Aluno e projeto da UFSC na final do Prêmio Inovação Catarinense da Fapesc

20/02/2020 12:25

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) tem representantes em duas categorias no Prêmio Inovação Catarinense – Professor Caspar Erich Stemmer, realizado pela Fundação de Apoia à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina (Fapesc). O estudante do curso de Engenharia Eletrônica Pedro Henrique Kappler Fornari, que desenvolveu um sistema para avaliar irregularidade em rodovias, está entre os finalistas do TCC Inovador. Já a Secretaria de Inovação (Sinova) da universidade disputa o título de ICT Inovador. O resultado final será divulgado nesta quarta-feira, 19 de fevereiro, às 18h30, no auditório da Acate em Florianópolis.

O projeto de Pedro Henrique tem como objetivo processar automaticamente os dados obtidos por sensores de distância e de movimento que identificam irregularidades de pavimentos em rodovias. Assim é possível corrigir problemas e defeitos com mais rapidez e eficiência. A Sinova conta com projetos que integram a produção de conhecimento com o setor produtivo, fortalecendo as parcerias da universidade com empresas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil com foco na inovação e no empreendedorismo. Entre as iniciativas da secretaria estão os projetos “Caminhos da Inovação” e o “Sinova Startup Mentoring”.

O Caminhos da Inovação contempla projetos voltados para inovação e empreendedorismo inovador. Entre eles está o Sinova Startup Mentoring para selecionar ideias inovadoras para comporem o mapa de startups da UFSC. A cada chamada são aprovadas oito ideias de cada campi (Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Joinville e Florianópolis), totalizando 40 propostas. Essas iniciativas passam por uma banca de avaliadores-mentores.

Os projetos de Pedro Henrique e da Sinova estão entre os 124 inscritos nesta edição da Prêmio de Inovação. Destes, 30 foram selecionados como finalistas em 11 categorias. Confira todos que estão concorrendo no site http://bit.ly/PrêmioStemmer.

Saiba mais

O Prêmio Inovação Catarinense – Professor Caspar Erich Stemmer foi criado em 2008 para reconhecer e dar visibilidade a pessoas e instituições que desenvolvem conhecimento científico e tecnológico. São destacados esforços em inovação, em desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços, além de iniciativas que contribuem para o desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Fonte: Notícias UFSC

O que é ciência básica e porque ela é relevante.

18/02/2020 11:00

Ilustração: Freepik

No momento a ciência ocupa o topo dos noticiários, o caso do Covid-19 (Coronavírus) faz com que todos olhem para os cientistas e perguntem: “O que vocês fizeram até agora? Que vacinas temos? A situação é preocupante?”. Bem, apesar da alta nas publicações científicas sobre esse tema nas últimas semanas, as conclusões feitas até aqui só foram possíveis porque, antes da necessidade imediata, houve pessoas que se debruçaram sobre o tema. “Se não houvesse ciência suficiente acumulada o problema seria muito mais grave”, atesta Maria Luiza Saraiva Pereira, pesquisadora neurogenética. Indo até a revista Nature, você irá encontrar uma série de artigos sobre o tema e, se rolar pra baixo, verá referências deste ano, de pesquisadores que estão trabalhando incansavelmente. Mas, você também verá referências de uma ou duas décadas atrás, pois houve pesquisa em ciência básica, mesmo antes da situação iminente.

