Mulheres assinam 72% dos artigos científicos publicados pelo Brasil

01/04/2019 09:50

O Brasil publicou cerca de 53,3 mil artigos, dos quais 72% são assinados por pesquisadoras mulheres.

O Brasil é o país íbero-americano com a maior porcentagem de artigos científicos assinados por mulheres seja como autora principal ou como co-autora, de acordo com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). Entre 2014 e 2017, o Brasil publicou cerca de 53,3 mil artigos, dos quais 72% são assinados por pesquisadoras mulheres.

Atrás do Brasil, aparecem a Argentina, Guatemala e Portugal com participação de mulheres em 67%, 66% e 64% dos artigos publicados, respectivamente. No extremo oposto estão El Salvador, Nicarágua e Chile, com mulheres participando em menos de 48% dos artigos publicados por cada país.

Além desses países, a OEI analisou a produção científica da Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, Equador, Espanha, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Os dados fazem parte do estudo As desigualdades de gênero na produção científica ibero-americana, do Observatório Ibero-americano de Ciência, Tecnologia e Sociedade (OCTS), instituição da OEI.

Nas salas de aula, as meninas são cerca de 5% dos estudantes, disse a professora Maria Cristina Tavares – Divulgação Unicamp // Sociedade Científica

A pesquisa analisou os artigos publicados na chamada Web of Science, em português, web da ciência, que é um banco de dados que reúne mais de 20 mil periódicos internacionais.
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“Tamanho não é documento”: nossas universidades produzem milhares de pesquisas, mas impacto global é pequeno

29/03/2019 11:27

“Nos primeiros meses de 2019, publiquei uma série de artigos nos quais apresentei a lastimável situação do impacto da ciência nacional. Acostumamo-nos a ouvir os governos do PT alardearem que o Brasil estava em 13º lugar no ranking de produção científica mundial. Essa posição foi, de fato, alcançada em 2009/2010 – época de grande “júbilo” de nossa ciência aos olhos da extrema-imprensa e do governo. O problema é que essa imensa quantidade de publicações científicas, por si só, não tem qualquer significado. Passamos de 18,5 mil artigos em 2002 para 68,7 mil em 2015 – um aumento de 270%. No ano seguinte, foram 72,1 mil artigos, mas caímos para a 14º posição mundial. Ao analisarmos o ranking de impacto científico medido em citações por publicação (ou CPP, citations per paper), a história é outra. Posicionamo-nos em 2016 no 53º lugar no ranking CPP de 66 países com pelo menos 3.000 publicações. O Brasil apresentou um impacto (CPP=2,12) 55% menor que o da Suíça, 1ª colocada (CPP=4,68). Nossas pesquisas envolveram investimentos de 1,3% do PIB (em 2016), percentual similar ao de diversos países com CPP substancialmente maior, como Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Estônia.

 

“Qual a origem de boa parte da produção científica nacional? As universidades federais e as 3 universidades estaduais paulistas. Players secundários, em termos de quantidade, são a Embrapa, os institutos de pesquisa do MCTI, ITA, outras universidades estaduais e universidades privadas. Ora, se grande parte da nossa ciência vem das universidades, seria proveitoso avaliar como elas estão no ranking mundial de impacto da produção científica. Nesse sentido, o Leiden Ranking*, é excelente, pois classifica 938 universidades por quantidade de publicações ou por impacto. Ao olharmos para o ranking 2013-2016, o mais recente (divulgado em 2018), verificamos que a USP está em 8º lugar mundial em quantidade de publicações, com 16,1 mil artigos indexados no Web of Science (veja tabela abaixo). Em 1º lugar está Harvard, com 33 mil artigos. A Unesp, com 5,8 mil publicações, é a 2ª colocada do Brasil, e a 150ª no ranking mundial, seguida pela Unicamp e UFRGS – 186ª e 208ª, respectivamente.”

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/tamanho-nao-e-documento-nossas-universidades-produzem-milhares-de-pesquisas-mas-impacto-global-e-pequeno/?utm_source=facebook&utm_medium=midia-social&utm_campaign=gazeta-do-povo
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Edital PIBIC – Ensino Médio 2019/2020

28/03/2019 15:30

A Propesq torna público o Edital PIBIC-EM para o ciclo 2019/2020 e convoca os interessados a apresentarem Propostas nos termos estabelecidos à concessão de Bolsas de Iniciação Científica, em convênio com o CNPq, no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica para o Ensino Médio.

