Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação
  • SBPC de Santa Catarina disponibiliza boletins acadêmicos sobre a Covid-19

    A Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência de Santa Catarina (SBPC/SC) disponibiliza um canal de comunicação que reúne textos que versam sobre a situação vivenciada no mundo pela pandemia da Covid-19.

    A atividade conta com a parceria da Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS), Associação dos Cientistas Sociais da Religião do Mercosul (ACSRM), Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia (Anpege), Associação Nacional de Pós-Graduação em História (ANPUH); e a Associação Nacional de Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll).

    O canal traz produções acadêmicas de autoria dos representantes das referidas associações que defendem que os “números, casos, estatísticas ou prevalências têm rosto, trajetória e biografia […] Eles partilham experiências e compõem ambientes singulares. Então, a pandemia precisa ser considerada como uma experiência vivida nos corpos e nas sensibilidades coletivas. Cada experiência conta; faz história. E nós seguimos essas histórias e aprendemos com elas”, contribuindo desta forma para o seu enfrentamento.

    Acompanhe as edições:

    Boletim n. 1 – Cientistas Sociais e o Coronavírus

    Boletim n. 2 – Covid-19: as escalas da pandemia e as escalas da antropologia

    Boletim n. 3 – As Ciências Sociais e a Saúde Coletiva frente a atual epidemia de ignorância, irresponsabilidade e má-fé

    Boletim n. 4 – Contenção de crises no Brasil e seus reflexos no mundo do trabalho sob as lentes da Sociologia

    Boletim n. 5 – Medo Global

    Boletim n. 6 – A produção do social em tempos de pandemia

    Boletim n. 7 – A linguagem republicana diante da crise: uma análise de A Revolta da Vacina, de Nicolau Sevcenko

    Boletim n. 8 – Não existe salvação individual na pandemia de Covid-19

    Boletim n. 9 – A Globalização Perversa da Covid-19 : o exemplo de Rondônia

    Mais informações em: https://sbpcsc.ufsc.br

    Fonte: Notícias UFSC


  • Serrapilheira financiará pesquisa sobre avanço do coronavírus no RS

    Clarice Cudishevitch

    O Instituto Serrapilheira vai financiar com R$ 1 milhão o primeiro estudo brasileiro que investigará o número de infectados pelo novo coronavírus. O levantamento é uma iniciativa do governo do estado do Rio Grande do Sul e será conduzido por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com a participação de outras universidades do estado, a partir dos próximos dias.

    O estudo vai analisar a evolução de prevalência de infecção de Covid-19 especificamente na população gaúcha. Os pesquisadores, no entanto, já planejam reproduzir o levantamento no país inteiro, por solicitação do Ministério da Saúde.

    Eles explicam que, em epidemiologia, identificar a magnitude de um problema de saúde na população inteira, e não em subgrupos específicos de pessoas com suspeita da doença, é o primeiro passo para o desenvolvimento de estratégias efetivas de saúde pública baseadas em evidências. Os dados obtidos no estudo serão essenciais para se planejar medidas mais precisas de combate à pandemia.

    A pesquisa vai estimar o percentual de gaúchos infectados com o SARS-CoV-2; determinar o percentual de infecções assintomáticas ou subclínicas; avaliar os sintomas mais comumente relatados pelos infectados; analisar a evolução quinzenal da prevalência de infectados no RS num período de 45 dias; fornecer estimativas do percentual de infectados, permitindo cálculos precisos da letalidade da doença; e estimar a sensibilidade e a especificidade do teste rápido. Serão testadas e entrevistadas, ao todo, 18 mil pessoas no estado.

    “Conhecer o percentual da população que já foi infectada, a velocidade com a qual a infecção se propaga e o percentual de infectados que são assintomáticos ou têm sintomas leves é muito importante para o planejamento das ações de controle da pandemia”, destaca o epidemiologista Bernardo Lessa Horta, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto.

    Prever esses números é especialmente relevante no caso da Covid-19, pois estima-se que mais de 60% das pessoas infectadas apresentem sintomas leves ou até nenhum sintoma, mas podem transmitir a doença. Atualmente, foram notificados mais de 500 mil casos em todo o mundo, mas, como pessoas com sintomas mais graves apresentam uma maior probabilidade de realizar o teste, esse número não reflete a real prevalência de Covid-19 na população.

    “Para combater a epidemia, é preciso entender urgentemente a epidemiologia da doença”, afirma o diretor-presidente do Serrapilheira, Hugo Aguilaniu. “Este é apenas um primeiro passo, mas é fundamental que seja feito o mais rapidamente possível, pois sem dados sólidos, nenhuma política de saída de crise é possível. Por isso decidimos apoiar este projeto.” Além do Serrapilheira, a Unimed Porto Alegre e o Instituto Cultural Floresta também financiam o estudo.

    Para que possam buscar respostas de forma ágil, os pesquisadores terão flexibilidade para aplicar os recursos oferecidos pelo Serrapilheira. Eles também buscam outros parceiros que possam contribuir para o financiamento do projeto.

    Fonte: Serrapilheira


  • ProQuest está lançando um novo banco de dados de pesquisa do coronavírus

    A ProQuest está lançando um novo banco de dados de pesquisa do coronavírus, permitindo que os usuários pesquisem o conteúdo mais recente em texto completo, cobrindo todas as facetas do COVID-19 e muito mais.