O pragmatismo, o ímpeto em ter um resultado e desenvolver algo, é importante, e foi daí que veio uma série de descobertas e de novas tecnologias. Contudo, na ciência ninguém dá uma canetada só, há de se ter uma série de contribuições prévias, de conhecimento acumulado para que se saiba dimensionar, construir e desenvolver. Jamil Assreuy, ex pró-reitor de pesquisa e professor da UFSC, trabalha com ciência básica ao estudar sepse (ou infecção generalizada), um problema que totaliza 20% das mortes do mundo, segundo estudo feito em 195 países. Resolver ou minimizar essa situação depende dos estudos clínicos e da ciência aplicada, mas ambos não sobrevivem sem o conhecimento acumulado e os resultados obtidos pela ciência básica. E cabe ressaltar que, um único estudo pode ser desdobrado posteriormente e servir de base para incontáveis descobertas. Assreuy afirma que provavelmente não teremos um fármaco que dará conta do problema, mas até então temos resultados que contribuem para atenuar o panorama, como tomar a sepse como via de regra ao tratar um paciente que apresenta sintomas, ganhando tempo hábil.

Resultados como esse dão luz a novos métodos, inovações, alicerçados em pesquisas de ciência básica, “muito promissoras e fundamentais para a inovação”, segundo Assreuy. Um exemplo em grande escala é a comercialização do nori, folha comestível feita a partir de algas marinhas, que é produzido desde o século 17 no Japão, mas só começou a ter produção em escala industrial após uma descoberta de Kathleen Drew-Baker, cientista botânica inglesa. Drew-Baker cultivava algas Porphyra em seu laboratório e percebeu que durante a produção de esporos surgiam coberturas de resíduo rosado nas conchas, algo que na época era atribuído à Conchocelis rosea, outra espécie de alga. Drew-Baker descobriu que não havia duas espécies e sim uma só. Sokichi Segawa, biólogo marinho japonês, leu a pesquisa de Drew-Baker, tendo contato com informações sobre a importância de conchas onde os esporos podem se instalar. Posteriormente, Segawa passou a replicar o habitat perfeito para o desenvolvimento das algas, o que abriu portas para uma produção em grande escala e, consequentemente, a popularização do nori dentro da culinária japonesa.

Esse caso é um dos vários em que pesquisas em laboratórios foram cruciais para influenciar a vida cotidiana de milhões de pessoas. Ao longo do ensino fundamental, tivemos contato com uma série de cientistas notórios que desbravaram um campo do conhecimento e foram responsáveis por uma invenção ou descoberta. Contudo, eles o fizeram através de uma extensa bibliografia, concedida por demais pesquisadores que estudaram um tema, método ou fenômeno que era essencial para aquele resultado. Até chegar-se às descobertas ou invenções, há de se ter paciência e resiliência, diz Assreuy. Segundo o professor, a capacidade de lidar com erros e resultados inesperados deve fazer parte da rotina de um cientista. Com isso, sabemos que as pesquisas que estão sendo realizadas são, em algum grau, relevantes para descobertas futuras. Newton disse que só chegou aonde chegou pois subiu nos ombros de gigantes, o que é análogo à relação indissociável entre ciência básica e ciência aplicada: uma série de estudos que visavam prioritariamente o conhecimento, que serviram de base para a criação de instrumentos e processos inovadores. Em suma, há muita ciência nas coisas que te cercam enquanto você lê esta frase.

Eduardo Vargas – Bolsista de Jornalismo da Pró-reitoria de Pesquisa – UFSC

Tags: Divulgação Científica

18ª Sepex: maior evento de divulgação científica de Santa Catarina confirmado para 28 e 29 de abril

11/02/2020 08:04

A 18ª edição da Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação da Universidade Federal de Santa Catarina (Sepex/UFSC) está confirmada para 28 e 29 de abril, terça e quarta-feira, em todos os campi da UFSC. A feira trará minicursos, palestras, estandes, apresentações artístico-culturais e eventos paralelos. A temática será “Bioeconomia, Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”, seguindo a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT 2019).

O evento é o maior em seu segmento no estado de Santa Catarina. A feira é atualmente organizada pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq) em parceria com outras pró-reitorias e secretarias. Em 2018, quando houve a 17ª edição, a Sepex recebeu mais de 20 mil visitantes, e contou com mais de 100 estandes, reunindo cerca de 1250 expositores. Levou para os campi da UFSC mais de 3 mil estudantes da rede pública, com o fretamento de ônibus. Em 2020, os dois dias de evento reservam a mesma programação dos últimos anos, mas traz novidades: além de ter adotado o termo “Inovação” no nome do evento, a Sepex em 2020 trará dois eventos paralelos, voltados a públicos específicos: a Feira de Profissões e o iCamp UFSC.

