Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação
  • Professor Aloisio Klein é um dos indicados de SC ao Prêmio Confap de CT&I

    Fórmulas matemáticas costumam fazer parte da carreira de um pesquisador com formação em Física e Engenharia, mas apesar da trajetória na área das Exatas, a fórmula que predomina na vida profissional do professor Aloisio Nelmo Klein vai muito além dos números. Pensar à frente, ensinar com motivação e acreditar na parceria – com os colegas e alunos e com organizações externas – são algumas das características que culminaram com a indicação ao Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Francisco Romeu Landi.  A iniciativa do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) reconhece aqueles que se destacaram em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação com resultados positivos para o desenvolvimento e o bem-estar das populações brasileiras. A indicação foi feita pela UFSC à Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), representante catarinense na premiação.

    Professor titular no Departamento de Engenharia Mecânica, Klein foi também um dos fundadores do curso de Engenharia de Materiais e do programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais e é um dos líderes do Laboratório de Materiais, centro científico pioneiro e um dos pólos do desenvolvimento científico e tecnológico na área, no Brasil. “O Brasil demanda a solução de problemas que já estão à prova. O que fiz, ao longo desses anos, foi pensar em fazer algo que pudesse contribuir com o mundo”, comenta.

    Nesse processo, Klein acumulou parcerias que não deixa de mencionar quando cita pontos da sua biografia. O vínculo com a indústria, com quem construiu soluções ao longo de toda a sua trajetória, permitiu que as pesquisas tivessem um impacto direto na realidade. Já a proximidade com os alunos, de graduação e pós-graduação, possibilitou que formasse um grupo de profissionais e de cientistas motivados a buscarem respostas para grandes problemas tecnológicos. “Quando o aluno tem as condições adequadas de realizar o seu trabalho experimental e quando temos boas parcerias com as empresas o resultado tende a ser positivo”, resume.

    A metalurgia do pó e a tecnologia de plasma foram duas das frentes de trabalho que o colocaram na vanguarda da inovação. Com a investigação de materiais sinterizados porosos, construiu dois produtos patenteados, com uma dessas patentes já concedida nos Estados Unidos. O pesquisador também investiga as novas técnicas de processamento assistidas por plasma e o desenvolvimento de reatores de plasma – área em que o Laboratório de Materiais da UFSC se destaca como centro de excelência. Essa tecnologia é responsável por uma série de processos físico-químicos que beneficiam diretamente a indústria de materiais.

    Ao longo da sua carreira na UFSC e à frente do LabMat, Klein também coordenou uma série de projetos aprovados em concorrência para a obtenção de recursos nos editais das agências de fomento. A soma chega a R$ 70 milhões, somente nos últimos 20 anos. “A interação contínua entre os pesquisadores da universidade e os engenheiros e pesquisadores das empresas parceiras se mostrou ser a forma mais adequada para aquilo que frequentemente é chamado de ‘Interação Universidade/ICTs x Empresa’, pois permite correções de rumo em tempo real durante o desenvolvimento do projeto”, pontua.

    Muitos desses parceiros foram formados por Klein, que revela um entusiasmo com sua atuação docente. “O registro na carteira de trabalho está lá: sou professor”, comenta. Olhar “frente a frente”, sem lançar mão da autoridade ou da superioridade acadêmica e trabalhar como um motivador de trabalhos que impactem à realidade são duas das suas práticas. “Minha prioridade é ser professor e orientador. É formar gente muito bem. O resultado disso é que conseguimos desenvolver bons estudos, que rendem inovação e patentes”.

    O professor da UFSC foi responsável por um total de 142 cartas de patentes, no exterior e também no Brasil, que resultaram em 22 famílias de patentes de invenção, com os pedidos de deposição em 11 países distintos. Em torno de 40 % destes pedidos ainda estão em fase de análise e algumas dessas patentes já caíram em domínio público.

    O início

    A saga do pesquisador em busca da inovação tem um marco que ele recorda com saudosismo. Formado em Física, com mestrado em Engenharia Metalúrgica e dos Materiais, foi com um professor na Universidade de Karlsruhe, na Alemanha, durante o doutorado, que aprendeu a buscar problemas de pesquisa que resultassem em soluções inovadoras. “Quando apresentei minha primeira proposta ele me questionou: ‘para que isso vai servir? o que vamos fazer com isso depois?’ e me sugeriu buscar algo que servisse para melhorar algo no mundo”, lembra.