    O banco de dados é gratuito e ativado automaticamente para todos os clientes da plataforma ProQuest e pode ser acessado em https://search.proquest.com/coronavirus .

     

    O “Coronavirus Research Database” reúne conteúdo autorizado, aberto e disponível gratuitamente de editores importantes, como o Nature Publishing Group, o BMJ, Taylor & Francis e outros. Os tipos de conteúdo agregado incluem artigos de periódicos, pré-impressões, anais de conferências, dissertações e diversos outros conteúdos relacionados ao COVID-19. Inclui uma cobertura abrangente de pandemias e epidemias passadas, como MERS e SARS, para dar aos pesquisadores e estudantes o contexto da atual crise global.


  • SBPC em Santa Catarina lança força-tarefa de cientistas para enfrentar pandemia de Covid-19

    A Secretaria Regional da SBPC de Santa Catarina anunciou nesta segunda-feira, 30 de março, o lançamento de uma força-tarefa de cientistas, com o objetivo de apresentar dados para embasar decisões governamentais. Leia o anúncio, na íntegra, abaixo:

    SBPC LANÇA FORÇA TAREFA DE CIENTISTAS PARA ENFRENTAR A PANDEMIA EM SANTA CATARINA

    Depois de um final de semana com muitas reviravoltas, em que a Secretaria Regional da SBPC de Santa Catarina articulou um manifesto, assinado por 74 entidades científicas e da área da saúde, que acabou ganhando grande repercussão na mídia, o Governador do Estado de SC anunciou no domingo o recuo de sua decisão de reabrir o comércio e serviços não essenciais a partir desta quarta-feira. A ciência e a vida prevaleceram sobre a política da desinformação e do imediatismo.

    O risco iminente à vida humana que a pandemia Covid-19 representa, exige respaldo científico para ser enfrentada, de modo a garantir a confiabilidade das informações, apontando as medidas preventivas e corretivas a serem tomadas. Na semana passada, medidas sobre afrouxamento do confinamento social e retomada das atividades econômicas foram anunciadas pelo Governo do Estado de Santa Catarina.

    A Secretaria Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência de Santa Catarina (SBPC-SC), tomou a frente em um processo emergencial de avaliação científica dessa arriscada atitude, juntamente com especialistas em saúde pública, imunologia, virologia e epidemiologia de diferentes entidades. Esse grupo de pesquisadores de diferentes áreas se uniu para elaborar um manifesto de alerta ao governo e à população, sobre a importância de se observar os dados científicos e técnicos no planejamento de medidas que devem ser tomadas para conter o avanço descontrolado do vírus.

    OS REFLEXOS DE UMA AÇÃO CIENTÍFICA RÁPIDA, FORTE E ARTICULADA
    A partir da divulgação, no dia 27 de março de 2020, da “manifestação de entidades científicas e da área da saúde sobre o plano estratégico de retomada das atividades econômicas, anunciado pelo governo do estado de Santa Catarina”, pôde-se verificar que a confiabilidade da ciência permanece sendo um alicerce para a tomada de decisões dos governantes comprometidos com a vida da população. A nota pública foi referendada por mais de 73 entidades de diversas áreas: acadêmico-científicas, sindicais, de serviços e/ou assessoria à saúde, entre outras.

    A nota não desmerece a importância da questão econômica: “a ciência, assim como o sistema público de saúde, é diretamente dependente do desenvolvimento econômico, mas é também um de seus mais importantes propulsores”, esclarecendo que a ciência não está se opondo à legítima preocupação do Estado com a vida econômica mas, assim como ela serve para trazer inovação, desenvolvimento e riquezas, também deve dar suporte e proteção à vida, antes de mais nada.

    O manifesto ajudou a promover uma reversão na implementação do plano estratégico do governo, considerando-se a última declaração do governo de SC, que prorrogou os cuidados de quarentena por mais sete dias, a contar de 1º de abril. Diferentemente do contexto macro político — que desconsidera a ação da C&T, acentuando uma percepção de política pública pautada apenas em interesses econômicos – em SC demos provas de que a comunidade científica articulada pode e deve ter muito peso na tomada de decisões de grande impacto coletivo.

    ORGANIZAÇÃO DE UMA FORÇA TAREFA PERMANENTE
    Considerando que a pandemia e suas consequências ainda estão apenas começando, e que a necessidade de orientação científica sobre o tema só crescerá, o grupo de entidades científicas contactadas pela SBPC-SC decidiu, nesta segunda-feira 30 de março, constituir uma rede de apoio científico às autoridades do Estado, ficando à sua disposição para dirimir dúvidas, interpretar dados e indicar estratégias que sejam baseadas nas mais confiáveis evidências científicas disponíveis.

    Fica instituída, assim, a “Força tarefa de cientistas para o enfrentamento da pandemia Covid-19 no estado de Santa Catarina”, liderada pela SBPC-SC, mas com sustentação científica e técnica de entidades como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, a Sociedade Brasileira de Imunologia, a Sociedade Brasileira de Virologia e os Departamentos de Saúde Pública e de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da UFSC.