A Feira de Profissões será promovida pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), em parceria com a Comissão Permanente do Vestibular (Coperve) e os centros de ensino da UFSC nos dois dias da Sepex. O objetivo é atrair estudantes de ensino médio que tenham curiosidade sobre os cursos oferecidos pela UFSC e suas aplicações profissionais. A Coperve apresentará os processos seletivos da Universidade, distribuirá materiais, promoverá oficinas e rodas de conversa sobre as normas de redação, as questões do vestibular, obras literárias entre outros.

Já o iCamp UFSC trará egressos da Universidade em um encontro sob a temática “A UFSC como parte da trajetória de cada um nos ecossistemas de inovação”. Promovido pela Secretaria de Inovação da UFSC (Sinova), o evento ocorre no dia 29 de abril, com um minicurso e roda de conversa aberto ao público pela manhã e um evento para egressos à tarde. A proposta é trazer ex-alunos da UFSC, professores e técnicos para promover a reconexão, integração e conexão de gerações.

As inscrições para expositores, artistas e palestrantes de minicursos será de 9 a 20 de março. A homologação dos estandes e minicursos está prevista para 30 de março.
Veja o cronograma completo abaixo ou no link.

Cronograma

  • Inscrição de estandes e minicursos: 9 a 20 de março, no site http://sgsepex.ufsc.br;
  • Inscrições para apresentações artístico-culturais: 9 a 20 de março, pelo e-mail ;
  • Assinatura e entrega dos termos de compromisso e autorização de uso de espaço físico para minicursos: 9 a 20 de março, encaminhar via e-mail para ;
  • Divulgação da programação artístico-cultural: a definir;
  • Homologação de estandes e minicursos: 30 de março;
  • Recurso aos proponentes não contemplados: 31 de março;
  • Divulgação dos deferimentos dos recursos: 2 de abril;
  • Assinatura e entrega dos termos de compromisso pelos coordenadores de estandes: de 30 de março a 17 de abril, encaminhar via e-mail para ;
  • Período para agendamento de transporte de materiais: de 6 a 24 de abril, pelo e-mail ;
  • Inscrição para participação em minicursos: de 13 a 24 de abril, no site http://sgsepex.ufsc.br;
  • Montagem dos estandes pelos coordenadores: 27 de abril, das 14:00 às 18:00.
  • Certificados e anais: 14 de julho;
  • Realização da SEPEX:
    • 28 e 29 de abril de 2020
    • Horário de visitação:
      • das 9 às 19h
    • Desmontagem dos estandes: a definir.
    • Entrega da lista de presença dos minicursos pelos ministrantes: de 28 de abril a 8 de maio, encaminhar via e-mail para .

 

Mais informações:
https://sepex.ufsc.br/
Evento oficial no Facebook

Fonte: Notícias UFSC

Os dados de pesquisa da UFSC e como eles estão em relação ao Brasil.

03/02/2020 09:53

Na última semana de janeiro foram publicados os indicadores de pesquisa aqui no site da Pró-reitoria, você pode conferi-los em sua totalidade clicando aqui.

 

 

Alguns números oscilaram naturalmente e tivemos boas notícias: a pesquisa universitária cresceu no ano que passou. Tivemos um crescimento de 2785 projetos de pesquisa em 2018 para 3218 em 2019 e um aumento de aproximadamente R$ 52 milhões em financiamento de pesquisas. Alguns marcos também foram alcançados pela UFSC, incluindo liderar o ranking de universidades brasileiras no quesito citações.