    A tese, na área da metalurgia de pós, já resultou na primeira patente. “Tentei pensar em um tema que utilizasse os conceitos da área, mas que resultasse em produto mais barato e com melhores propriedades”. Em todo o percurso atuou com aquilo que chama, brincando, de “índice de viração própria”. “Fui atrás das coisas pessoalmente. Depois, quando voltei ao Brasil, encontrei na UFSC, no Departamento de Engenharia Mecânica, um ambiente muito maduro para seguir”.

    Desde o começo da trajetória, Klein aposta em uma atuação multidisciplinar. Físicos, químicos e engenheiros trabalham de forma coletiva na busca por solucionar problemas que aumentem a competitividade da indústria. Essa perspectiva, de uma ciência aplicada e que congrega diversas áreas do conhecimento em torno de um problema, também é um atrativo para as empresas. Entre as organizações parceiras do Laboratório de Materiais, há indústrias multinacionais de ponta que investem nas pesquisas coordenadas por Klein há mais de 30 anos. “E há 30 anos nós não tínhamos tecnologia. Aprender era um grande desafio. Por isso hoje eu vejo que um aluno motivado é capaz de tudo”.

    Essas parcerias na pesquisa resultaram em 395 artigos publicados, somando-se os artigos publicados em periódicos internacionais – 189 deles listados na base de dados Scopus, com citações, e 216 publicados em Anais de Congressos Nacionais e Internacionais. O professor também foi responsável pela orientação de 48 alunos de mestrado, 32 de doutorado, 20 supervisões de Pós-Doutorado e pelo registro de 89 alunos de iniciação científica. Hoje, é pesquisador 1A do CNPq, figurando em um grupo restrito de cientistas reconhecidos pela alta produtividade e impacto de seus estudos.

    O agora

    Em todo o seu discurso, Klein faz questão de lembrar e celebrar a importância do trabalho em equipe. Reverencia colegas de departamento, alunos e parceiros de iniciativas em pesquisa e desenvolvimento ciente de que o trabalho científico exige colaboração. “Temos muitas coisas a fazer e a construir na área de materiais, de novos materiais. A forma de fazer é uma das coisas mais importantes, por isso a parceria precisa ser contínua”, comenta.

    Por conta do tempo escasso, o pesquisador já não atua mais na bancada, mas na liderança de grandes projetos e parcerias e na orientação de estudos com potencial de inovação. “A ideia é sempre pensar à frente”, sintetiza. Por isso, uma das iniciativas mais recentes ainda está sob sigilo: sua equipe está prospectando uma série de pesquisas junto a um instituto de tecnologia que está de olho no futuro. “É uma grande parceria que foi iniciada para desenvolvermos novos materiais e aperfeiçoarmos processos”, completa.

    Como todo visionário, o professor da UFSC também se mostra entusiasmado e otimista com o futuro. Prestes a completar 71 anos, ele está confiante de que o volume de informações e a tecnologia disponíveis hoje vão formar cientistas cada vez mais bem preparados para enfrentar os problemas que ele sempre perseguiu, desde o primeiro contato com a ciência dos materiais. “Com esse fator e com as parcerias vai aumentar a capacidade de resolver os grandes problemas do futuro”, pontua. “Estou convencido de que a ciência e a tecnologia estão entre as principais forças motrizes para o desenvolvimento de uma nação, além da educação e escolas de qualidade”.

    Amanda Miranda/Jornalista da Agecom/UFSC

     

    Fonte: Notícias UFSC


  • Prêmio Confap: professor Raul Wazlawick é indicado na categoria ‘Pesquisador Inovador’

    Nasceu na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) um sistema pioneiro no setor de tecnologia da inovação em Saúde. O projeto e-SUS APS, desenvolvido pelo Laboratório Bridge (bridge.ufsc.br) em parceria com o Ministério da Saúde, criou soluções informatizadas para a atenção básica à saúde no Brasil, especialmente em relação ao prontuário eletrônico dos pacientes, coleta de informações e atenção domiciliar. Hoje, o sistema atende cerca de 80% dos municípios brasileiros, é operado por mais de 700 mil profissionais e possui mais de cinco bilhões de registros clínicos – e com 90% de satisfação entre os usuários.

    A equipe multidisciplinar responsável pelo produto, atualmente formada por 172 colaboradores, é comandada pelo professor Raul Sidnei Wazlawick, docente do Departamento de Informática e Estatística da Universidade. Além de estar à frente do Bridge desde 2013, Wazlawick ministra disciplinas na graduação e pós-graduação da UFSC, é autor de cinco livros e de mais de uma centena de artigos científicos na área de engenharia de software.