    Além disso, o grupo catarinense contará com um canal de diálogo direto com os cientistas da Fiocruz do Rio de Janeiro, que têm atuado de forma exemplar no enfrentamento da crise no Brasil e países vizinhos. Colocando-se à disposição dos deputados estaduais, do Governador do Estado e dos órgãos do sistema judiciário de SC, os cientistas esperam poder contribuir para que os catarinenses saiam dessa terrível crise mais fortes, mais unidos e com o menor número possível de vítimas.

     

    Kelly Vieira Meira, Rejane Dione Cord e André Ramos
    Equipe da Secretaria Regional da SBPC em SC

    Fonte: Notícias UFSC


  • CONEP – Ética em Pesquisa – protocolos COVID 19 – Plataforma Brasil

    Pesquisadores,

    Solicitamos que estejam atentos e mantenham o monitoramento sobre os protocolos de pesquisa relacionados à COVID-19 – que devem ser enviados para a Conep, via Plataforma Brasil.


  • MPF – Chamamento da comunidade acadêmica, para a produção de projeções e propostas científicas para questões relativas à pandemia do Covid-19.

    Ministério Público Federal, em ofício circular, faz um chamamento a toda a comunidade acadêmica, para a produção, em caráter URGENTE, de projeções propostas científicas para questões relativas à pandemia do Covid19, com o objetivo de colaborar com conhecimento acadêmico para qualificação das políticas públicas de contenção do vírus que estão sendo adotadas no Brasil.

    Os objetos de estudo são:

    1) Critérios objetivos de decisão de início, duração e encerramento de medidas de restrição de circulação social (como quarentenas e isolamento).
    2) Cálculo e metodologia de cálculo de estimativa de número de infectados pelo covid-19 que necessitarão de leitos de UTI/ventiladores durante o pico do surto do covid-19; número de UTIs/ventiladores disponíveis/disponibilizáveis durante o pico do surto do covid-19 e outras estimativas e projeções relativas às demandas e disponibilidades do Covid-19 em relação ao sistema de saúde brasileiro.

    data limite para entrega das propostas para a 1ª chamada de apresentação é 03/04/2020.

    data limite para entrega das propostas para a 2ª chamada de apresentação é 10/04/2020.
    email para encaminhamento das respostas e dúvidas: prsp-gabinete3-campinas@mpf.mp.br

    Solicitamos que as propostas sejam encaminhadas, com cópia, para o email da Propesq: propesq@contato.ufsc.br

    Os resultados serão agregados e estarão disponíveis para consulta e análise em www.brasilxcovid19.com

    Leia aqui a íntegra do ofício com os detalhamentos.

    Atualização: Informações Complementares ao Chamamento do Ofício Circular.

    A UFSC conta com a colaboração de todos!


  • BU divulga página com conteúdo científico sobre Covid-19

    A Comissão de Análise de Conteúdos de Informação (CACI) da Biblioteca Universitária da UFSC manterá, no período da pandemia, uma página no Portal da BU com conteúdo científico sobre a Covid-19 (doença) e o SARS-CoV-2 (novo coronavírus).

    Os recursos indicados são conteúdos referentes à Covid-19 disponíveis de forma gratuita pelos editores e, por isso, o prazo de disponibilidade ficará a critério de cada editor.

    Acesse aqui: Especial Covid-19 

    Mais informações pelos e-mails ref.bu@contato.ufsc.br e aquisicao.bu@contato.ufsc.br

    Fonte: Notícias UFSC


  • American Chemical Society – acesso gratuito aos conteúdos que tratam sobre corona vírus

    A American Chemical Society abriu acesso gratuito a todos os conteúdos que tratam especificamente sobre corona vírus, conforme iniciativas relacionadas a seguir:

    – Publicação online de fascículo especial sobre COVID-19, com leitura aberta e totalmente gratuita.

    Artigos da ACS integramente disponibilizados na base de publicações cientificas da Organização Mundial da Saúde (OMS), com leitura pública e gratuita.

    Relatório desenvolvido por nossos colegas do CAS, que abrange o amplo panorama científico relacionado à pesquisa do COVID-19, como vacinas e reaproveitamento de medicamentos existentes.

    – Coleção de pre print disponível no ChemRxiv (repositório de pre prints total aberto e gratuito). A coleção é acessível ao público, sem taxas de assinatura para leitores e sem taxas de envio para autores.

    Leiam e compartilhem!
    Os autores são convidados a compartilharem sua pesquisa sobre COVID-19 com a comunidade científica global.

    Caso sua instituição esteja realizando pesquisas sobre COVID-19, a ACS oferece acesso gratuito aos conteúdos da American Chemical Society.
    Por favor, entrem em contato com:
    Contato ACS no Brasil:
    Regiane Alcantara Bracchi
    rbracchi@acs-i.org


  • MCTIC define prioridades nas áreas de CT&I para o período de 2020-2023

    Em portaria publicada nesta terça-feira (24), pasta estabelece como prioritários os projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovações voltados para cinco áreas de tecnologias: Estratégicas; Habilitadoras; de Produção; para Desenvolvimento Sustentável; e para Qualidade de Vida

    O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) publicou, nesta terça-feira (24) no Diário Oficial da União, a Portaria nº 1.122, de 19 de março de 2020, que define as prioridades do governo federal no que se refere a projetos de pesquisa, de desenvolvimento de tecnologias e inovações, para o período 2020 a 2023. As diretrizes adotadas pela pasta visam alinhar a atuação ministerial ao Plano Plurianual da União (PPA) 2020-2023 do Poder Executivo.

