Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação
  • Mais de 100 cientistas pedem que vacinas da Covid-19 sejam do domínio público

    Pesquisadores de todo o mundo assinaram uma carta, publicada em 1º de maio, solicitando que a vacina da Covid-19 seja livre de qualquer patente. Participam do movimento pesquisadores da UFSC: Cilene Lino de Oliveira; Aurea Elizabeth Linder; José Marino Neto; Fernanda Barbosa Lima; Rui D. Prediger; e André Báfica.

    >> Apoie o apelo dos cientistas, assinando a Petição no Change.org.

    A vacina se tornando de domínio público, permitirá que governos, fundações, organizações sem fins lucrativos, indivíduos filantrópicos e empresas sociais se apresentem para produzi-la e/ou distribui-la em nível mundial.

    Carta assinada por 127 pesquisadores

    À medida que a pandemia da Covid-19 continua a causar estragos em todo o mundo, a pesquisa para encontrar uma vacina eficaz continua, tanto por parte da indústria farmacêutica como por instituições públicas.

    Todos concordam com a ideia de que a única maneira de erradicar definitivamente a pandemia é ter uma vacina que possa ser administrada a todos os habitantes do planeta, sejam eles urbanos ou rurais, sejam homens ou mulheres, vivam em países ricos ou em países pobres.

    A eficácia de uma campanha de vacinação assenta na sua universalidade. Os governos devem disponibilizar a vacina gratuitamente. Somente aqueles que desejam um serviço especial deverão pagar por esses serviços e pela vacina. Para que as vacinas estejam disponíveis para todos, não devem estar sujeitas a nenhuma patente. Devem ser de domínio público. Isto permitirá que os governos, as fundações, as organizações de solidariedade social e filantrópicas e as empresas sociais (ou seja, empresas criadas para resolver os problemas das pessoas sem obter nenhum benefício pessoal) possam produzi-las e/ou distribuí-las em todo o mundo.

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  • Centro de pesquisa produz material de divulgação científica sobre o novo coronavírus

    Agência FAPESP * – O Centro de Inovação em Novas Energias (CINE) está fomentando uma série de ações para o enfrentamento da pandemia de COVID-19. O CINE é um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído pela FAPESP e pela Shell.

    Uma das ações é a produção de conteúdos de divulgação científica que buscam ampliar a circulação de informações confiáveis sobre a pandemia. O canal do CINE no YouTube criou uma playlist temática sobre a COVID-19, com materiais em diferentes formatos e voltados a públicos diversos.

    Uma das produções regulares para o canal é a série “COVID-19: Perguntas e Respostas”, que reúne dúvidas comuns sobre a doença, respondidas pelo médico infectologista, Bernardino Geraldo Alves Souto, docente da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

    Até o momento, sete vídeos já estão disponíveis, abordando cuidados com a higienização de telefones celulares, roupas e sapatos usados em eventuais saídas de casa; a forma de transmissão da COVID-19 e como prevenir o contágio; se há algum papel para a vitamina D na prevenção da doença; e o uso do álcool em gel.

    Mais 10 episódios já estão em produção, formulados a partir de quadro diário de perguntas e respostas veiculado originalmente no podcast Quarentena.

    Outra iniciativa do CINE está sendo empreendida por Luiz Eduardo Camargo Aranha Schiavo, doutorando da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Schiavo está produzindo máscaras do tipo faceshield por impressão 3D para doação a Unidades Básicas de Saúde (UBS).

    O doutorando adquiriu, com recursos próprios, insumos para a produção inicial de cerca de 50 máscaras. As faceshields são equipamentos reutilizáveis, após correta higienização. Usadas em conjunto com outros equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras cirúrgicas, respiradores e/ou óculos, aumentam a proteção oferecida aos profissionais que estão atuando nos equipamentos de saúde.

    * Com informações da equipe de divulgação do CINE.

    Fonte: Agência FAPESP


  • Marcha Virtual pela Ciência

    A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), junto a suas Secretarias Regionais e Sociedades Científicas Afiliadas, somam forças a entidades de todo o País ligadas à CT&I para a realização da Marcha Virtual pela Ciência no Brasil no dia 07 de maio. Com atividades transmitidas pelas redes sociais ao longo do dia, o objetivo da manifestação é chamar a atenção para a importância da ciência no enfrentamento da pandemia de covid-19 e de suas implicações sociais, econômicas e para a saúde das pessoas.

     

     

    Participe da Marcha Virtual pela Ciência! Vamos nos unir neste #paCTopelavida! #FiqueEmCasacomCiência

    Fonte: SBPC


  • Núcleo da UFSC disponibiliza materiais sobre Covid-19 no estado e no Brasil

    O Núcleo de Estudos da Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) disponibilizou em sua página menu “Covid-19 em Santa Catarina” com artigos, dados oficiais, estudos, mapas e notícias sobre a pandemia do Coronavírus e seus impactos no Brasil e em Santa Catarina. Os materiais foram produzidos em articulação com outros grupos e pesquisadores parceiros da Universidade.