    As conquistas registradas em seu currículo lhe renderam a indicação ao Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Francisco Romeu Landi, iniciativa do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). A premiação é concedida a pessoas físicas que tenham se destacado em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação “cujos resultados produziram conhecimento e beneficiaram, direta ou indiretamente, o desenvolvimento e o bem-estar das populações brasileiras”.

    Trajetória

    Natural de Porto Alegre (RS), Raul Wazlawick mudou-se com a família para Florianópolis aos oito anos, em 1976. Desde criança era fascinado por histórias com computadores em gibis e seriados de TV. “Entrei na computação para desenvolver jogos, mas acabei seguindo outros caminhos”, lembra. Seus pais tinham uma distribuidora de alimentos e trabalhavam, principalmente, com supermercados. “Um dos primeiros sistemas informatizados que desenvolvi – logo depois de formado – foi para gerenciar a empresa deles”, revela o professor, que se graduou em Ciência da Computação pela UFSC em 1988.

    Professor da Federal de Santa Catarina desde 1992, Wazlawick possui mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1990), doutorado em Engenharia de Produção pela UFSC (1993) e pós-doutorado pela Universidade Nova de Lisboa (1998). Atualmente leciona as disciplinas Informática e Sociedade e Engenharia de Software II no bacharelado em Ciência da Computação, e Análise de Sistemas e Algoritmos e Programação no mestrado profissional em Informática e Saúde. Como docente, realizou 51 orientações de mestrado e sete de doutorado.

    Na UFSC, já ocupou os cargos de coordenador do bacharelado em Ciência da Computação, coordenador do Programa de Pós-Graduação (Mestrado) em Ciência da Computação, conselheiro da Câmara de Pós-Graduação e diretor acadêmico do Campus de Araranguá. Na Sociedade Brasileira de Computação (SBC), foi conselheiro suplente por quatro mandatos e conselheiro titular por um mandato, além de coordenador do Comitê Especial de Informática na Educação, entre 1995 e 1997. Criou e foi editor da Revista Brasileira de Informática na Educação da SBC, entre 1997 e 2001.

    O docente recebeu, juntamente com sua orientanda Marília Guterres Ferreira, o prêmio Best Paper Award na Conferência Iberoamericana de Engenharia de Software em 2011. Dois anos depois, foi condecorado com o título de Professor Honoris Causa pelo Centro de Instrução de Guerra Eletrônica do Exército Brasileiro por sua contribuição para a organização das atividades de pesquisa científica daquele órgão.

    Entre suas publicações, constam 28 artigos em periódicos e 118 artigos em eventos, bem como sete capítulos de livros. É autor de cinco livros: Análise e design orientados a objetos para sistemas de informação: modelagem com UML, OCL e IFML, (Elsevier, 2004; 3ª edição em 2015; edição em inglês pela Morgan Kaufman, 2014); Metodologia de pesquisa para Ciência da Computação (Elsevier, 2009; 2ª edição em 2014, 3ª edição pela LTC em 2020); Engenharia de software: conceitos e práticas (Elsevier, 2012; 2ª edição em 2018); Introdução a algoritmos e programação em Python: uma abordagem dirigida por testes (Elsevier, 2017) e História da Computação (Elsevier, 2016). Este último título foi um dos 10 finalistas entre os livros de tecnologia na 59ª edição do Prêmio Jabuti, ocorrida em 2017.

    O pesquisador tem experiência na área de engenharia de software, atuando principalmente em modelagem de sistemas orientados a objetos, desenvolvimento ágil e melhoria do processo de desenvolvimento de software. Como coordenador geral do Laboratório Bridge, lidera uma equipe com alunos de graduação e pós-graduação da UFSC, além de profissionais das áreas de qualidade de software, análise de sistemas, desenvolvimento web e mobile, design, gestão, suporte e administração. Entre os trabalhos desenvolvidos pelo Bridge, Wazlawick considera que o projeto e-SUS APS se destaca por seu impacto e relevância.

    “É um grande sistema de informação cujas ferramentas são disponibilizadas gratuitamente pelo Ministério da Saúde aos municípios brasileiros. Hoje cerca de 80% dos municípios usam a solução completa ou simplificada; e os demais municípios, que usam sistemas próprios, trabalham de forma integrada com a solução do e-SUS APS, totalizando assim uma cobertura de praticamente 100% do território brasileiro. Os municípios têm assim uma solução para melhorar seus serviços de saúde na atenção básica e estima-se que só com economia em licenças de software sejam economizados por ano vários bilhões de reais”, explica o professor.