    Segundo o documento, ao definir as prioridades, o MCTIC tem como objetivo contribuir para a alavancagem em setores com maiores potencialidades para a aceleração do desenvolvimento econômico e social do País. O estabelecimento das linhas de ação também permite promover o alinhamento institucional de todos órgãos que integram a estrutura organizacional do ministério e racionalizar o uso dos recursos orçamentários e financeiros, conforme a programação inicial do PPA 2020-2023.

    A portaria estabelece como prioritários os projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovações voltados para cinco áreas de tecnologias: Estratégicas; Habilitadoras; de Produção; para Desenvolvimento Sustentável; e para Qualidade de Vida. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) deverão ajustar suas linhas de financiamento e de fomento para integrar os novos focos de investimento prioritário em suas programações.

    Fonte: Jornal da Ciência

    A Portaria está disponível em nossa página Legislação de Pesquisa.


  • FIOCRUZ – Covid-19 – Informações para Pesquisadores

    A Fiocruz reuniu uma série de links referentes às fontes de informações mais importantes sobre a epidemia, para facilitar a circulação do conhecimento e ajudar toda a comunidade científica a ficar a par das últimas novidades sobre a doença.

    Biblioteca temática sobre o Covid-19:
    As bibliotecas da Fiocruz estão oferecendo serviços sobre a COVID-19 para pesquisadores. São quase 3 mil publicações de fontes de informação científica nacionais e internacionais, incluindo bases como Dynamed, UpToDate, MEDLINE, Portal CAPES, Lancet e ARCA, entre outras.

    Acesse já o serviço (pelo link: http://bit.ly/eds-fiocruz), crie um alerta e receba em seu e-mail as novas publicações indexadas na base sobre o tema.


  • [CHAMADA EMERGENCIAL] FAPESC participa de Chamada Emergencial da União Europeia para o diagnóstico do Coronavírus

    O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), no conjunto de suas Fundações, torna público proposta para instituições brasileiras se associarem a Chamada “Desenvolvimento de terapêutica e diagnóstico para combater infecções por coronavírus”, lançada pela Innovative Medicines Initiative, em conjunto com a União Europeia e a European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations (EFPIA). A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) possibilita a participação de pesquisadores catarinenses.

    A Chamada, lançada em caráter emergencial, tem prazo para submissão de propostas até 31 de março 2020, as quais serão avaliadas pelo lado Europeu até 15 de abril 2020, e é aberta à participação de instituições/pesquisadores brasileiros, com co-financiamento.

    O objetivo da Chamada não é o desenvolvimento de uma vacina, nem aspectos epidemiológicos, seu objetivo principal, é identificar novos agentes terapêuticos e sistemas de diagnóstico precoces, eficazes e confiáveis relacionados ao novo Coronavírus (SAR-CoV-2).

    Orçamento pelo lado europeu: EUR 45.000.000. (Pelo lado brasileiro o orçamento é definido por cada Fundação Estadual de Amparo à Pesquisa (FAP) que pretende apoiar a Chamada).

    Os projetos de pesquisa devem ser apresentados por um coordenador europeu ou de país associado ao Horizon 2020 (seguindo as diretrizes da Chamada), envolvendo entidades baseadas em pelo menos três países da União Europeia, ou de países associados.

    As Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) interessadas, e que aderirem à Chamada, deverão divulgar aos seus pesquisadores a disponibilidade de recursos para submissão de propostas.

    Link da Chamada: (Clique Aqui)

    Para mais informações – Webinar sobre a Chamada: (Clique Aqui)

    Para a busca de parceiros: (Clique Aqui)

    Perguntas e respostas sobre a Chamada: (Clique Aqui)

    Link da Chamada no portal Horizon 2020 / plataforma de busca de parceiros: (Clique Aqui)

    Suplemento da FAPESC (Clique |Aqui)

    Modelo de Manifestação de Interessa

    Contato para esclarecimentos e/ou mais informações sobre a chamada: elisa.confap@gmail.com

    Colaboração: Assessoria de Comunicação do Confap

    Fonte: FAPESC


  • Ninguém provou que hidroxicloroquina cura COVID-19

    Não existe, até o momento, comprovação de que o medicamento para malária hidroxicloroquina seja útil no combate ao novo coronavírus, causador da atual pandemia da doença respiratória COVID-19. No entanto, a divulgação irresponsável de um estudo preliminar sobre o assunto já começa a causar escassez do produto nas farmácias e assanha o apetite comercial das companhias farmacêuticas. O estudo que causou a celeuma é inconclusivo e está repleto de imperfeições que amplificam dramaticamente o risco de resultados falsos positivos.

    O trabalho foi divulgado por um pesquisador francês, via YouTube, e encheu de esperança as pessoas que aguardam um medicamento para a COVID-19.

    Do ponto de vista da lógica científica, o estudo, cheio de furos – que explicaremos em detalhes mais adiante – e envolvendo um número muito pequeno de participantes (apenas 26, sendo que um morreu durante o processo e cinco outros abandonaram o teste), tem tanto valor como recomendação médica quanto uma receita psicografada. E o YouTube, afinal, não é o veículo adequado para comunicar resultados de testes clínicos, menos ainda em meio a uma pandemia.