As propostas devem ser enviadas até o dia 22/04/2019.

Mais informações podem ser verificadas no edital do programa:

Edital Propesq 03/2019 – PIBIC-EM

 

Para outras informações, clique no link.

Ciência em Nosso Centro – Ep 05

27/03/2019 09:56

No quinto episódio da série “CIÊNCIA EM NOSSO CENTRO” é a vez do prof. Alexandre Verzani Nogueira, diretor do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, contar sobre aquilo que está sendo produzido no Centro.

Confira:

Produção por: Leticia Silva

Inscrições abertas – PIBIC e PIBITI 2019/2020

25/03/2019 09:50

A Propesq informa que estão abertas as inscrições para os processos seletivos de bolsas do PIBIC e do PIBITI, ciclo 2019/2020.

Os interessados devem acessar o Formulário IC Online e enviar suas propostas até o dia 22/04/2019.

Destacamos que edições podem ocorrer durante o período de inscrições, mas é importante ao final clicar em “Inscrever Projeto”. Após este procedimento as alterações não serão mais possíveis.

Mais informações podem ser verificadas nos editais dos programas, lançados no dia 22/03/2019:

Edital Propesq 01/2019 – PIBIC

Edital Propesq 02/2019 – PIBITI

Quaisquer dúvidas entrar em contato através de pibic@contato.ufsc.br.

Florianópolis – A quinta cidade mais inteligente do país

18/03/2019 10:25

Consideradas também como cidades do futuro, o termo Cidades Inteligentes torna-se cada vez mais conhecido nas discussões e planejamentos de desenvolvimento das cidades de todo o mundo.

Na Rua Vidal Ramos, no Centro da Capital, é um exemplo de boa solução: o sistema de vigilância foi feita em parceria com os próprios lojistas, para melhorar a segurança, um dos itens avaliados no ranking – Daniel Queiroz/Arquivo/ND

Segundo a União Européia, as Smart Cities “são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para aumentar o desenvolvimento econômico e, com isso, o IDH”.

De acordo com o ranking Connected Smart Cities de 2018, Florianópolis se encontra como a 5ª cidade mais inteligente do país, ficando atrás de Curitiba, São Paulo, Vitória e Campinas. Já no ranking da Future Today Institute (FTI), também de 2018, o Brasil aparece representado pela cidade do Rio de Janeiro, na 44ª colocação, estando entre as 50 cidades mais inteligentes do mundo.

Para a elaboração dessa lista é necessária a análise de 11 categorias: energia, inovação, tecnologia, economia, mobilidade, urbanismo, educação, saúde, meio ambiente, segurança, governança e empreendedorismo. Florianópolis alcançou destaque em sua avaliação nas categorias: educação, empreendedorismo, saúde, tecnologia e inovação e economia.

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em conjunto com Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), criou recentemente o Ambiente de Demonstração de Tecnologias para Cidades Inteligentes visando “trazer resultados efetivos para a qualificação e a competitividade da indústria nacional, possibilitando a inserção de ativos qualificados no mercado, além de estimular o desenvolvimento da cadeia de produtos e soluções para Cidades Inteligentes e Humanas.”

Informações retiradas do portal ND Online e Notícias UOL.

Ciência em Nosso Centro – Ep 04

13/03/2019 08:24

No quarto episódio da série “CIÊNCIA EM NOSSO CENTRO” é a vez do prof. Antonio Alberto Brunetta, diretor do Centro de Ciências da Educação da UFSC, contar sobre aquilo que está sendo produzido no Centro.

 

Confira:

Produção por: Leticia Silva

Saúde global em movimento

07/03/2019 09:45

Equipe multidisciplinar revisa evidências científicas e contesta estereótipos envolvendo saúde e migração

Rômolo |Pesquisa FAPESP

A migração é um fenômeno global, envolve uma em cada sete pessoas ao redor do mundo e dificilmente poderá ser contida por leis ou muros. Garantir os direitos dos migrantes, em especial o acesso à saúde, é necessário para que todos, inclusive a sociedade que os acolhe, beneficiem-se desse movimento. Essa é a principal conclusão do relatório sobre migração e saúde que acaba de ser divulgado pela revista científica britânica The Lancet em parceria com a University College London (UCL), na Inglaterra. A partir de evidências obtidas em extensa revisão de estudos sobre o tema, o documento contesta estereótipos e mostra o hiato existente entre os serviços de saúde disponíveis aos migrantes e suas reais necessidades.

