitindo grandes questionamentos nem reflexões[…]”. Esse pensamento acrítico, assim como a falta de esclarecimento de algumas informações, muitas vezes, é a causa da formação de diversos preconceitos existentes na sociedade.

    Na Universidade Federal de Santa Catarina, registrados pela Pró-Reitoria de Pesquisa, existem por volta de 860 projetos de pesquisa em andamento no ano de 2018. Entretanto, quando esse panorama é observado através de outro ângulo, é possível reparar que os servidores técnico-administrativos da própria Universidade não ocupam muitos dos cargos de coordenação desses projetos.

    Sharbel Weidner Maluf

    Biólogo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Sharbel Weidner Maluf é servidor técnico-administrativo do Hospital Universitário (HU) da UFSC. Líder de Grupo de Pesquisa do CNPq desde 2003, atualmente Sharbel coordena um projeto que busca internalizar alguns exames específicos no Laboratório de Genética do HU, tendo em vista que muitos deles eram realizados através de serviços terceirizados.
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  • SISGEN – Termo de Compromisso enviado pela Reitoria

    Publicado em 06/11/2018 às 13:30

    Informamos que, em atenção a  Resolução CGen nº 19, de 2018, a UFSC enviou o Termo de Compromisso para a regularização dos usuários que realizaram atividades de acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado, unicamente para fins de pesquisa científica (Art. 38, § 2º da Lei nº 13.123).

    Dessa forma, de acordo com a referida resolução, os usuários terão prazo de 1 (um) ano, contado da data de assinatura do TC pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), para especificar em anexos próprios as atividades a serem regularizadas, e mais 1 (um) ano para cadastrar as atividades de acesso ao patrimônio genético ou conhecimento tradicional associado, a serem regularizadas.

    Em caso de dúvidas sobre sobre o enquadramento das atividades de pesquisa à regulamentação do SISGEN e dificuldades com a operacionalização do sistema, favor encaminhar e-mail para sisgen@mma.gov.br.

    Em caso de dúvidas sobre a habilitação do vínculo institucional do pesquisador junto à UFSC, favor encaminhar e-mail para dp.propesq@contato.ufsc.br


  • SISGEN – Alternativa para regularização de atividades

    Publicado em 01/11/2018 às 16:01

    UFSC irá encaminhar Termo de Compromisso para regularização no SISGEN

    O CGen, durante a 3ª Reunião Extraordinária, realizada no dia 31 de outubro de 2018, aprovou a Resolução CGen nº 19, de 2018, para estabelecer forma alternativa para a regularização dos usuários que realizaram atividades de acesso ao patrimônio genético ou ao conhecimento tradicional associado, unicamente para fins de pesquisa científica (Art. 38, § 2º da Lei nº 13.123).

    A alternativa aprovada pelo CGen é a assinatura do Termo de Compromisso previsto no Anexo VII da Portaria MMA nº 378, de 01 de outubro de 2018.

    Dessa forma, os usuários que se enquadrem nesta hipótese, terão prazo de 1 (um) ano, contado da data de assinatura do TC pelo MMA, para especificar as atividades a serem regularizadas.

    Informamos que a UFSC irá enviar um termo de compromisso  a fim de obter novo prazo para os pesquisadores regularizarem suas atividades no SISGEN.

    
    

     


  • Ciências da terra e da vida – Paciência, persistência e lucidez

    Publicado em 31/10/2018 às 15:56

    Fundado em 2014, o Instituto Serrapilheira é uma organização privada, sem fins lucrativos, que busca incentivar através de chamadas públicas projetos de pesquisa que atuem nas áreas de ciências naturais, ciência da computação e matemática. Funcionando oficialmente desde 2017, em sua primeira chamada pública, o Serrapilheira selecionou mais de 65 projetos espalhados em todas as regiões do país.

    Na Universidade Federal de Santa Catarina, duas pesquisadoras foram contempladas pela seleção (clique aqui para saber mais sobre o outro projeto selecionado). Intitulado “VulnerAmazon: A new look at Amazonian forest vulnerability and resilience”, o projeto coordenado pela professora Marina Hirota, do Departamento de Física, busca identificar, dentro da Floresta Amazônica, locais que sejam mais ou menos vulneráveis a perturbações, principalmente àquelas relacionadas ao regime de chuvas regional e às atividades antrópicas de maneira mais local e heterogênea.