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  • Brasileiros desenvolvem vacina para combater variedade do coronavírus

    Substância poderá servir para obtenção de vacina contra Covid-19

    Publicado em 16/03/2020 – 16:52 Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

    Cientistas do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), desenvolvem uma vacina contra o Sars-CoV-2, variedade do coronavírus que provoca síndrome respiratória aguda grave. O diretor do laboratório e coordenador do projeto, Jorge Kalil, ressalta que a vacina não deverá ficar pronta logo, uma vez que o processo envolve rigorosos testes de segurança.

    A equipe do laboratório do Incor ainda realizará testes em camundongos para comprovar a eficácia da vacina. Em seguida, buscará firmar colaborações com outras instituições de pesquisa para finalizar o desenvolvimento da substância e produzir uma candidata a vacina contra Covid-19.

    Em entrevista à Agência Brasil, Jorge Kalil disse que não é possível precisar quando a vacina será lançada, devido à série de protocolos que devem ser seguidos à risca. Ele ponderou, ainda, que “fazer uma vacina não significa produzir a vacina”, mas sim “o conceito da vacina e como ela vai funcionar”.

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  • Inscrições abertas – Editais PIBIC e PIBITI 2020/2021

    A Propesq informa que estão abertas as inscrições para os processos seletivos de bolsas do PIBIC e do PIBITI, ciclo 2020/2021.

    Os interessados devem acessar o Formulário IC Online e enviar suas propostas até as 18h do dia 22/04/2020.

    Mais informações podem ser verificadas nos editais dos programas, lançados no dia 13/03/2020:

    Edital Propesq 01/2020 – PIBIC

    Edital Propesq 02/2020 – PIBITI

    Quaisquer dúvidas entrar em contato por meio do pibic@contato.ufsc.br.


  • Lançamento Editais PIBIC e PIBITI – 2020/2021

    A Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC) torna público os Editais PIBIC e PIBITI para o ciclo 2020/2021 e convoca os interessados a apresentarem Propostas nos termos estabelecidos para a concessão de bolsas de Iniciação Científica e de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, em convênio com o CNPq e sua contrapartida subvencionada pela UFSC, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica desta instituição.

    Edital Propesq 01/2020 – PIBIC

    Edital Propesq 02/2020 – PIBITI

    As inscrições terão início na próxima segunda-feira, 16/03/2020, a partir das 10h00, por meio do Formulário IC Online.


  • Aperto de mão é vilão na transmissão de vírus e bactérias

    Segundo um estudo publicado no ano de 2014 por pesquisadores da Universidade Aberystwyth, no Reino Unido, além da superfície de contato, a duração do cumprimento e a força empregada também influenciam no espalhamento dos micróbios

    Um estudo publicado no ano de 2014 por pesquisadores da Universidade Aberystwyth, no Reino Unido, fez uma curiosa análise de formas de cumprimento com as mãos a fim de entender quais delas transmitem mais patógenos (como bactérias e vírus) de uma pessoa para a outra.

    Já se sabia há tempos que uma das principais formas de transmissão de germes é pelo contato com pessoas infectadas, mas não havia um experimento que fizesse a comparação entre as diferentes modalidades.

    A referência é o aperto de mão moderado, marcado como 100%. Em relação a ele, um aperto de mão vigoroso chega a transmitir o dobro de bactérias (o teste foi feito com bactérias E. coli não patogênicas). Um high-five, cumprimento com as mãos espalmadas, transmite um pouco menos. Por fim, um soquinho, ou “fist bump”, transmite apenas uma pequena fração das bactérias, menos de um quarto do cumprimento-referência.

    Veja o texto na íntegra: Blog Cadê a cura?/Folha de S. Paulo

    Fonte: JC Notícias


  • Especial 8 de março: 11 invenções feitas por mulheres

    No início da semana que vem comemoramos o dia da mulher e a Pró-reitoria de Pesquisa traz uma publicação especial sobre 11 invenções e descobertas feitas por cientistas mulheres. Também aproveitamos o contexto para convidar você a ler nosso texto sobre a cientista Bertha Lutz e agradecer todas as pesquisadoras da UFSC por contribuírem com a ciência brasileira. As invenções são:

    Teste de urina

    A química Helen Free, aos 93 anos, desenvolveu as famosas fitinhas usadas no mundo todo para monitorar diabetes e detectar gravidez. A mágica acontece quando algumas pequenas tiras da fita entram em contato com a urina e provocam uma reação, literalmente, visibilizando os resultados. Ela lançou a tecnologia no mercado com o nome de Clinistix e sua descoberta contribui para avanços futuros em testes do gênero.

    Fralda descartável

    Marion Donovan, arquiteta, desenvolveu uma cobertura impermeável para fraldas que foi recusada por fabricantes no primeiro momento. Assim, ela começou a comercializar as capas por conta própria e vendeu a patente por 1 milhão de dólares posteriormente. Quando Donovan faleceu, o New York Times escreveu em seu obituário: “Tinha 81 anos e havia ajudado a encabeçar uma revolução industrial e doméstica ao inventar o precursor da fralda descartável.” O Salão da Fama de Inventores dos Estados Unidos escreveu: “Motivada pela tarefa frustrante e repetitiva de trocar as fraldas de pano sujas, a roupa e os lençóis de seu filho, Donovan criou uma capa para a fralda que permitia manter seu bebê seco. Diferentemente de outros produtos no mercado, o seu foi feito com uma tela que permitia que a pele do bebê respirasse e também incluía botões em vez de alfinetes”.