    Acesse e confira: https://necat.ufsc.br/coronavirus-em-sc/

    Fonte: NoticiasUFSC


  • Pesquisas buscam entender novo coronavírus e apontar formas de combate

    Publicado em 27/04/2020 – 07:51 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

    Sites de instituições como a OMS reúnem estudos sobre o tema

    À medida que a pandemia do coronavírus se disseminou pelo mundo, espalhou-se também o esforço de pesquisadores para entender melhor o vírus, como ele é transmitido e o que pode ser feito para prevenir a infecção e tratar os pacientes que contraíram a doença decorrente dele, a covid-19.

    Repositórios de instituições do Brasil e do exterior trazem diversos estudos, como o site da Organização Mundial da Saúde (OMS) que reúne pesquisas sobre o tema, ou de periódicos famosos, como a revista Science, que também criou uma seção específica para divulgar investigações voltadas à pandemia

    Algumas universidades ganharam relevância mundial com o monitoramento do avanço da pandemia, como a Johns Hopkins, dos Estados Unidos. No Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), centro de pesquisa vinculado ao Ministério da Saúde, não só sistematiza informações como vem promovendo diversos estudos sobre o vírus.

    Vários cientistas se dedicaram a tentar entender melhor o coronavírus, por se tratar de uma nova modalidade. Ainda em fevereiro, pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram sequenciar o gene em apenas 48 horas. Um equipamento menor que um celular foi conectado a um computador por cabo USB.

    A amostra foi lida por poros em escala nanométrica, ou seja, um milímetro dividido por milhão. As informações foram analisadas por um software que decodifica os dados, traduzindo a estrutura do vírus.

    Outra frente de pesquisa sobre o novo coronavírus busca identificar a letalidade da doença decorrente dela, a covid-19. Um dos métodos envolve testar pessoas para verificar o percentual que desenvolveu anticorpos e, assim, calcular o montante que teria tido contato real com o vírus.

    Pesquisa conduzida pela Universidade de Bonn, na Alemanha, divulgada em 9 de abril, encontrou o anticorpo em 14% da amostra, estimando um índice de letalidade de 0,37%. Para comparar, a taxa de mortes por influenza é de 0,1%. O estudo, contudo, foi contestado por outros grupos de pesquisadores.

    Outra investigação, do Hospital Geral de Massaschussets, na cidade de Boston, nos Estados Unidos, identificou anticorpos em 31% da amostra. Contudo, os pesquisadores admitiram que a sorologia tinha 90% de efetividade e os participantes foram recolhidos na rua, o que pode relativizar os resultados.

    No Brasil, o Centro Epidemiológico da Universidade de Pelotas (UFPel), em parceria com o Ministério da Saúde, iniciou uma investigação também baseada no grau de imunização para mapear o avanço da pandemia no país.

    Cerca de 33 mil pessoas, de 133 municípios brasileiros, serão submetidas ao teste rápido que detecta a presença de anticorpos IgM (de infecção mais recente) e IgC (de infecção mais antiga) a partir de amostras de sangue coletadas. De acordo com o ministério, o trabalho deve esclarecer três questões sobre o vírus no Brasil: o número de infectados, a velocidade com que o vírus tem se espalhado e a taxa de letalidade da covid-19 na região.

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  • Clonagem de cartão pesquisa CNPq e Capes

    Prezados pesquisadores que possuam cartão pesquisa do CNPq ou Capes:

    Recomendamos que sejam obtidos os extratos atualizados das despesas realizadas e verifiquem os valores de suas contas-pesquisa. Há cartões que estão sendo clonados em todo o país e os usuários desconhecem, assim como as agências de fomento e o Banco do Brasil.
    Caso seja verificada alguma inconsistência, favor fazer o seguinte procedimento:

    1. Realizar o bloqueio protetivo do cartão. No Banco do Brasil pode ser realizado através do telefone 4003 0107;

    2. Fazer o Boletim de Ocorrência na Delegacia Civil Virtual –https://delegaciavirtual.sc.gov.br/inicio.aspx

    3. Comunicar o CNPq e a Capes

    4. Comunicar a Propesq através do e-mail propesq@contato.ufsc.br – iremos tomar as medidas necessárias para aumentar a proteção aos pesquisadores.


  • Serrapilheira faz webinar sobre financiamento de pesquisas para covid-19

    Representantes do Instituto D’Or, Fapesp e MCTIC participam do debate nesta quarta (29)

    Como funcionam as estratégias de financiamento do combate ao novo coronavírus? O Instituto Serrapilheira promove na quarta-feira (29), às 11h, um webinar com especialistas que vão apresentar iniciativas de financiamento público e privado a pesquisas em covid-19 no Brasil.

    Na pauta, os papéis de cada ator, estratégias de escolha para aportes e o que foi feito até agora no país. Participam do webinar a presidente do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, Fernanda Moll, o diretor científico da FAPESP, Luiz Mello, o Secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do MCTIC, Marcelo Marcos Morales, e a diretora de Ciência e o diretor-presidente do Serrapilheira, Cristina Caldas e Hugo Aguilaniu.

