“Computação Sem Caô” usa assuntos do dia a dia para explicar conceitos da área

04/04/2019 09:56

A líder do “Computação Sem Caô”, Ana Carolina da Hora, com os grantees da Pesquisa Francisco Santanna (à esquerda) e Marco Zanata. Foto: divulgação – Serrapilheira

Clarice Cudischevitch

Foi a partir de um desafio inusitado que surgiu o “Computação Sem Caô”, um dos projetos apoiados pelo Camp Serrapilheira: a criadora, Ana Carolina da Hora, se propôs a explicar algoritmos para sua avó. No episódio, documentado pelo Instagram, Ana faz uma analogia com receitas de bolo para explicar que algoritmo é como uma forma de ajudar o computador a entender o que se quer que ele execute.

Assim se desenvolveu a ideia de produzir vídeos que relacionassem assuntos do cotidiano à ciência da computação. O plano era explicar os conceitos de uma forma não apenas compreensível a todos, mas também divertida, despertando o interesse de jovens por uma área que, à primeira vista, soa complexa e enigmática. Para isso, a série parte do carisma de Ana, apresentadora dos vídeos e ela própria cientista da computação, para desmistificar esse universo. 
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Mulheres assinam 72% dos artigos científicos publicados pelo Brasil

01/04/2019 09:50

O Brasil publicou cerca de 53,3 mil artigos, dos quais 72% são assinados por pesquisadoras mulheres.

O Brasil é o país íbero-americano com a maior porcentagem de artigos científicos assinados por mulheres seja como autora principal ou como co-autora, de acordo com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). Entre 2014 e 2017, o Brasil publicou cerca de 53,3 mil artigos, dos quais 72% são assinados por pesquisadoras mulheres.

Atrás do Brasil, aparecem a Argentina, Guatemala e Portugal com participação de mulheres em 67%, 66% e 64% dos artigos publicados, respectivamente. No extremo oposto estão El Salvador, Nicarágua e Chile, com mulheres participando em menos de 48% dos artigos publicados por cada país.

Além desses países, a OEI analisou a produção científica da Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, Espanha, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os dados fazem parte do estudo As desigualdades de gênero na produção científica ibero-americana, do Observatório Ibero-americano de Ciência, Tecnologia e Sociedade (OCTS), instituição da OEI.

Nas salas de aula, as meninas são cerca de 5% dos estudantes, disse a professora Maria Cristina Tavares – Divulgação Unicamp // Sociedade Científica

A pesquisa analisou os artigos publicados na chamada Web of Science, em português, web da ciência, que é um banco de dados que reúne mais de 20 mil periódicos internacionais.
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“Tamanho não é documento”: nossas universidades produzem milhares de pesquisas, mas impacto global é pequeno

29/03/2019 11:27

“Nos primeiros meses de 2019, publiquei uma série de artigos nos quais apresentei a lastimável situação do impacto da ciência nacional. Acostumamo-nos a ouvir os governos do PT alardearem que o Brasil estava em 13º lugar no ranking de produção científica mundial. Essa posição foi, de fato, alcançada em 2009/2010 – época de grande “júbilo” de nossa ciência aos olhos da extrema-imprensa e do governo. O problema é que essa imensa quantidade de publicações científicas, por si só, não tem qualquer significado. Passamos de 18,5 mil artigos em 2002 para 68,7 mil em 2015 – um aumento de 270%. No ano seguinte, foram 72,1 mil artigos, mas caímos para a 14º posição mundial. Ao analisarmos o ranking de impacto científico medido em citações por publicação (ou CPP, citations per paper), a história é outra. Posicionamo-nos em 2016 no 53º lugar no ranking CPP de 66 países com pelo menos 3.000 publicações. O Brasil apresentou um impacto (CPP=2,12) 55% menor que o da Suíça, 1ª colocada (CPP=4,68). Nossas pesquisas envolveram investimentos de 1,3% do PIB (em 2016), percentual similar ao de diversos países com CPP substancialmente maior, como Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Estônia.

 

“Qual a origem de boa parte da produção científica nacional? As universidades federais e as 3 universidades estaduais paulistas. Players secundários, em termos de quantidade, são a Embrapa, os institutos de pesquisa do MCTI, ITA, outras universidades estaduais e universidades privadas. Ora, se grande parte da nossa ciência vem das universidades, seria proveitoso avaliar como elas estão no ranking mundial de impacto da produção científica. Nesse sentido, o Leiden Ranking*, é excelente, pois classifica 938 universidades por quantidade de publicações ou por impacto. Ao olharmos para o ranking 2013-2016, o mais recente (divulgado em 2018), verificamos que a USP está em 8º lugar mundial em quantidade de publicações, com 16,1 mil artigos indexados no Web of Science (veja tabela abaixo). Em 1º lugar está Harvard, com 33 mil artigos. A Unesp, com 5,8 mil publicações, é a 2ª colocada do Brasil, e a 150ª no ranking mundial, seguida pela Unicamp e UFRGS – 186ª e 208ª, respectivamente.”

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/tamanho-nao-e-documento-nossas-universidades-produzem-milhares-de-pesquisas-mas-impacto-global-e-pequeno/?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=gazeta-do-povo
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Edital PIBIC – Ensino Médio 2019/2020

28/03/2019 15:30

A Propesq torna público o Edital PIBIC-EM para o ciclo 2019/2020 e convoca os interessados a apresentarem Propostas nos termos estabelecidos à concessão de Bolsas de Iniciação Científica, em convênio com o CNPq, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio.