    Sinalizadores marítimos

    Por 10 anos Martha Coston desenvolveu um sistema de luzes pirotécnicas vermelhas. Ela patenteou a tecnologia e vendeu-a para a Marinha dos EUA. Segundo o Salão da Fama de Inventores dos Estados Unidos, “O sistema deu uma vantagem decisiva à União na Guerra Civil e a empresa Coston, fundada para produzir os sinalizadores, operou até o fim do século 20. O sistema de códigos e sinalização foi usado pelo serviço de emergência e o serviço meteorológico dos Estados Unidos, instituições militares na Inglaterra, França, Holanda, Itália, Áustria, Dinamarca e Brasil, navios mercantes e iates privados”.

    Limpador de Para-brisa

    Ao viajar em um bonde por Nova Iorque, em um dia de neve no início do século XX, Mary Anderson teve a ideia de criar o limpador de para-brisa. O Salão atesta que “Anderson observou que os condutores tinham que abrir frequentemente suas janelas para poder enxergar em meio ao clima impiedoso. Muitas vezes, eles tinham de parar o bonde e descer do carro para limpar a janela. Sua ideia consistia em uma alavanca dentro do veículo que controlava um braço mecânico equipado com uma escova de borracha. A alavanca movia a escova pelo para-brisa para eliminar a chuva ou a neve.”

    Kevlar

    Stephanie Kwolek era a única mulher em seu laboratório e durante seu trabalho como cientista descobriu o Kevlar, uma superfibra cinco vezes mais forte por módulo que o aço. A aplicação do material vai de coletes à prova de balas a luvas de operários. “Sabia que tinha feito uma descoberta. Não ‘eureka’, mas fiquei muito emocionada, assim como todos no laboratório, por estarmos diante de algo novo e diferente”, disse Stephanie.

    Medicamento contra leucemia

    As pesquisas de Gertrude B. Ellion foram responsáveis pela criação da 6-mercaptopurina, fármaco utilizado contra a leucemia. Além disso, Ellion também foi responsável pelo desenvolvimento da 6-tioguanina e de inovações farmacêuticas que tornaram o transplante de rim mais fácil.

    Método para melhorar negativos fotográficos

    Barbara S. Askins inventou um processo para recuperar os detalhes de negativos que foram subexpostos. Ela patenteou a invenção no mesmo ano, possibilitando melhorar fotografias com materiais radioativos. Ademais, Askins também foi contratada pela NASA para pesquisar formas melhores de revelar fotos astronômicas e geológicas. No site, a NASA afirma que seu invento foi “tão bem sucedido que seu uso se expandiu para além da agência espacial e foi aproveitado na obtenção de melhorias em raios-X e na restauração de fotos antigas”.

    Calculadora gráfica

    A primeira engenheira elétrica a ser empregada nos EUA e a primeira professora em tempo integral da área no país são a mesma pessoa: Edith Clarke. Ela foi autoridade na manipulação de funções hiperbólicas, circuitos equivalentes, análise gráfica e sistemas elétricos. No ensaio “Do Computador à Engenharia Elétrica: a Extraordinária Carreira de Edith Clarke”, James E. Brittain afirma: “Sua carreira teve com tema central o desenvolvimento e a disseminação de métodos matemáticos que simplificaram e reduziram o tempo empregado em cálculos complicados para resolver problemas de design e operação de sistemas de energia elétrica”.

    Vidro sem reflexo

    Desta vez, uma dupla: Katharine Blodgett e Irving Langmuir experimentaram películas orgânicas com uma só molécula de espessura e descobriram algumas aplicações práticas. A invenção é conhecida como filme Langmuir-Blodgett, uma pilha de capas múltiplas de qualquer espessura produzida após repetir o processo descoberto. Vale ressaltar que Blodgett foi a primeira mulher a obter doutorado em física em Cambridge.

    Peneiras moleculares para refino de petróleo

    Ao trabalhar com tecnologia emergente de peneiras moleculares, Edith Flanigen descobriu formas mais eficientes e limpas de refinar petróleo.  Sua invenção foi categórica para a produção de gasolina no mundo todo e com isso ela foi condecorada com o prêmio Lemelson do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets, na sigla em inglês). Flaningen possui 108 patentes e suas pesquisas também tiveram influência nos processos de purificação de água e no saneamento ambiental.

    Máquina para fazer sacolas de papel

    Sabe aqueles sacos de papel de fundo plano? Pois bem, eles são fruto da invenção de Margaret Knight, que automatizou o processo de fabricação dos mesmos e sintetizou o trabalho de 30 pessoas. A máquina em questão corta, dobra e une as duas partes do papel para criar a sacola, fazendo com que o custo de produção seja expressivamente menor. Apesar de Knight ter nascido em 1838, ainda no final do século passado uma variação de sua máquina era usada.