    Para acompanhar o debate é preciso fazer inscrição pelo link: https://bit.ly/financiamento-de-pesquisas.

    Fonte: Jornal da Ciência


  • Boa leitura disponível, respeitando o distanciamento social necessário.

    Em época de quarentena, distanciamento social, cuidados diários e informações sobre o coronavírus e a COVID-19, algumas pessoas estão em home office, outras estão se adaptando à nova rotina. Vamos organizar um tempo para uma boa leitura, respeitando o distanciamento social sem precisar ir à livraria?

    No link abaixo, você encontra centenas de e-books, com acesso aberto por tempo limitado, para ler e expandir seus conhecimentos sobre as mais diversas áreas.


  • Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação: nova chamada

    Coordenação de Comunicação Social do CNPq

    O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) disponibilizará 3.100 bolsas de Iniciação Tecnológica (IT) para Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) ou Instituições de Ensino Superior (IESs) selecionadas por meio de Chamada Pública a ser lançada em breve. As bolsas terão vigência de Agosto de 2020 a Julho de 2021 e deverão estar vinculadas a projetos de pesquisa que apresentem aderência a, no mínimo, uma das Áreas de Tecnologias Prioritárias do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

    As instituições a serem selecionadas devem manter uma política de pesquisa tecnológica institucionalizada e promover a interação entre ICTs/IESs e empresas e institutos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), visando à elaboração e à execução de projetos aplicados às atividades empresariais com foco em tecnologia, inovação, empreendedorismo, produtividade e gestão.

    A iniciativa está no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) do CNPq cujos principais objetivos são:

    • estimular jovens estudantes do Ensino Superior nas atividades, metodologias, conhecimentos e práticas próprias ao desenvolvimento tecnológico e processos de inovação;
    • contribuir para a formação tecnológica de recursos humanos que se dedicarão a qualquer atividade profissional; e
    • promover a interação entre ICTs/IESs e empresas e institutos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), visando a elaboração e execução de projetos aplicados às atividades empresariais com foco em tecnologia, inovação, empreendedorismo, produtividade e gestão.

    As bolsas de IT buscam contribuir para o desenvolvimento inicial de capital intelectual para a pesquisa tecnológica e a inovação, além de incentivar a consolidação da política de iniciação tecnológica em instituições de ensino superior em parcerias e acordos com empresas.

    Áreas de Tecnologias Prioritárias

    As áreas de tecnologias prioritárias definidas pelo MCTIC por meio das Portarias nº 1.122, de 19.03.2020 e nª 1.329 de 27.03 de 2020.

    http://www.mctic.gov.br/mctic/opencms/legislacao/portarias/Portaria_MCTIC_n_1122_de_19032020.html) A aderência a essas áreas deve ser explicitamente apresentada no texto do projeto submetido no âmbito do edital interno.

    As Áreas de Tecnologias Prioritárias do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) são:

    • Tecnologias Estratégicas, nos seguintes setores: Espacial; Nuclear; Cibernética; e Segurança Pública e de Fronteira.
    • Tecnologias Habilitadoras, nos seguintes setores: Inteligência Artificial; Internet das Coisas; Materiais Avançados; Biotecnologia; e Nanotecnologia.
    • Tecnologias de Produção, nos seguintes setores: Indústria; Agronegócio; Comunicações; Infraestrutura; e Serviços.
    • Tecnologias para o Desenvolvimento Sustentável, nos seguintes setores: Cidades Inteligentes e Sustentáveis; Energias Renováveis; Bioeconomia; Tratamento e Reciclagem de Resíduos Sólidos; Tratamento de Poluição; Monitoramento, prevenção e recuperação de desastres naturais e ambientais; e Preservação Ambiental.
    • Tecnologias para Qualidade de Vida, nos seguintes setores: Saúde; Saneamento Básico; Segurança Hídrica; e Tecnologias Assistivas.

    São também considerados prioritários, diante de sua característica essencial e transversal, os projetos de pesquisa básica, humanidades e ciências sociais que contribuam, em algum grau, para o desenvolvimento das Áreas de Tecnologias Prioritárias do MCTIC e, portanto, são considerados compatíveis com o requisito de aderência solicitado.

    Em breve, o CNPq disponibilizará a Chamada com informações completas sobre como participar e critérios de elegibilidade.

    Fonte: CNPq


  • Prorrogação inscrições – Editais PIBIC/PIBITI 2020/2021

    Devido a problemas técnicos enfrentados pontualmente em alguns setores da universidade, considerando ainda a sobrecarga de acessos neste último dia de inscrição, dos sistemas Sigpex e Formulário IC Online, informamos que o prazo de submissão para os projetos dos editais PIBIC/PIBITI 2020/2021 foi prorrogado e o Formulário IC Online ficará aberto até esta sexta-feira, dia 24 de abril de 2020, às 18h00.


  • Covid-19: ONU mapeia projetos de enfrentamento à pandemia no Brasil

    Publicado em 21/04/2020 – 11:26 Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil – Brasília

    O Escritório da Organização das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops) lançou uma plataforma para mapear ações de organizações voltadas à prevenção e combate à pandemia do novo coronavírus. A proposta faz parte da iniciativa “Dia Mundial da Criatividade”, promovida pela ONU para estimular soluções inovadoras.