As propostas devem ser enviadas até o dia 22/04/2019.

Mais informações podem ser verificadas no edital do programa:

Edital Propesq 03/2019 – PIBIC-EM

 

Para outras informações, clique no link.

CIÊNCIA EM NOSSO CENTRO – Ep 05

27/03/2019 09:56

No quinto episódio da série “CIÊNCIA EM NOSSO CENTRO” é a vez do prof. Alexandre Verzani Nogueira, diretor do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, contar sobre aquilo que está sendo produzido no Centro.

Confira:

Produção por: Leticia Silva

Tags: Divulgação Científica

Inscrições abertas – PIBIC e PIBITI 2019/2020

25/03/2019 09:50

A Propesq informa que estão abertas as inscrições para os processos seletivos de bolsas do PIBIC e do PIBITI, ciclo 2019/2020.

Os interessados devem acessar o Formulário IC Online e enviar suas propostas até o dia 22/04/2019.

Destacamos que edições podem ocorrer durante o período de inscrições, mas é importante ao final clicar em “Inscrever Projeto”. Após este procedimento as alterações não serão mais possíveis.

Mais informações podem ser verificadas nos editais dos programas, lançados no dia 22/03/2019:

Edital Propesq 01/2019 – PIBIC

Edital Propesq 02/2019 – PIBITI

Quaisquer dúvidas entrar em contato através de pibic@contato.ufsc.br.

Florianópolis – A quinta cidade mais inteligente do país

18/03/2019 10:25

Consideradas também como cidades do futuro, o termo Cidades Inteligentes torna-se cada vez mais conhecido nas discussões e planejamentos de desenvolvimento das cidades de todo o mundo.

Na Rua Vidal Ramos, no Centro da Capital, é um exemplo de boa solução: o sistema de vigilância foi feita em parceria com os próprios lojistas, para melhorar a segurança, um dos itens avaliados no ranking – Daniel Queiroz/Arquivo/ND

Segundo a União Européia, as Smart Cities “são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para aumentar o desenvolvimento econômico e, com isso, o IDH”.

De acordo com o ranking Connected Smart Cities de 2018, Florianópolis se encontra como a 5ª cidade mais inteligente do país, ficando atrás de Curitiba, São Paulo, Vitória e Campinas. Já no ranking da Future Today Institute (FTI), também de 2018, o Brasil aparece representado pela cidade do Rio de Janeiro, na 44ª colocação, estando entre as 50 cidades mais inteligentes do mundo.

Para a elaboração dessa lista é necessária a análise de 11 categorias: energia, inovação, tecnologia, economia, mobilidade, urbanismo, educação, saúde, meio ambiente, segurança, governança e empreendedorismo. Florianópolis alcançou destaque em sua avaliação nas categorias: educação, empreendedorismo, saúde, tecnologia e inovação e economia.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em conjunto com Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), criou recentemente o Ambiente de Demonstração de Tecnologias para Cidades Inteligentes visando “trazer resultados efetivos para a qualificação e a competitividade da indústria nacional, possibilitando a inserção de ativos qualificados no mercado, além de estimular o desenvolvimento da cadeia de produtos e soluções para Cidades Inteligentes e Humanas.”

Informações retiradas do portal ND Online e Notícias UOL.

CIÊNCIA EM NOSSO CENTRO – Ep 04

13/03/2019 08:24

No quarto episódio da série “CIÊNCIA EM NOSSO CENTRO” é a vez do prof. Antonio Alberto Brunetta, diretor do Centro de Ciências da Educação da UFSC, contar sobre aquilo que está sendo produzido no Centro.

 

Confira:

Produção por: Leticia Silva

Tags: Divulgação Científica

Saúde global em movimento

07/03/2019 09:45

Equipe multidisciplinar revisa evidências científicas e contesta estereótipos envolvendo saúde e migração

Rômolo |Pesquisa FAPESP

A migração é um fenômeno global, envolve uma em cada sete pessoas ao redor do mundo e dificilmente poderá ser contida por leis ou muros. Garantir os direitos dos migrantes, em especial o acesso à saúde, é necessário para que todos, inclusive a sociedade que os acolhe, beneficiem-se desse movimento. Essa é a principal conclusão do relatório sobre migração e saúde que acaba de ser divulgado pela revista científica britânica The Lancet em parceria com a University College London (UCL), na Inglaterra. A partir de evidências obtidas em extensa revisão de estudos sobre o tema, o documento contesta estereótipos e mostra o hiato existente entre os serviços de saúde disponíveis aos migrantes e suas reais necessidades.

A distância entre o que Estados nacionais praticam atualmente e as normas internacionais que asseguram padrões mínimos de dignidade humana é o contexto a partir do qual trabalha a Comissão UCL-Lancet, que reúne não apenas especialistas em saúde, mas também em sociologia, política, direito e antropologia. “É um dos maiores esforços feitos até o momento no campo da migração humana e da saúde”, afirma o médico e epidemiologista Mauricio Barreto, professor aposentado da Universidade Federal da Bahia e coordenador do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cidacs-Fiocruz), em Salvador. Único brasileiro entre os mais de 20 especialistas que integram a comissão, ele informa que o objetivo foi sistematizar o conhecimento produzido em uma área cujo objeto ainda tem pouca visibilidade científica: “Trata-se de uma população muito fluida, pela qual não há grandes interesses de investigação”.
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