Ao consultar os dados, vale ressaltar que há possibilidade de dados estarem subestimados, conforme apontado nas páginas. Os dados de produção científica, por exemplo, apontam 2304 publicações em anais de eventos e 3498 artigos publicados em periódicos. Entretanto, os números reais possivelmente superam essas estatísticas, pois os números são importados da plataforma Lattes, dependendo da atualização de currículos.

 

Na última versão dos rankings de universidades, a UFSC acumulou bons ranqueamentos na lista geral e também no âmbito de produção científica. No RUF (Ranking de Universidades Folha), a UFSC manteve a 8ª colocação no quesito pesquisa, posição que também vale para o número de publicações e citações. Em 2019 a Times Higher Education considerou a UFSC a 18ª universidade no quesito pesquisa, mas no último ranking subimos duas colocações. A Leiden* aponta o mesmo que o RUF, no que diz respeito ao número de publicações, com a UFSC na 8ª posição, mas aponta dados mais precisos com relação ao impacto das publicações, pois calcula o número de publicações da universidade com relação aos 10% das melhores. Nesse sentido a UFSC conseguiu emplacar 172 publicações (6.6%), com oito a mais do que no ano anterior, quando liderou o ranking de porcentagem, apresentado 6.8%.

*O Ranking CWTS Leiden é um ranking anual global da universidade baseado exclusivamente em indicadores bibliométricos. Os rankings são compilados pelo Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden, na Holanda.

Errata: A Setic retificou os dados do banner, enviados à Pró-reitoria de Pesquisa, dos indicadores de pesquisa em 07/02/2020.

 

Eduardo Vargas – Bolsista de Jornalismo da Pró-reitoria de Pesquisa – UFSC

 

 

Tags: Divulgação Científica

Programa Nascer da Fapesc tem inscrições prorrogadas para dia 15 de fevereiro

24/01/2020 11:06

Fonte: Fapesc

O programa Nascer, fruto de parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e do Sebrae-SC, teve inscrições prorrogadas até o dia 15 de fevereiro. Os interessados em fazer a “pré-incubação” (fase inicial do projeto) devem se inscrever neste link  ou na plataforma no site. Ressaltamos que a prorrogação vale para todas as cidades-polo exceto Lages e Joinville, que tiveram prazo encerrado no dia 10 de dezembro.

O programa abrange vários municípios de Santa Catarina e nas cidades-polo onde não há um Centro de Inovação em funcionamento, o Comitê de Implantação irá trabalhar para disponibilizar espaço físico para realização das atividades. As listas de cidades-polo são: Blumenau, Brusque, Caçador, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Joaçaba, Lages, Rio do Sul, São Bento do Sul, Tubarão e Videira.

O que é o Programa Nascer?

Visando tirar novas ideias do papel, o Nascer seleciona propostas com o objetivo de criar produtos, serviços e processos inovadores, embasados em conhecimento tecnológico. Tudo começa na pré-incubação, quando os empreendedores são capacitados e orientados para transformar as ideias de negócios em empresas formais. A Fapesc e o Sebrae selecionam propostas que, posteriormente, receberão apoio institucional, além de mentorias, ferramentas e demais fomentos.

No total, são 150 propostas aprovadas distribuídas entre os Centros de Inovação, com turmas de 8 a 12 proponentes, com equipes de até cinco componentes, incluindo o proponente.

Em entrevista, o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino, destaca: “Nosso papel como gestores públicos é incentivar o empreendedorismo e a inovação e, assim, fomentar, cada vez mais, o crescimento do Estado. E o Programa Nascer é uma ferramenta essencial de apoio a novas ideias e que pode inspirar muitas pessoas”.

Mais informações no site.