    Segundo previsões do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas, eventos extremos relacionados à quantidade de chuva, como por exemplo episódios de seca extrema, tendem ser mais frequentes e mais intensos no futuro. A abordagem do grupo busca observar as vulnerabilidades de grande escala (chuva) e quais consequentes efeitos de escala local, isto é, desde uma espécie de árvore até uma comunidade com um conjunto de espécies. Assim, o intuito é observar como os vários tipos de florestas diferentes existentes na Floresta Amazônica respondem à falta de água e analisar o papel dessa heterogeneidade da floresta na resposta combinada de diversas comunidades diferentes de plantas.
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  • Acesso Aberto: o futuro da publicação científica

    Publicado em 23/10/2018 às 10:05

    A Scientific Electronic Library Online – SciELO – é a maior base de dados e publisher da América Latina e funciona, também, como uma biblioteca eletrônica que reúne 1285  periódicos e 745.182 artigos produzidos em 14 países. A cada 5 anos, a Rede SciELO  realiza um evento internacional, com o intuito não apenas de comemorar seu aniversário, mas também para discutir e planejar suas ações para os próximos 5 anos.

    Em 2018, foram comemorados 20 anos de existência da SciELO e, do dia 25 ao dia 28 de setembro, aconteceu a Conferência SciELO 20 anos. O evento internacional reuniu nomes importantes, de todo o mundo, na área de publicação científica.

    Coordenando a mesa “Acesso Aberto – rotas rumo à universalização: vias douradas, verdes híbridas, outras”, a professora Rosângela Schwarz Rodrigues, da UFSC, esteve presente. Na discussão, estavam os painelistas Éric Archambault da Science Metrix, Jason Priem da Impactstory, Louise Page da Chief Innovation Officer da PLos One e Cassidy Sugimoto, presidente da International Society for Scientometrics and Informetrics.

    Rosângela é professora do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação desde 2005 e é formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Suas produções se concentram nos temas de Acesso Aberto e Publicação Científica.
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  • Unilever pede fim dos testes de cosméticos em animais pelo mundo

    Publicado em 15/10/2018 às 08:12
    Da Universa 14/10/2018 14h29

    A Unilever, gigante no setor de beleza, anunciou esta semana uma campanha global para o fim de testes com cosméticos em animais ao redor do mundo.Ela é dona da marca Dove, que ganhou recentemente selo cruelty-free, dado pelo grupo Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA).

    “A Unilever anunciou hoje seu apoio à proibição mundial de testes em animais para cosméticos como parte de uma nova e ambiciosa colaboração com a Human Society International (HSI), líder em proteção animal”, informou a empresa, em nota divulgada em seu site no último dia 9.

    Os testes com animais na indústria de cosméticos estão proibidos na União Europeia desde 2013, e a empresa agora espera que a medida seja adotada em outros países, conforme explica David Blanchard, diretor-chefe de pesquisa e desenvolvimento da Unilever.

    Junto com a HSI, a Unilever apoiará uma reforma legislativa nos principais mercados de beleza, nos moldes do que já é adotado na União Europeia. Ela quer ainda promover uma colaboração entre as empresas e as autoridades reguladoras,para troca de informações sobre segurança e pesquisas que não envolvam animais; além de capacitação de profissionais da área.

    Nesta semana, a Dove, maior marca no segmento de beleza e cuidados pessoais da Unilever, ganhou o selo livre-de-crueldade. Além disso, a PETA reconhece a Unilever como uma “empresa que trabalha para a mudança regulatória”, o que indica que ela não faz testes em animais, a menos que seja especificamente exigido por lei.

    No Brasil, proposta está pronta para ser votada Em maio deste ano foi entregue à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) relatório sobre o projeto que proíbe uso de animais em pesquisas e testes para produção de cosméticos.Com isso, a proposta (PLC 70/2014) está pronta para entrar na pauta, segundo a Agência Senado.