A distância entre o que Estados nacionais praticam atualmente e as normas internacionais que asseguram padrões mínimos de dignidade humana é o contexto a partir do qual trabalha a Comissão UCL-Lancet, que reúne não apenas especialistas em saúde, mas também em sociologia, política, direito e antropologia. “É um dos maiores esforços feitos até o momento no campo da migração humana e da saúde”, afirma o médico e epidemiologista Mauricio Barreto, professor aposentado da Universidade Federal da Bahia e coordenador do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cidacs-Fiocruz), em Salvador. Único brasileiro entre os mais de 20 especialistas que integram a comissão, ele informa que o objetivo foi sistematizar o conhecimento produzido em uma área cujo objeto ainda tem pouca visibilidade científica: “Trata-se de uma população muito fluida, pela qual não há grandes interesses de investigação”.
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Ciência em Nosso Centro – Ep. 03

28/02/2019 09:43

No terceiro episódio da série “CIÊNCIA EM NOSSO CENTRO” é a vez do prof. Antonio Renato Pereira Moro, diretor do Centro de Desportos da UFSC, falar sobre aquilo que está sendo produzido no Centro.

 

Confira:

Produção por: Leticia Silva

Programa de Formação de Recursos Humanos – Agência Nacional de Petróleo

25/02/2019 08:44

O PRH-ANP foi criado em março de 1999, com o objetivo de estimular as instituições de ensino a organizar e oferecer aos seus alunos especializações profissionais consideradas estratégicas e imprescindíveis ao desenvolvimento do setor de petróleo no Brasil, por meio da concessão de bolsas de estudos.

Em novembro de 2018, foi lançado o Edital de Chamada para Apresentação de Propostas nº 01/2018/PRH-ANP, com a finalidade de selecionar cursos de graduação, pós-graduação stricto sensu e pós-doutorado com elevada qualidade técnica para a formação de profissionais com especialização para o setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis.

A divulgação preliminar do resultado do edital foi publicada em 20/02/2019 e a UFSC tem três propostas selecionadas. Após a análise de recursos, o resultado final será divulgado em 15/03/2019.

A Propesq parabeniza os pesquisadores que submeteram as três propostas já selecionadas e tem a intenção de divulgá-las posteriormente à comunidade.

Mais informações no site da ANP.

Ciência em Nosso Centro – Ep. 02

21/02/2019 11:46

No segundo episódio da série “CIÊNCIA EM NOSSO CENTRO“, a professora Miriam Furtado Hartung é nossa entrevistada e divulga o panorama de pesquisa no Centro de Filosofia e Ciências Humanas.

 

Confira:

Produção por: Leticia Silva

Mulheres na ciência: igualdade deve ser buscada de forma consistente

13/02/2019 09:18

A grantee Denise Hissa durante o segundo Encontros Serrapilheira, em novembro de 2018. Foto: Diego Padilha | Site Serrapilheira

Clarice Cudischevitch

Em todo o mundo, apenas 30% dos cientistas são do gênero feminino. Mesmo sendo hoje maioria no mestrado e doutorado, elas levam mais tempo para conquistar espaços de liderança e chegar ao topo da carreira. Para reconhecer a importância das mulheres na pesquisa, nesta segunda-feira, 11 de fevereiro, é celebrado o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, declarado pela Assembleia Geral da UNESCO.

Desde sua criação, o Serrapilheira reconhece os problemas relacionados à desigualdade de gênero na ciência e procura contribuir das formas possíveis. O Conselho Científico do instituto e os painéis de avaliação de projetos, por exemplo, são compostos por mulheres e homens na mesma proporção. O objetivo é evitar possíveis vieses na seleção de propostas.

Além disso, nas Chamadas Públicas de Apoio à Pesquisa, o prazo de conclusão de doutorado para mulheres que tiveram um ou mais filhos é estendido em até dois anos. A ação é uma forma de reconhecer que a maternidade afeta o tempo de dedicação à pesquisa. Outra medida adotada é a de oferecer um auxílio financeiro extra às pesquisadoras selecionadas que tenham bebês de até um ano ou que tiveram filhos durante o grant, além de um suporte para participação de eventos.
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Ciência em Nosso Centro – Ep. 01

06/02/2019 12:27

Em 2019, a Pró-Reitoria de Pesquisa da UFSC lança a série de reportagens: CIÊNCIA EM NOSSO CENTRO.