Ferramenta desenvolvida por grupo de pesquisa brasileiro permite mapeamento da linha de costa de regiões litorâneas

14/01/2020 09:36

Um grupo de pesquisadores brasileiros está desenvolvendo ferramenta para mapeamento e análise de variação da linha de costa, um indicador amplamente utilizado em zonas costeiras que possibilita o planejamento adequado face à ocupação do litoral. A ferramenta, o CASSIE (Coastal Analysis via Satellite Imagery Engine), é resultado do projeto Baysqueeze, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que conta com pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), e Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

Segundo o professor da UFSC e bolsista PQ do CNPq, Antonio Henrique da Fontoura Klein, e um dos pesquisadores do projeto, a posição da linha costa não é constante no tempo e no espaço. Ela varia em função do aporte de sedimentos (exemplo: dos Rios, etc) e dos processos costeiros (ondas, marés) e pode migrar em direção ao mar (chegando mais sedimento do que saindo do sistema), pode ficar estabilizada (tudo que entra é igual ao que sai) ou pode migrar em direção a terra (erosão costeira – neste caso esta saindo mais sedimento do que entrando na região costeira). “Ao monitorarmos a linha de costa a partir de imagens de satélite podemos definir, por exemplo,  locais com erosão costeira ao longo do tempo e medidas preventivas ou mitigadoras podem ser adotadas”, explica o pesquisador. “Ainda com base no passado, considerando um mesmo intervalo de tempo futuro,  podemos prever o comportamento da linha de costa para o futuro”, complementa Klein.

O CASSIE é financiado pelo CNPq por meio da Chamada de Pesquisa e Desenvolvimento em Ações Integradas e Sustentáveis nas Baías do Brasil – MCTIC/CNPq – Nº 21/2017 e, além do Prof. Klein, conta com o trabalho dos pesquisadores Luis Pedro de Almeida, Prof. Visitante do Programa de Pós-Graduação em Oceanologia, Instituto de Oceanografia da FURG; Rodrigo Lyra e Rudimar Dazzi, Profs. do Curso de Ciência da Computação da UNIVALI; Israel Oliveira, Bolsista de IC-CNPQ do Curso de Ciência da Computação da UNIVALI.

Leia mais no site.

Fonte: Coordenação de Comunicação Social do CNPq

Pesquisadores da Unifesp desenvolvem biotinta para impressão 3D de tecido nervoso

08/01/2020 08:11

Técnica pode contribuir para o estudo de doenças neurodegenerativas, testes de fármacos e, futuramente, ser usada na reconstrução de partes danificadas do cérebro

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) trabalha no desenvolvimento de uma biotinta capaz de produzir tecidos neurais em três dimensões (3D) que simulem o cérebro humano e permitam o estudo mais preciso de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer.

A ideia é reproduzir o funcionamento do sistema nervoso central de forma mais fiel do que a adotada nos estudos atuais, feitos em placas de cultura – com apenas um tipo de célula e em formato bidimensional (2D) – ou em camundongos, que, apesar da proximidade do genoma com o dos seres humanos, não possuem cérebros tão complexos.

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Finalizando 2019 e aguardando 2020!

19/12/2019 17:44

Em alguns dias o ano chega ao fim e nós, da Pró-reitoria de Pesquisa, agradecemos todos que acompanharam as nossas publicações e as divulgaram. O ano de 2019 foi um período de grande importância para a divulgação científica e para a visibilidade da pesquisa universitária. Rolando pelo site você pode conferir projetos que procuramos evidenciar durante o ano: aerofólios que geram energia rentável e sustentável, desenvolvimento de equipamentos de soldagem de ponta, a influência da UFSC na maricultura catarinense, um projeto de design que foi premiado pelo MIT, dentre outros. Além disso, divulgamos o bom desempenho da UFSC em rankings, que apontam-na como a 12ª melhor universidade da América Latina e a 7ª melhor universidade do Brasil.

Temos muito orgulho de divulgar esses dados, que foram construídos graças ao esforço de todos que participam da construção de uma universidade melhor, da integração com a comunidade externa e da produção científica. Ano que vem, voltaremos a todo vapor com novos conteúdos e mais informações sobre ciência e pesquisa, mas, por enquanto, te desejamos um feliz natal e um próspero ano novo.