    Desde o início da pandemia, diversas iniciativas vêm ocorrendo em vários locais do país. Elas vão desde a produção de equipamentos de proteção, como máscaras e toucas, até a arrecadação e distribuição de doações, como cestas básicas e materiais de limpeza em regiões mais pobres. O objetivo é identificar as ações mais inovadoras e que possam ser impulsionadas pelo apoio de instituições.

    No site poderão ser cadastradas iniciativas de empresas, ONGs, associações e coletivos com o intuito de combater a pandemia em temas como saúde, infraestrutura em saúde, inclusão social, geração de renda e apoio a indivíduos e famílias. O mapeamento ficará aberto até 21 de maio.

    Para se inscrever, os responsáveis deverão preencher um formulário que será disponibilizado no site. A escolha das propostas que ficarão registradas levará em consideração o nível de inovação da solução.

    As informações reunidas pela plataforma ficarão disponíveis para diversos tipos de atores, como governos, autoridades, empresas, ONGs ou investidores. O intuito é permitir a articulação entre quem está desenvolvendo ações na ponta e instituições que tenham a intenção de apoiá-las.

    Edição: Aline Leal

    Fonte: Agência Brasil


  • Observatório Covid-19: núcleo identifica e disponibiliza fontes de informação

    O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Competência em Informação (GPCIn) da UFSC disponibiliza o Observatório Covid-19, uma ação colaborativa para a disseminação de informações acerca do novo Coronavírus. Essas fontes podem ser úteis às pessoas de um modo geral, a profissionais da informação, a pesquisadores, a professores e aos demais interessados no tema.

    A atividade está relacionada à pesquisa e ao ensino, com a colaboração voluntária de alunos dos cursos de graduação de Biblioteconomia, Arquivologia e Ciência da Informação, e de pós-graduação em Ciência da Informação.

    A Competência em Informação é um instrumento que também interfere na qualidade de vida, saúde e bem-estar das pessoas, e é por esta razão que a missão social da iniciativa se torna ainda mais relevante no cenário atual.

    Objetivo geral:

    Contribuir com a minimização da vulnerabilidade em informação, no que se refere ao excesso e à falta de informação, mas também à desinformação e à ansiedade de informação.

    Objetivos específicos:
    a) Identificar fontes de informação sobre Coronavírus em âmbito local, estadual, regional, nacional e internacional;
    b) Disponibilizar fontes de informação sobre Coronavírus na página do Núcleo GPCIn (gpcin.ufsc.br) no Observatório Covid-19, criado para este fim;
    c) Caracterizar as fontes de informação quanto a: âmbito local, estadual, regional, nacional e internacional; tipologia da fonte; nome/título; endereço/link; conteúdo/resumo da fonte; indicador(es) de qualidade da fonte; responsabilidade pela localização e dados da fonte (nome pessoa física que identificou a fonte); data da última atualização.

    Mais informações: elizete.vitorino@ufsc.br e no site.

    Fonte: Notícias UFSC


  • Novas editoras liberam acesso a conteúdos sobre coronavírus

    Capes pediu às novas editoras que aderissem à liberação de conteúdos para facilitar as pesquisas durante a pandemia da covid-19

    Benedito Aguiar, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), assinou um ofício que foi encaminhado à todas as editoras com as quais a Coordenação possui contrato pelo Portal de Periódicos, em resposta à uma solicitação da comunidade acadêmico-científica. No documento, o presidente explica “ser imprescindível a disseminação de informação irrestrita e ampla para toda a população”. Além disso, ressalta a necessidade de que “os materiais fiquem disponíveis, sem controle de acesso por tempo limitado, determinado por cada editora”.

    Em resposta à solicitação, a EBSCO Information Services, uma organização parceira do Portal de Periódicos da CAPES, representante de diversas editoras, comunicou que algumas atenderam à solicitação.

    O Instituto Americano de Física (AIP) liberou uma coleção de artigos que examina vários aspectos de doenças infecciosas, epidemias, epidemiologia computacional e pandemias e a Oxford University Press (OUP) também cedeu o conteúdo de seus recursos online e principais periódicos.

    A Cambridge University Press oferece duas páginas com conteúdos sobre o assunto: uma com iniciativas da divisão acadêmica para responder à COVID-19 e outra com todo o seu conteúdo científico relacionado ao novo coronavírus, incluindo coleções de artigos de periódicos e capítulos de livros. Já a Royal Society of Chemistry, uma sociedade que representa cientistas químicos do Reino Unido, com mais de 54 mil membros, ofereceu em uma única página todos os artigos sobre o assunto.

    O Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) organizou artigos no IEEE Xplore que podem ajudar no gerenciamento da pandemia e oferece o e-mail onlinesupport@ieee.org , para esclarecer dúvidas caso o conteúdo procurado não seja localizado na página.