Através de vídeos curtos, produzidos com os(as) diretores(as) de cada Centro, buscamos apresentar um panorama geral sobre projetos, grupos de pesquisa, inovações tecnológicas, envolvimento acadêmico e outras vertentes importantes do trabalho do(a) pesquisador(a) na Universidade.

No primeiro episódio, o prof. dr. Walter Quadros Seiffert, diretor do Centro de Ciências Agrárias, conta um pouco mais sobre o que está sendo desenvolvido por lá.

Confira o vídeo.

Produção por: Leticia Silva

Por que 2019 é o ano da tabela periódica

30/01/2019 09:30

 

Getty Images / BBC News Brasil

Ela está presente em todos os laboratórios – dos escolares aos mais sofisticados centros de pesquisas científicas do mundo. Estampa livros e apostilas didáticas, pode ser o terror de alunos do Ensino Médio, mas também é um ícone pop. As releituras fazem a alegria de nerds.

Ela, a Tabela Periódica dos Elementos Químicos, ajudou a sistematizar e a organizar o conhecimento científico e é a homenageada deste ano de 2019 pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A ONU proclamou 2019 como sendo o Ano Internacional da Tabela Periódica, em um esforço simbólico para “aumentar a sua consciência global e a educação em ciências básicas”, conforme declarou em comunicado oficial.

A tabela original reúne os 63 elementos químicos conhecidos, listados em ordem de sua massa atômica e agrupados por suas propriedades físico-químicas.
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Doação de medula óssea ao pesquisador Henry Xavier Corseuil

24/12/2018 09:43

Queridos leitores e colegas,  o professor e pesquisador Henry Xavier Corseuil, do centro tecnológico da UFSC, precisa de um doador de medula óssea compatível com o seu HLA. Interessados que tiverem entre 18 e 55 anos  podem ir ao banco de sangue de sua cidade e se apresentar como doador de medula óssea. O exame é simples: apenas uma simples coleta de sangue. É indicado ligar para o banco de sangue mais próximo de sua residência para agendar o horário de coleta.

Pode ser em qualquer lugar do mundo.

Como se Tornar um Doador

Este 👆🏽é um registro nacional. Basta ir ao banco de sangue e pedir para ser doador. É possível priorizar a doação para Henry Xavier Corseuil.

Veja também nos EUA:
https://bethematch.org

A Propesq agradece e deseja boas festas a todos.

Com Ciência Negra – Empatia

17/12/2018 09:09

A Universidade é um dos espaços mais democráticos que existem nos dias atuais. Porta para a formação de profissionais capacitados, esses espaços são principalmente áreas com capacidade para discutir todos os assuntos de interesse social, desde os comuns no cotidiano até os mais segmentados.

De origem baiana, Karine de Souza Silva é um retrato dessa função. Filha de um casamento interracial, Karine é formada em Direito, com mestrado e doutorado na área de Direito Internacional, campo no qual trabalha até hoje. “Venho de uma família multirracial, na verdade. Assim como alguns outros professores negros daqui e também como uma legítima baiana.”

A Bahia, é no Brasil, um dos estados com maior índice de miscigenação, estando ainda na primeira colocação entre os 27 estados com maior taxa de população negra no país. Mesmo com esse panorama, apenas 2% dos professores da Universidade Federal da Bahia são negros, segundo estudo feito pelo Coletivo Luiza Barros.

Seu ingresso e permanência na Universidade foram difíceis, conta Karine. Na época, o sistema de cotas não existia, mas foi beneficiária de uma  bolsa de estudos o que foi fundamental para sua permanência no ambiente universitário. Hoje, ela atua no departamento de Economia e Relações Internacionais, e é titular de duas Cátedras internacionais, a “Jean Monnet” da União Europeia, e a “Sérgio Viera de Mello” do ACNUR ONU.
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Com Ciência Negra – Física de Referência

11/12/2018 09:18

No filme “Estrelas além do tempo”, a atriz Taraji P. Henson interpreta Katherine G. Johnson. Katherine foi um nome importantíssimo para a exploração espacial norte-americana na década de 1960 durante o período da Guerra Fria. Matemática, cientista espacial e física, Katherine revolucionou os ramos da física no mundo por dois atributos importantes: era mulher e negra.