    O texto não só proíbe testes de ingredientes e de produtos cosméticos em animais, como veda o comércio de produtos que tenham sido testados e incentiva técnicas alternativas para avaliar a segurança das formulações.

    Os testes em animais só poderão ser permitidos pela autoridade sanitária em situações excepcionais, em que houver “graves preocupações em relação à segurança de um ingrediente cosmético” e após consulta à sociedade. Para isso, é necessário que o ingrediente seja amplamente usado no mercado e não possa ser substituído; que seja detectado problema específico de saúde humana relacionado ao ingrediente; que inexista método alternativo de teste.

    As empresas terão prazo de três anos para atualização de sua política de pesquisa e desenvolvimento e adaptação de sua infraestrutura para um modelo de inovação responsável. A proposta não gera impacto no desenvolvimento de medicamentos e vacinas: ela se restringe ao teste de cosméticos e produtos de higiene pessoal.

    Ao todo, 37 países já aprovaram leis proibindo ou limitando testes em animais para cosméticos ou a venda de cosméticos testados em animais, incluindo as 28 nações da União Europeia (UE).


  • Quem ajuda quem: humanização da atenção hospitalar

    Publicado em 08/10/2018 às 12:30

    Em 2013, foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, da Universidade Federal de Santa Catarina, um projeto com a finalidade de analisar a aceitação dos alimentos e refeições oferecidas aos pacientes em tratamento de câncer na Clínica 2 do Hospital Universitário (HU).

    Atuando como voluntária do Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde (RIMS) do HU, a professora Francilene Vieira percebeu, naquela proposta, uma maneira de complementar a sua atuação como professora adjunta do Departamento de Nutrição, com a pesquisa.
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  • 2ª Chamada Pública – Instituto Serrapilheira

    Publicado em 03/10/2018 às 15:12

    Em sua primeira Chamada, o Instituto Serrapilheira selecionou mais de 60 pesquisadores de todo o Brasil para receber apoio financeiro em seus projetos de pesquisa.

    Dentre eles, as professoras Suzana Alcantara e Marina Hirota, da UFSC, foram contempladas.

    As inscrições para a segunda Chamada Pública iniciam dia 5 de novembro e o prazo para o envio de propostas vai até o dia 14 de dezembro.

    Para mais informações, clique no link.


  • Donna Strickland é a primeira mulher a vencer o Nobel de Física em 55 anos

    Publicado em 02/10/2018 às 17:42
    *da Universa, em São Paulo 02/10/2018 10h28

    A Academia Sueca anunciou nesta terça (2), os vencedores da edição de 2018 do Prêmio Nobel de Física, entre eles, uma mulher: Donna Strickland, que ao lado de Gérard Mourou desenvolveu um método para amplificação de pulsos de laser — os mais poderosos da história da humanidade — que podem avançar as cirurgias oftalmológicas.

    O resultado fez da canadense Donna, pesquisadora da University of Waterloo, em Ontario, a primeira mulher a receber um Nobel de Física em 55 anos — apenas a terceira na história da premiação.

    Antes da cientista, duas outras mulheres escreveram seus nomes na história do Nobel: Marie Curie, em 1903, pelo seu trabalho com radiação, e Maria Goeppert-Mayer, pela criação do modelo nuclear de camadas.

    Acesse o vídeo.

    Em entrevista à própria Academia Sueca após a notícia de que havia vencido o prêmio e era a sucessora de Marie Curie e Maria Goeppert-Mayer, Donna Strickland comentou:

    “Em primeiro lugar, é loucura. Nós precisamos celebrar as mulheres na física porque nós estamos por aí e, espero, com o tempo, começaremos a avançar mais rapidamente. Estou honrada por ser uma dessas mulheres.”

    Donna Strickland e Gérard Mourou dividem o prêmio deste ano com o físico Arthur Ashkin, que também foi laureado pela pesquisa com ‘pinças ópticas’, feixes de laser que permitem mover partículas.

    Além do reconhecimento, a cientista levará quase R$ 1 milhão para continuar a trabalhar em suas descobertas.

    Fonte: https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2018/10/02/donna-strickland-e-a-primeira-mulher-a-vencer-o-nobel-de-fisica-em-55-anos.htm