    A SAGE Journals liberou um acervo que “inclui as mais recentes pesquisas médicas relacionadas ao vírus e as principais pesquisas sociais e comportamentais para ajudar indivíduos, comunidades e líderes a tomar decisões”. Por fim, a Taylor & Francis oferece gratuitamente referências, artigos de pesquisa, capítulos de livros e informações para ajudar a conter e gerenciar a disseminação da COVID-19.

    Os recursos podem ser acessados pelo Portal de Periódicos da CAPES.


  • COVID-19: editores internacionais liberam acesso gratuito

    Durante o período de pandemia do COVID-19, editores internacionais liberam conteúdo gratuito para apoiar o trabalho de pesquisadores

    Editores internacionais com os quais a CAPES mantém contrato, por meio do Portal de Periódicos, liberaram acesso aos seus conteúdos, enquanto durar a pandemia de COVID-19. A ação foi motivada pela situação atual de confinamento e restrição de contato, e pretende apoiar a comunidade de pesquisa no processo de entendimento e minimização do impacto do novo coronavírus.

    Os parceiros “removeram o controle de acesso aos seus conteúdos fechados em atenção à pandemia, em decorrência do grande número de pessoas infectadas e vitimadas pelo COVID-19”, explicou Patrícia de Almeida, coordenadora geral do Portal de Periódicos. Esse material disponível ajudará pesquisadores, médicos, enfermeiros e outros profissionais engajados com a emergência de saúde global, para o controle da situação.

    A Sociedade Americana de Microbiologia (ASM) deixou em acesso aberto 50 artigos científicos, publicados em 2019, nas suas 16 revistas acadêmicas. Além disso, criou uma página dedicada aos recursos sobre o COVID-19, com informação atualizada e análises de especialistas. O material ficará livre por tempo indeterminado.

    Também estão disponíveis diversos recursos da British Medical Journals (BMJ). “Os conteúdos ficarão acessíveis gratuitamente por tempo indeterminado, prezando pela disponibilização de informações científicas conforme as demandas da comunidade”, afirmou Laura Santana, gerente de Desenvolvimento de Negócios da editora.

    Annual Reviews liberou seus títulos até 30 de abril. Contudo, esse prazo poderá ser estendido, se necessário. O material da editora Oxford University Press (OUP), que contém ferramentas para o estudo do coronavírus e temas afins, será oferecido em acesso aberto por período indeterminado.

    editora Emerald compilou pesquisas relacionadas ao gerenciamento de doenças e epidemias e disponibilizou até o dia 31 de março. “Embora esses materiais não estejam apenas relacionados aos atuais desafios clínicos do novo coronavírus, eles podem fornecer um contexto relevante sobre como o mundo reagiu a surtos e epidemias anteriores”, avaliou a editora.

    Elsevier deu acesso temporário e gratuito por 90 dias, pela plataforma ScienceDirect, a 256 títulos nas mais distintas áreas de conhecimento, como uma forma de apoiar as classes online. Além dessa iniciativa, a editora desenvolveu ainda dois outros recursos de livre acesso que concentram informações especializadas e selecionadas para a comunidade em geral: Novo Centro de Informações sobre Coronavírus e Lancet Hub.

    “Considerando a relevância do tema e a necessidade de facilitar o acesso à informação científica para pesquisas na área, nossa equipe de especialistas realizou uma curadoria de conteúdo em várias bases de dados”, anunciou a editora Ovid Technologies. Dessa forma, parte dos recursos de pesquisa está disponível em acesso aberto para a comunidade científica por tempo indeterminado.

    editora Wiley liberou para a comunidade acadêmico-científica o acesso a uma coleção de mais de 5 mil artigos de periódicos relevantes, capítulos de livros e entradas nos principais trabalhos de referência, além de um feed gratuito e em tempo real das mais recentes pesquisas e notícias sobre o novo vírus corona.

    Estão acessíveis, também, coleções especiais criadas em parceria com a Biblioteca Cochrane e demais recursos para os interessados em explorar perspectivas históricas sobre epidemias, métodos usados para controlar sua disseminação e políticas de saúde associadas.

    Portal de Periódicos
    Portal de Periódicos da CAPES é a maior biblioteca virtual do País, que pretende democratizar o acesso à informação científica e fortalecer os programas de pós-graduação no Brasil. Além disso, o Portal incentiva investimentos em excelência acadêmica nas instituições brasileiras de ensino e pesquisa.

    (Brasília – Redação CCS/CAPES)
    A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CCS/CAPES

     

    Fonte: Capes


  • Equipamento FINEP/CT-INFRA utilizados pela UFSC contra a COVID-19

    Equipamentos financiados pela FINEP são utilizados pela UFSC para auxiliar nas ações contra a COVID-19.

    A estrutura e a equipe do Laboratório Multiusuário de Estudos em Biologia (https://lameb.ccb.ufsc.br/) estão engajados no auxílio de testagem e diagnóstico em parceria com o LACEN/SES/SC. Entre os equipamentos financiados pela FINEP utilizados nas ações contra a COVID-19 estão o “PCR em Tempo Real HT7900”, sequenciador de DNA, ultrapurificador de água.

    No Campus Curitibanos também está à disposição o equipamento “PCR em Tempo Real”.