    Reconhecimento

    Casado e pai de três filhas, Raul Wazlawick desfruta o tempo fora do laboratório e das salas de aula com outros hobbies. É músico amador, tendo como principal instrumento o piano, gosta de viajar para conhecer novos lugares e passa boa parte do tempo livre explorando os universos de RPGs. Realizado pessoalmente, soma agora à sua trajetória acadêmica uma nova conquista: a indicação na categoria Pesquisador Inovador – Inovação Para o Setor Público do Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Francisco Romeu Landi.

    Ele e o professor Aloísio Klein, na categoria Pesquisador Destaque – Ciências Exatas, foram indicados pela UFSC e selecionados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) para serem os representantes catarinenses na disputa que definirá os finalistas da premiação. “Considerando a quantidade e qualidade dos pesquisadores da UFSC, já me senti honrado ao ser indicado pela minha Universidade. Ter esse reconhecimento corroborado por uma análise envolvendo representantes de todas as universidades de Santa Catarina é extremamente gratificante. Com certeza é um grande prêmio a ser comemorado”, celebra o professor.

    “A UFSC sempre foi uma das melhores universidades do país. Isso se deve em grande parte aos seus pesquisadores, mas também aos alunos e servidores. Os projetos do Bridge que estão sendo reconhecidos nessa premiação são justamente o resultado do trabalho conjunto de professores, alunos e funcionários. Hoje em dia é muito difícil você fazer algo relevante sozinho. Por isso, esse reconhecimento deve ser dado a essa grande e competente equipe que forma o Laboratório Bridge”, finaliza.

    Maykon Oliveira/Jornalista da Agecom/UFSC

     

    Fonte: Notícias UFSC


  • Fapesc divulga resultados dos editais nº 36/2021 e nº 39/2021- contemplados UFSC

    A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina – Fapesc – tornou público os resultados dos projetos aprovados para fomento nos seguintes editais: Edital de Chamada Pública Nº 36/2021 – Programa de Apoio à Valorização da Vinicultura e Viticultura no Estado de Santa Catarina e Edital de Chamada Pública Nº 39/2021 – Programa de Apoio ao Empreendedorismo Universitário Inovador no Estado de Santa Catarina.

    Os projetos coordenados por servidores da UFSC que foram contemplados são:

    • Estratégias de fitotécnicas, genéticas e genômicas para o manejo sustentável das doenças da videira – Rubens Onofre Nodari – Centro de Ciências Agrárias / Campus Florianópolis
    • Metodologia EXPRO: ferramentas de gestão para inovação e empreendedorismo – Andréa Cristina Trierweiller – Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde / Campus Araranguá
    • Via Connect: Placemaking Universitário Para Fomento Do Empreendedorismo E Da Inovação A Partir Da Prática Dos Habitats De Inova – Clarissa Stefani Teixeira – Centro Tecnológico / Campus Florianópolis
    • Programa De Apoio À Inovação E Empreendedorismo Da Região Do Contestado – Gustavo Cristiano Sampaio – Campus Curitibanos
    • Ideação – Ideias Universitárias Inovadoras – Marilise Luiza Martins dos Reis Sayão – Centro Tecnológico, de Ciências Exatas e Educação / Campus Blumenau
    • Proposta de Programa de Desenvolvimento, Empreendedorismo e Inovação Universitário – Modesto Hurtado Ferrer – Centro Tecnológico de Joinville / Campus Joinville

     

    A Propesq parabeniza os pesquisadores!


  • Fapesc divulga resultados dos editais nº 35/2021 e nº 40/2021- contemplados UFSC

    A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina – Fapesc – tornou público os resultados dos projetos aprovados para fomento nos seguintes editais: Edital de Chamada Pública Nº 35/2021 – Valorização do Carvão Mineral 2021 e Edital de Chamada Pública Nº 40/2021 – Programa de Apoio à Ativação do Ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação e Desenvolvimento da Cultura de Empreendedorismo Inovador – II Edição.

    Os projetos coordenados por servidores da UFSC que foram contemplados são:

    • Síntese e aplicação de grafeno a partir de carvão mineral – Elaine Virmond – departamento de Energia e Sustentabilidade – Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde / Campus Araranguá
    • Ativação Do Centro De Inovação Inpetu Hub Da Universidade Federal De Santa Catarina – Rafael Pereira Ocampo Moré – Secretaria de Educação a Distância / SEAD

    A Propesq parabeniza os pesquisadores!