 

 

Seguimos juntos por uma UFSC cada vez maior!

Blockchain: O que é e quais mudanças estão por vir?

09/12/2019 08:00

 

Créditos: Convergência Digital – Ana Paula Lobo (https://administracaodigital.wordpress.com/2016/07/14/carimbo-de-tempo-100-nacional/)

Uma pesquisa com o termo blockchain na aba de notícias do Google mostra uma série de links e a esmagadora maioria foi publicada no máximo 20 horas antes da pesquisa. A tecnologia deu os primeiros passos no final da década passada e hoje figura como um potencial divisor de águas em diversos setores, cujo principal é o financeiro. Apesar de o debate sobre o tema estar muito atrelado às criptomoedas, a tecnologia também pode ser utilizada em outros segmentos.

Em evento de inovação, a Receita Federal premiou um projeto que visa utilização de blockchain em bases como CPF e CNPJ; o Tribunal de Justiça do Distrito Federal utilizou a tecnologia para colher votos em eleição para Quinto Constitucional; o HSBC planeja mover US$ 20 bilhões à Digital Vault, plataforma baseada em blockchain; a Kodak anunciou, no ano passado, o lançamento de um sistema derivado do blockchain que tem como o registro e proteção de uso indevido de fotos, o KodakOne.

Essas e outras utilizações apontam para o que a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, chama de “diversificação do panorama financeiro”. Descentralização e agilidade contribuem para que essa e outras tecnologias semelhantes sejam cada vez mais presentes em operações financeiras e de demais naturezas. Essa crescente também possui vínculos na academia, que estuda melhorar a precisão e aperfeiçoar alguns aspectos da tecnologia.

Em entrevista à Pró-reitoria de Pesquisa, Martín Vigil, professor da UFSC e pesquisador do LabSEC, conta como sua pesquisa desenvolvida em parceria com a BRy trabalha para melhorar o desempenho do blockchain, objetivando resultados à frente da literatura atual. A pesquisa em questão dá enfoque à aplicação de tempestividade em blockchain e como o conceito pode precisar temporalidade de dados.

 

Em suma, como você resume o conceito de blockchain?

Os detalhes internos por dentro dessa tecnologia computacional confundem, mas podemos compreender o blockchain como um sistema distribuído, sem uma entidade central e controladora, que realiza contabilidade de “contas bancárias” que guardam criptomoedas. Qualquer pessoa pode voluntariamente utilizar seu computador para colaborar na contabilidade das contas no blockchain.  Mas hoje você já tem outros blockchains fazendo outras atividades e outros tipos de verificações.

 

Quais outras funcionalidades, além das atreladas a transações, que o blockchain pode desempenhar?

Eu vejo muito potencial em processos em que queremos minimizar a interferência humana e a possibilidade de corrupção. Toda vez que tivermos isso, blockchain é muito bem aplicado. Por exemplo, imagine um programa de computador na web que contabiliza votos de uma eleição, mas queremos evitar que a pessoa ou entidade que produziu ou mantém o programa possa modificá-lo para adulterar o resultado da eleição. Isso é possível através de programas de computador especiais chamados contratos inteligentes, que são executados no blockchain. Se criados corretamente, os contratos inteligentes são praticamente imunes a hackers ou qualquer outro tipo de interferência humana.

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Tags: Divulgação Científica

Quem Foi Bertha Lutz?

02/12/2019 08:50


Uma vida que ecoou aos quatro cantos do mundo entre estudos compilados em 8000 páginas e a luta pelos direitos da mulher. Bertha Lutz dá nome a espécies de anfíbios como o Aplastodiscus lutzorum e também é responsável pela inserção de um trecho no preâmbulo da Carta da ONU (1945): “Nós, os povos das Nações Unidas, resolvidos a (…) reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de direito dos homens e das mulheres(…)”

 

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Tags: Divulgação Científica