Durante toda a experiência escolar, conhecemos Isaac Newton, Albert Einsten e James Clerk Maxwell, grandes nomes da história da física que contribuíram de forma imprescindível para a pesquisa científica. Além dos estudos, todos esses nomes (e grande maioria das referências na área) têm em comum o fato de pertencerem à raça branca.

Há muitos anos, o racismo se manifesta de maneira enraizada na estrutura da sociedade, fazendo com que não tenhamos acesso direto a nomes como o de Katherine, ou até aos mais próximos de nossa convivência acadêmica, como o de Alexandre Magno Silva Santos.

Vindo de família pobre da capital do Espírito Santo, Vitória, Alexandre viveu uma infância e juventude muito difíceis. Sua família materna, de descendência direta de povos africanos (e também escravizados) foi a base da conquista de toda sua trajetória, apesar das dificuldades. Alexandre considera que sua entrada na escola técnica após o ensino médio foi uma de suas primeiras conquistas. “Aliás, na verdade, sobreviver foi minha primeira conquista. Mas a nível acadêmico, isso foi uma conquista grande porque meus colegas todos eram de classe média pra cima”.

Enfrentando problemas com a fome desde muito cedo, Alexandre recebia socorro de um tio. Porém devido ao fato do tio possuir um problema de saúde envolvendo o olfato, muitas vezes o entregava comidas estragadas. “E a gente já estava muitas vezes à prova. Entregues já. Uma vez nós chegamos ao consenso de que não teria mais como, a gente iria morrer. Eu lembro de deitar numa cama e desmaiar de fome, esperando a morte chegar”.
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Prêmio Inventor: Petrobras premia inventores de universidades e empregados

07/12/2018 11:37

No dia 12 de dezembro, quarta-feira, a Petrobras realizará a cerimônia de entrega do Prêmio Inventor, homenageando aqueles que contribuíram para os pedidos de depósito de patentes em 2107. Serão premiados pesquisadores da empresa e de quatro instituições parceiras: UTFPR, UFSC, UFRGS e UFRJ.

O Prêmio Inventor 2018 consiste na entrega de certificado sobre o pedido de depósito de patente assinado pelo Presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, e de troféu especialmente confeccionado para a cerimônia.

Veja abaixo a relação de premiados das universidades:

UFSC
Fabio Aparecido Alves da Silva
Matias Roberto Viotti
Armando Albertazzi Junior

UFRGS
Janice Adamski

UFRJ
Denise Maria Guimarães Freire
Erika Cristina Gonçalves Aguieiras
Elisa D´Avila Cavalcanti Oliveira
Jaqueline Greco Duarte
Kassia Leone Ignacio
Valéria Ferreira Soares
Priscila Rufino da Silva
Alexandre Teixeira de Pinho Alho
Marta Cecília Tapia Reyes
Peter Kaleff

UTFPR
Rigoberto Eleazar Melgarejo Morales
Hans Emerson Maldonado Ninahuanca
Cesar Yutaka Ofuchi
Flávio Neves Junior
Paulo Henrique Dias dos Santos

 

 

Com Ciência Negra – Jornalismo Negro

05/12/2018 15:08

Trabalhar na televisão, nas redações de jornais, revistas ou através da ferramenta do século XXI, a internet, pode ser algumas das possibilidades de quem se forma em jornalismo. Existe ainda, a chance de estar nas rádios ou seguir carreira acadêmica, que é parte essencial da formação do profissional que resolve se graduar mesmo sabendo que o diploma não é mais obrigatório para exercer o trabalho.

A comunicação, assim como a educação e a saúde, é alicerce fundamental para a vida do ser humano e é inegável o papel do jornalismo para a sociedade mesmo enfrentando crises de funcionamento. As fake news, por exemplo, têm sido um dos argumentos mais utilizados para tentar descredibilizar sua função social, de informar aos cidadãos fatos do cotidiano.

No Brasil, todos os anos, mais de sete mil jornalistas são formados. Mas assim como na grande maioria dos cursos superiores, nem metade dessas pessoas faz parte da população negra do país. Na UFSC, esse cenário é facilmente percebido e extremamente contrastante. Até 2017, por exemplo, não havia professores ou professoras negras no curso de Jornalismo até Leslie Sedrez Chaves ocupar esse lugar.
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