  • Fapesc divulga projetos aprovados nos editais: nº 06/2020, nº 27/2021 e nº 29/2021

    A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina – Fapesc – divulgou os resultados dos seguintes editais, com projetos de servidores vinculados à UFSC contemplados:

    Edital de Chamada Pública Fapesc Nº 06/2020 – Programa de Apoio a Projetos de Ciência, Tecnologia, Inovação e Extensão para Ações Emergenciais aos Efeitos da Covid-19, provocada pelo vírus Sars-Cov-2 (Coronavírus) – com recursos de suplementação orçamentária

    • FASTENVITA: uma solução integrada para enfrentamento à covid19 – Mauro Augusto da Rosa

    Edital de Chamada Pública Nº 27/2021 – Programa Fapesc de Apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação para Jovens Pesquisadores do Estado de Santa Catarina – Programa Fapesc Jovens Projetos – SC

    • Impactos do fogo e das cinzas sobre a biodiversidade na água doce: respostas dos peixes, anfíbios, microinvertebrados e macrófitas ao distúrbio – Bruno Renaly Souza Figueiredo
    • Desigualdades, moralidades e conflitos: perspectivas etnográficas sobre dispositivos estatais e direitos humanos – Flavia Medeiros Santos
    • Estabilização dos compostos fenólicos da própolis com nanopartículas à base de amido e nanoargilas: Caraterização físico-química, aplicação em alimentos e estudo da digestibilidade in vitro – Germán Ayala Valencia
    • Ectomicorrizas de restinga: uma promessa na restauração ambiental e em tecnologias futuras – Paulo Tamaso Mioto
    • Monitoramento de espécies ameaçadas de extinção: ecologia e genética auxiliando na conservação – Tiago Montagna
    • Estudo paramétrico de um sistema de condicionamento de ar de múltiplos evaporadores em condições climáticas típicas de Santa Catarina – Thiago Dutra

    Edital de Chamada Pública Nº 29/2021 – Programa Estruturante Acadêmico Apoio à Infraestrutura de Laboratórios Acadêmicos do Estado de Santa Catarina

    • Ampliação da infraestrutura do Laboratório Multiusuário de Análise Instrumental visando a elaboração e análise de qualidade de produtos fermentados – Cristian Soldi
    • Questão de opinião ou políticas públicas baseadas em evidências para a restauração de lagoas costeiras, praias arenosas, marismas e manguezais – Paulo Roberto Pagliosa Alves
    • Estruturação do Laboratório de Modelagem Matemática em Ciências Aplicadas – LAMMCA – Vinícius Viana Luiz Albani

     


  • Laboratório da UFSC Joinville é segundo de SC a ter moderno equipamento para Processo de Soldagem Plasma

    20/10/2021 10:01

    A partir de outubro, o Laboratório de Tecnologia da Soldagem (LTS), da UFSC Joinville, será o segundo de Santa Catarina a contar com um equipamento super moderno para Processo de Soldagem Plasma (PTA). Dentre as possibilidades que a tecnologia oferece destacam-se a soldagem Plasma Pó (PTA-P) e Plasma com alimentação de arame (PTA-A), disponível em poucos laboratórios no país.

    O professor Tiago Vieira da Cunha, supervisor do LTS, explica que neste método de soldagem ocorre o depósito de um material sobre uma superfície. A técnica é muito utilizado na indústria para a aplicação de um material de maior resistência sobre outro, de maior potencial corrosivo. Dessa forma, máquinas e tubulações, por exemplo, podem ser construídas com materiais mais baratos e resistentes mecanicamente, recebendo, por meio da soldagem Plasma Pó, a aplicação do material mais resistente apenas nas áreas em que o objeto estará em contato com o meio que provoca a corrosão. Normalmente, o revestimento é feito com um material mais caro, como superligas de níquel. Um exemplo desta aplicação são os tubos de extração de petróleo submarinos, que sofrem forte ação corrosiva do fluido extraído.

    O grande diferencial do novo equipamento é realizar a fusão dos materiais por meio do plasma pó, que diferente dos insumos normalmente utilizados em formato de arames e varetas, pode ser produzido com quantidades específicas de pó de diferentes elementos, tais como ferro, carbono, níquel e titânio, para formar com mais facilidade o material ideal a ser utilizado na soldagem.