  • CORONAVÍRUS – Como ajudar a maior instituição de pesquisa da América Latina

    Postado por  | abr 5, 2020 | 

    Potencializar as ações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) frente à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) por meio da união de esforços dos setores público e privado. Esse é o objetivo do programa Unidos Contra a Covid-19, que a Fiocruz lança nesta quinta-feira (2/4), abrindo um canal a empresas, organizações e indivíduos interessados em fazer parte da rede de apoiadores das iniciativas desenvolvidas pela instituição para o enfrentamento da emergência sanitária.

    As doações obtidas darão sustentação a projetos e ações que incluem a construção do Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 – Instituto Nacional de Infectologia, que atenderá pacientes com quadros graves da doença; a produção de testes moleculares e rápidos; a ampliação da capacidade de testagem de amostras; e a realização de pesquisas relacionadas ao tratamento da enfermidade. A instituição coordena ainda iniciativas de apoio humanitário ao conjunto de favelas de Manguinhos, no Rio de Janeiro, região onde está localizada a sua sede.

    “Diante dos desafios que a emergência sanitária do novo coronavírus representa ao país, a Fiocruz tem sido procurada por potenciais doadores interessados em apoiar – com recursos financeiros, materiais e logísticos – as ações anunciadas pela instituição para o enfrentamento da pandemia. Decidimos então criar um site que pudesse informar sobre a captação desses recursos da forma mais simples e transparente possível.”, afirma o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Mario Moreira, que coordena a iniciativa Unidos Contra a Covid-19.

    A destinação dos recursos será coordenada pela vice-presidência de Gestão, com apoio do Escritório de Captação de Recursos da Fiocruz. A gestão financeira e a prestação de contas sobre os gastos dos fundos ficarão a cargo da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec). Os apoiadores e a sociedade poderão acompanhar a prestação de contas detalhada da aplicação dos recursos doados no site Unidos Contra a Covid-19. A página também informa os critérios para doação, além de detalhes sobre as iniciativas para as quais os recursos serão destinados.

    Centro Hospitalar para Covid-19 abrigará ensaio clínico da OMS

    Uma das ações já em andamento é a construção, pela Fiocruz, do Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19 – Instituto Nacional de Infectologia, no campus de Manguinhos, no Rio, que teve início na semana passada. Coordenada pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Focruz), a unidade hospitalar de montagem rápida terá 200 leitos exclusivos de tratamento intensivo e semi-intensivo de pacientes graves infectados pelo novo coronavírus, reforçando a capacidade de resposta dos governos estadual e municipal à doença.

    Em paralelo, a Fiocruz está se preparando para apoiar as populações dos territórios em que está inserida no período de crise sanitária. Em uma conjunção de esforços com organizações da Maré e de Manguinhos, a instituição desenvolve uma campanha de comunicação em saúde voltada a moradores de favelas e periferias. O objetivo da iniciativa é levar informações confiáveis a esse segmento da população, considerando as particularidades dos territórios em que residem e as dificuldades que os mesmos enfrentam na aplicação das recomendações mais gerais divulgadas por órgãos oficiais.

    Reforço da capacidade de diagnóstico e busca por medicamentos

    Em outra frente, a Fiocruz coordenará no Brasil o ensaio clínico Solidarity (Solidariedade), lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A iniciativa tem como objetivo investigar a eficácia de quatro tratamentos para o novo coronavírus e será implementada em 18 hospitais de 12 estados, com o apoio do Ministério da Saúde. O estudo Solidarity é resultado de uma conjunção de esforços em todo o mundo para dar uma resposta rápida sobre que medicamentos são eficazes no tratamento da doença e quais são ineficazes e, portanto, não devem ser utilizados.

    capacitação dos laboratórios públicos e outros ICTs para ampliação da capacidade de realização do diagnóstico do novo coronavírus é outra das contribuições da Fiocruz para o enfrentamento da pandemia. Desde o início do ano, a instituição realiza treinamentos de profissionais dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) do país. Assim, a Fiocruz contribui para a descentralização do diagnóstico em todo país e para a ampliação da capacidade de processamento de amostras na rede pública.

    Para mais informações sobre as iniciativas em curso, visite o site.

    Fonte: Metsul


  • SBPC de Santa Catarina disponibiliza boletins acadêmicos sobre a Covid-19

    A Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência de Santa Catarina (SBPC/SC) disponibiliza um canal de comunicação que reúne textos que versam sobre a situação vivenciada no mundo pela pandemia da Covid-19.

    A atividade conta com a parceria da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS), Associação dos Cientistas Sociais da Religião do Mercosul (ACSRM), Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia (Anpege), Associação Nacional de Pós-Graduação em História (ANPUH); e a Associação Nacional de Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll).

    O canal traz produções acadêmicas de autoria dos representantes das referidas associações que defendem que os “números, casos, estatísticas ou prevalências têm rosto, trajetória e biografia […] Eles partilham experiências e compõem ambientes singulares. Então, a pandemia precisa ser considerada como uma experiência vivida nos corpos e nas sensibilidades coletivas. Cada experiência conta; faz história. E nós seguimos essas histórias e aprendemos com elas”, contribuindo desta forma para o seu enfrentamento.

