Bloqueio de verbas na UFSC afeta pesquisas na área da saúde, educação e agricultura

(Foto: Cristiano Estrela/ NSC Total)
Não é apenas o futuro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que está ameaçado com o bloqueio de verbas superior a R$ 60 milhões imposto pelo Ministério da Educação (MEC), mas também uma série de pesquisas e projetos de extensão que visam beneficiar a sociedade.
Desde estudos para prevenir e tratar doenças como o câncer, a depressão e o Mal de Alzheimer, até testes para melhorar a qualidade de vida de agricultores catarinenses expostos a agrotóxicos, serão afetados, de acordo com a pró-reitoria de pesquisa da universidade. Há também soluções e novidades que perpassam áreas de economia, meio ambiente e tecnologia que dependem dos recursos federais.
É nesse cenário de incertezas quanto ao futuro que hoje estão professores, bolsistas e tutores dos milhares de projetos de pesquisa e extensão que estão sendo executados na UFSC. Muitos deles financiados por órgãos públicos, como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério da Saúde. Outros, com financiamento de empresas privadas ou públicas, exemplo da Petrobras.
Em todos os casos, entidades que procuram a universidade para obter respostas da academia em questões pendentes de entendimento em diferentes áreas do conhecimento.
Diante de tantos projetos importantes, e a atual política federal de contingenciamento no orçamento das universidades e institutos federais, o pró-reitor de pesquisa da UFSC, professor Sebastião Roberto Soares, afirma que se os bloqueios de recursos do MEC se mantiverem os próximos meses, “todos os segmentos da sociedade” serão prejudicados. Apenas nos primeiros quatro meses deste ano, 268 projetos de pesquisa tiveram início na UFSC. Entre eles, alguns que buscam desenvolver medicamentos contra trombose, doenças degenerativas e câncer.