     

    Eduardo Vargas – Bolsista de Jornalismo da Pró-reitoria de Pesquisa – UFSC


  • Aluno e projeto da UFSC na final do Prêmio Inovação Catarinense da Fapesc

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem representantes em duas categorias no Prêmio Inovação Catarinense – Professor Caspar Erich Stemmer, realizado pela Fundação de Apoia à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). O estudante do curso de Engenharia Eletrônica Pedro Henrique Kappler Fornari, que desenvolveu um sistema para avaliar irregularidade em rodovias, está entre os finalistas do TCC Inovador. Já a Secretaria de Inovação (Sinova) da universidade disputa o título de ICT Inovador. O resultado final será divulgado nesta quarta-feira, 19 de fevereiro, às 18h30, no auditório da Acate em Florianópolis.

    O projeto de Pedro Henrique tem como objetivo processar automaticamente os dados obtidos por sensores de distância e de movimento que identificam irregularidades de pavimentos em rodovias. Assim é possível corrigir problemas e defeitos com mais rapidez e eficiência. A Sinova conta com projetos que integram a produção de conhecimento com o setor produtivo, fortalecendo as parcerias da universidade com empresas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil com foco na inovação e no empreendedorismo. Entre as iniciativas da secretaria estão os projetos “Caminhos da Inovação” e o “Sinova Startup Mentoring”.

    O Caminhos da Inovação contempla projetos voltados para inovação e empreendedorismo inovador. Entre eles está o Sinova Startup Mentoring para selecionar ideias inovadoras para comporem o mapa de startups da UFSC. A cada chamada são aprovadas oito ideias de cada campi (Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Joinville e Florianópolis), totalizando 40 propostas. Essas iniciativas passam por uma banca de avaliadores-mentores.

    Os projetos de Pedro Henrique e da Sinova estão entre os 124 inscritos nesta edição da Prêmio de Inovação. Destes, 30 foram selecionados como finalistas em 11 categorias. Confira todos que estão concorrendo no site http://bit.ly/PrêmioStemmer.

    Saiba mais

    O Prêmio Inovação Catarinense – Professor Caspar Erich Stemmer foi criado em 2008 para reconhecer e dar visibilidade a pessoas e instituições que desenvolvem conhecimento científico e tecnológico. São destacados esforços em inovação, em desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, além de iniciativas que contribuem para o desenvolvimento econômico, social e ambiental.

    Fonte: Notícias UFSC


  • O que é ciência básica e porque ela é relevante.

    Ilustração: Freepik

    No momento a ciência ocupa o topo dos noticiários, o caso do Covid-19 (Coronavírus) faz com que todos olhem para os cientistas e perguntem: “O que vocês fizeram até agora? Que vacinas temos? A situação é preocupante?”. Bem, apesar da alta nas publicações científicas sobre esse tema nas últimas semanas, as conclusões feitas até aqui só foram possíveis porque, antes da necessidade imediata, houve pessoas que se debruçaram sobre o tema. “Se não houvesse ciência suficiente acumulada o problema seria muito mais grave”, atesta Maria Luiza Saraiva Pereira, pesquisadora neurogenética. Indo até a revista Nature, você irá encontrar uma série de artigos sobre o tema e, se rolar pra baixo, verá referências deste ano, de pesquisadores que estão trabalhando incansavelmente. Mas, você também verá referências de uma ou duas décadas atrás, pois houve pesquisa em ciência básica, mesmo antes da situação iminente.

    O pragmatismo, o ímpeto em ter um resultado e desenvolver algo, é importante, e foi daí que veio uma série de descobertas e de novas tecnologias. Contudo, na ciência ninguém dá uma canetada só, há de se ter uma série de contribuições prévias, de conhecimento acumulado para que se saiba dimensionar, construir e desenvolver. Jamil Assreuy, ex pró-reitor de pesquisa e professor da UFSC, trabalha com ciência básica ao estudar sepse (ou infecção generalizada), um problema que totaliza 20% das mortes do mundo, segundo estudo feito em 195 países. Resolver ou minimizar essa situação depende dos estudos clínicos e da ciência aplicada, mas ambos não sobrevivem sem o conhecimento acumulado e os resultados obtidos pela ciência básica. E cabe ressaltar que, um único estudo pode ser desdobrado posteriormente e servir de base para incontáveis descobertas. Assreuy afirma que provavelmente não teremos um fármaco que dará conta do problema, mas até então temos resultados que contribuem para atenuar o panorama, como tomar a sepse como via de regra ao tratar um paciente que apresenta sintomas, ganhando tempo hábil.

    Resultados como esse dão luz a novos métodos, inovações, alicerçados em pesquisas de ciência básica, “muito promissoras e fundamentais para a inovação”, segundo Assreuy. Um exemplo em grande escala é a comercialização do nori, folha comestível feita a partir de algas marinhas, que é produzido desde o século 17 no Japão, mas só começou a ter produção em escala industrial após uma descoberta de Kathleen Drew-Baker, cientista botânica inglesa. Drew-Baker cultivava algas Porphyra em seu laboratório e percebeu que durante a produção de esporos surgiam coberturas de resíduo rosado nas conchas, algo que na época era atribuído à Conchocelis rosea, outra espécie de alga. Drew-Baker descobriu que não havia duas espécies e sim uma só. Sokichi Segawa, biólogo marinho japonês, leu a pesquisa de Drew-Baker, tendo contato com informações sobre a importância de conchas onde os esporos podem se instalar. Posteriormente, Segawa passou a replicar o habitat perfeito para o desenvolvimento das algas, o que abriu portas para uma produção em grande escala e, consequentemente, a popularização do nori dentro da culinária japonesa.