    Acompanhe as edições:

    Boletim n. 1 – Cientistas Sociais e o Coronavírus

    Boletim n. 2 – Covid-19: as escalas da pandemia e as escalas da antropologia

    Boletim n. 3 – As Ciências Sociais e a Saúde Coletiva frente a atual epidemia de ignorância, irresponsabilidade e má-fé

    Boletim n. 4 – Contenção de crises no Brasil e seus reflexos no mundo do trabalho sob as lentes da Sociologia

    Boletim n. 5 – Medo Global

    Boletim n. 6 – A produção do social em tempos de pandemia

    Boletim n. 7 – A linguagem republicana diante da crise: uma análise de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko

    Boletim n. 8 – Não existe salvação individual na pandemia de Covid-19

    Boletim n. 9 – A Globalização Perversa da Covid-19 : o exemplo de Rondônia

    Mais informações em: https://sbpcsc.ufsc.br

    Fonte: Notícias UFSC


  • Serrapilheira financiará pesquisa sobre avanço do coronavírus no RS

    Clarice Cudishevitch

    O Instituto Serrapilheira vai financiar com R$ 1 milhão o primeiro estudo brasileiro que investigará o número de infectados pelo novo coronavírus. O levantamento é uma iniciativa do governo do estado do Rio Grande do Sul e será conduzido por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com a participação de outras universidades do estado, a partir dos próximos dias.

    O estudo vai analisar a evolução de prevalência de infecção de Covid-19 especificamente na população gaúcha. Os pesquisadores, no entanto, já planejam reproduzir o levantamento no país inteiro, por solicitação do Ministério da Saúde.

    Eles explicam que, em epidemiologia, identificar a magnitude de um problema de saúde na população inteira, e não em subgrupos específicos de pessoas com suspeita da doença, é o primeiro passo para o desenvolvimento de estratégias efetivas de saúde pública baseadas em evidências. Os dados obtidos no estudo serão essenciais para se planejar medidas mais precisas de combate à pandemia.

    A pesquisa vai estimar o percentual de gaúchos infectados com o SARS-CoV-2; determinar o percentual de infecções assintomáticas ou subclínicas; avaliar os sintomas mais comumente relatados pelos infectados; analisar a evolução quinzenal da prevalência de infectados no RS num período de 45 dias; fornecer estimativas do percentual de infectados, permitindo cálculos precisos da letalidade da doença; e estimar a sensibilidade e a especificidade do teste rápido. Serão testadas e entrevistadas, ao todo, 18 mil pessoas no estado.

    “Conhecer o percentual da população que já foi infectada, a velocidade com a qual a infecção se propaga e o percentual de infectados que são assintomáticos ou têm sintomas leves é muito importante para o planejamento das ações de controle da pandemia”, destaca o epidemiologista Bernardo Lessa Horta, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto.

    Prever esses números é especialmente relevante no caso da Covid-19, pois estima-se que mais de 60% das pessoas infectadas apresentem sintomas leves ou até nenhum sintoma, mas podem transmitir a doença. Atualmente, foram notificados mais de 500 mil casos em todo o mundo, mas, como pessoas com sintomas mais graves apresentam uma maior probabilidade de realizar o teste, esse número não reflete a real prevalência de Covid-19 na população.

    “Para combater a epidemia, é preciso entender urgentemente a epidemiologia da doença”, afirma o diretor-presidente do Serrapilheira, Hugo Aguilaniu. “Este é apenas um primeiro passo, mas é fundamental que seja feito o mais rapidamente possível, pois sem dados sólidos, nenhuma política de saída de crise é possível. Por isso decidimos apoiar este projeto.” Além do Serrapilheira, a Unimed Porto Alegre e o Instituto Cultural Floresta também financiam o estudo.

    Para que possam buscar respostas de forma ágil, os pesquisadores terão flexibilidade para aplicar os recursos oferecidos pelo Serrapilheira. Eles também buscam outros parceiros que possam contribuir para o financiamento do projeto.

    Fonte: Serrapilheira


  • ProQuest está lançando um novo banco de dados de pesquisa do coronavírus

    A ProQuest está lançando um novo banco de dados de pesquisa do coronavírus, permitindo que os usuários pesquisem o conteúdo mais recente em texto completo, cobrindo todas as facetas do COVID-19 e muito mais.

    O banco de dados é gratuito e ativado automaticamente para todos os clientes da plataforma ProQuest e pode ser acessado em https://search.proquest.com/coronavirus .

     

    O “Coronavirus Research Database” reúne conteúdo autorizado, aberto e disponível gratuitamente de editores importantes, como o Nature Publishing Group, o BMJ, Taylor & Francis e outros. Os tipos de conteúdo agregado incluem artigos de periódicos, pré-impressões, anais de conferências, dissertações e diversos outros conteúdos relacionados ao COVID-19. Inclui uma cobertura abrangente de pandemias e epidemias passadas, como MERS e SARS, para dar aos pesquisadores e estudantes o contexto da atual crise global.


  • SBPC em Santa Catarina lança força-tarefa de cientistas para enfrentar pandemia de Covid-19

    A Secretaria Regional da SBPC de Santa Catarina anunciou nesta segunda-feira, 30 de março, o lançamento de uma força-tarefa de cientistas, com o objetivo de apresentar dados para embasar decisões governamentais. Leia o anúncio, na íntegra, abaixo:

    SBPC LANÇA FORÇA TAREFA DE CIENTISTAS PARA ENFRENTAR A PANDEMIA EM SANTA CATARINA

    Depois de um final de semana com muitas reviravoltas, em que a Secretaria Regional da SBPC de Santa Catarina articulou um manifesto, assinado por 74 entidades científicas e da área da saúde, que acabou ganhando grande repercussão na mídia, o Governador do Estado de SC anunciou no domingo o recuo de sua decisão de reabrir o comércio e serviços não essenciais a partir desta quarta-feira. A ciência e a vida prevaleceram sobre a política da desinformação e do imediatismo.

    O risco iminente à vida humana que a pandemia Covid-19 representa, exige respaldo científico para ser enfrentada, de modo a garantir a confiabilidade das informações, apontando as medidas preventivas e corretivas a serem tomadas. Na semana passada, medidas sobre afrouxamento do confinamento social e retomada das atividades econômicas foram anunciadas pelo Governo do Estado de Santa Catarina.

    A Secretaria Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência de Santa Catarina (SBPC-SC), tomou a frente em um processo emergencial de avaliação científica dessa arriscada atitude, juntamente com especialistas em saúde pública, imunologia, virologia e epidemiologia de diferentes entidades. Esse grupo de pesquisadores de diferentes áreas se uniu para elaborar um manifesto de alerta ao governo e à população, sobre a importância de se observar os dados científicos e técnicos no planejamento de medidas que devem ser tomadas para conter o avanço descontrolado do vírus.

    OS REFLEXOS DE UMA AÇÃO CIENTÍFICA RÁPIDA, FORTE E ARTICULADA
    A partir da divulgação, no dia 27 de março de 2020, da “manifestação de entidades científicas e da área da saúde sobre o plano estratégico de retomada das atividades econômicas, anunciado pelo governo do estado de Santa Catarina”, pôde-se verificar que a confiabilidade da ciência permanece sendo um alicerce para a tomada de decisões dos governantes comprometidos com a vida da população. A nota pública foi referendada por mais de 73 entidades de diversas áreas: acadêmico-científicas, sindicais, de serviços e/ou assessoria à saúde, entre outras.

    A nota não desmerece a importância da questão econômica: “a ciência, assim como o sistema público de saúde, é diretamente dependente do desenvolvimento econômico, mas é também um de seus mais importantes propulsores”, esclarecendo que a ciência não está se opondo à legítima preocupação do Estado com a vida econômica mas, assim como ela serve para trazer inovação, desenvolvimento e riquezas, também deve dar suporte e proteção à vida, antes de mais nada.

    O manifesto ajudou a promover uma reversão na implementação do plano estratégico do governo, considerando-se a última declaração do governo de SC, que prorrogou os cuidados de quarentena por mais sete dias, a contar de 1º de abril. Diferentemente do contexto macro político — que desconsidera a ação da C&T, acentuando uma percepção de política pública pautada apenas em interesses econômicos – em SC demos provas de que a comunidade científica articulada pode e deve ter muito peso na tomada de decisões de grande impacto coletivo.

    ORGANIZAÇÃO DE UMA FORÇA TAREFA PERMANENTE
    Considerando que a pandemia e suas consequências ainda estão apenas começando, e que a necessidade de orientação científica sobre o tema só crescerá, o grupo de entidades científicas contactadas pela SBPC-SC decidiu, nesta segunda-feira 30 de março, constituir uma rede de apoio científico às autoridades do Estado, ficando à sua disposição para dirimir dúvidas, interpretar dados e indicar estratégias que sejam baseadas nas mais confiáveis evidências científicas disponíveis.

    Fica instituída, assim, a “Força tarefa de cientistas para o enfrentamento da pandemia Covid-19 no estado de Santa Catarina”, liderada pela SBPC-SC, mas com sustentação científica e técnica de entidades como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, a Sociedade Brasileira de Imunologia, a Sociedade Brasileira de Virologia e os Departamentos de Saúde Pública e de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC.

    Além disso, o grupo catarinense contará com um canal de diálogo direto com os cientistas da Fiocruz do Rio de Janeiro, que têm atuado de forma exemplar no enfrentamento da crise no Brasil e países vizinhos. Colocando-se à disposição dos deputados estaduais, do Governador do Estado e dos órgãos do sistema judiciário de SC, os cientistas esperam poder contribuir para que os catarinenses saiam dessa terrível crise mais fortes, mais unidos e com o menor número possível de vítimas.

     

    Kelly Vieira Meira, Rejane Dione Cord e André Ramos
    Equipe da Secretaria Regional da SBPC em SC

    Fonte: Notícias UFSC