    Esse caso é um dos vários em que pesquisas em laboratórios foram cruciais para influenciar a vida cotidiana de milhões de pessoas. Ao longo do ensino fundamental, tivemos contato com uma série de cientistas notórios que desbravaram um campo do conhecimento e foram responsáveis por uma invenção ou descoberta. Contudo, eles o fizeram através de uma extensa bibliografia, concedida por demais pesquisadores que estudaram um tema, método ou fenômeno que era essencial para aquele resultado. Até chegar-se às descobertas ou invenções, há de se ter paciência e resiliência, diz Assreuy. Segundo o professor, a capacidade de lidar com erros e resultados inesperados deve fazer parte da rotina de um cientista. Com isso, sabemos que as pesquisas que estão sendo realizadas são, em algum grau, relevantes para descobertas futuras. Newton disse que só chegou aonde chegou pois subiu nos ombros de gigantes, o que é análogo à relação indissociável entre ciência básica e ciência aplicada: uma série de estudos que visavam prioritariamente o conhecimento, que serviram de base para a criação de instrumentos e processos inovadores. Em suma, há muita ciência nas coisas que te cercam enquanto você lê esta frase.

    Eduardo Vargas – Bolsista de Jornalismo da Pró-reitoria de Pesquisa – UFSC


  • 18ª Sepex: maior evento de divulgação científica de Santa Catarina confirmado para 28 e 29 de abril

    A 18ª edição da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sepex/UFSC) está confirmada para 28 e 29 de abril, terça e quarta-feira, em todos os campi da UFSC. A feira trará minicursos, palestras, estandes, apresentações artístico-culturais e eventos paralelos. A temática será “Bioeconomia, Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”, seguindo a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2019).

    O evento é o maior em seu segmento no estado de Santa Catarina. A feira é atualmente organizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) em parceria com outras pró-reitorias e secretarias. Em 2018, quando houve a 17ª edição, a Sepex recebeu mais de 20 mil visitantes, e contou com mais de 100 estandes, reunindo cerca de 1250 expositores. Levou para os campi da UFSC mais de 3 mil estudantes da rede pública, com o fretamento de ônibus. Em 2020, os dois dias de evento reservam a mesma programação dos últimos anos, mas traz novidades: além de ter adotado o termo “Inovação” no nome do evento, a Sepex em 2020 trará dois eventos paralelos, voltados a públicos específicos: a Feira de Profissões e o iCamp UFSC.

    A Feira de Profissões será promovida pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), em parceria com a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) e os centros de ensino da UFSC nos dois dias da Sepex. O objetivo é atrair estudantes de ensino médio que tenham curiosidade sobre os cursos oferecidos pela UFSC e suas aplicações profissionais. A Coperve apresentará os processos seletivos da Universidade, distribuirá materiais, promoverá oficinas e rodas de conversa sobre as normas de redação, as questões do vestibular, obras literárias entre outros.

    Já o iCamp UFSC trará egressos da Universidade em um encontro sob a temática “A UFSC como parte da trajetória de cada um nos ecossistemas de inovação”. Promovido pela Secretaria de Inovação da UFSC (Sinova), o evento ocorre no dia 29 de abril, com um minicurso e roda de conversa aberto ao público pela manhã e um evento para egressos à tarde. A proposta é trazer ex-alunos da UFSC, professores e técnicos para promover a reconexão, integração e conexão de gerações.

    As inscrições para expositores, artistas e palestrantes de minicursos será de 9 a 20 de março. A homologação dos estandes e minicursos está prevista para 30 de março.
    Veja o cronograma completo abaixo ou no link.

    Cronograma

    • Inscrição de estandes e minicursos: 9 a 20 de março, no site http://sgsepex.ufsc.br;
    • Inscrições para apresentações artístico-culturais: 9 a 20 de março, pelo e-mail ;
    • Assinatura e entrega dos termos de compromisso e autorização de uso de espaço físico para minicursos: 9 a 20 de março, encaminhar via e-mail para ;
    • Divulgação da programação artístico-cultural: a definir;
    • Homologação de estandes e minicursos: 30 de março;
    • Recurso aos proponentes não contemplados: 31 de março;
    • Divulgação dos deferimentos dos recursos: 2 de abril;
    • Assinatura e entrega dos termos de compromisso pelos coordenadores de estandes: de 30 de março a 17 de abril, encaminhar via e-mail para ;
    • Período para agendamento de transporte de materiais: de 6 a 24 de abril, pelo e-mail ;
    • Inscrição para participação em minicursos: de 13 a 24 de abril, no site http://sgsepex.ufsc.br;
    • Montagem dos estandes pelos coordenadores: 27 de abril, das 14:00 às 18:00.
    • Certificados e anais: 14 de julho;
    • Realização da SEPEX:
      • 28 e 29 de abril de 2020
      • Horário de visitação:
        • das 9 às 19h
      • Desmontagem dos estandes: a definir.
      • Entrega da lista de presença dos minicursos pelos ministrantes: de 28 de abril a 8 de maio, encaminhar via e-mail para .

     

    Mais informações:
    https://sepex.ufsc.br/
    Evento oficial no Facebook

    Fonte: Notícias UFSC