    As pesquisas a serem realizadas com o novo equipamento serão desenvolvidas pelos professores que fazem parte da equipe do LTS e acadêmicos do curso de Engenharia Naval e mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências Mecânicas (Pós-ECM). O laboratório disponibilizará o equipamento também para consultorias e parcerias com empresas e instituições de ensino e pesquisa.

    O equipamento foi adquirido a partir do projeto Melhoria no projeto de ferramentas de injeção de alumínio, aprovado para financiamento na Chamada Pública 2020 – Linha IV do Programa Rota 2030, uma iniciativa do Governo Federal para estimular o investimento e o fortalecimento das empresas brasileiras do setor automotivo a partir do desenvolvimento e da aplicação de novas tecnologias.

    Comunicação Institucional – UFSC Joinville

    Fonte: Notícias UFSC


  • Veleiro ECO da UFSC volta ao mar em novembro para participar de expedição internacional

    Foto: Juliana Clementi / Veleiro ECO UFSC.

    Em novembro, o Veleiro ECO da UFSC partirá para uma nova expedição. A primeira parada será no Rio de Janeiro, onde encontrará pela primeira vez o Veleiro Tara, embarcação da fundação francesa Tara Ocean, que inspirou a criação do ECO. Após uma série de atividades na capital fluminense, os barcos vêm a Santa Catarina onde atracam na Marina Itajaí, de 15 a 19 de novembro.

    Em águas catarinenses, os Veleiros estarão abertos para visitação e a tripulação, além da equipe de pesquisadores, irão promover extensa programação para o público, como palestras, mesas redondas, exposições, entre outros.

    Foto: Maeva Bardy / Fondation Tara Ocean.

    Os Veleiros ECO e Tara estão juntos no AtlantECO, projeto internacional financiado pelo Programa H2020 da União Europeia, desenvolvido em parceria com 36 instituições de 13 países da Europa, Brasil e África do Sul, com foco na pesquisa sobre o microbioma do Atlântico e os impactos das mudanças climáticas e da poluição no oceano.

    Para a pesquisadora Andréa Green Koettker, do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina (CCB/UFSC), o projeto representa uma oportunidade de expandir o conhecimento ao longo do Atlântico Sul Ocidental. Todos os protocolos de amostragem realizados a bordo do Tara serão compartilhados com outras embarcações do projeto, incluindo o Veleiro ECO.

    O projeto tem ainda uma forte vertente de extensão e popularização da ciência. “Por meio dos eventos de divulgação, previstos para diversas cidades da costa brasileira, temos o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre a importância de um modo de vida sustentável para preservar a saúde dos oceanos e de todos os seres vivos que dependem dele, incluindo os seres humanos”, destaca a pesquisadora Andréa Green.

    Mesmo após a partida do Tara, a equipe dará continuidade à pesquisa científica a bordo do Veleiro ECO, com ênfase nos principais rios brasileiros e sua influência no Atlântico.

    Mais informações na página do Veleiro Eco ou pelo e-mail clauxsc@gmail.com (Claudia Xavier de Souza).

    Fonte: Notícias UFSC


  • UFSC desenvolve pesquisa inédita que pode impactar indústria de refrigeração

    Um aparelho condicionador de ar com sistema de refrigeração magnética está colocando a Universidade Federal de Santa Catarina na vanguarda das pesquisas na área, por ser uma das primeiras instituições no mundo a utilizar essa tecnologia neste tipo de equipamento. O trabalho é resultado de uma série de estudos desenvolvidos no Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica (Polo), sob a coordenação do professor Jader Barbosa, e tem recebido prêmios – um deles da International Conference on Caloric Cooling, concedido à pesquisa de doutorado de Fábio Pinto Fortkamp, egresso da UFSC e atualmente professor da Udesc.

    De acordo com Barbosa, há pelo menos dez anos a UFSC busca desenvolver uma alternativa à refrigeração convencional, baseada na tecnologia de compressão mecânica de vapor. Por essa técnica, um fluido, muitas vezes danoso ao meio-ambiente, é sucessivamente comprimido e expandido em um processo cíclico para, por exemplo, garantir a conservação dos produtos dentro de um gabinete refrigerado. “O que a gente procura é substituir essa tecnologia por uma outra, baseada em outro princípio, que é o efeito magnetocalórico”, explica.

    A busca por um melhor desempenho da tecnologia passa pelo planejamento de um sistema completo, o que tem colocado a universidade como uma das instituições de excelência, em nível nacional, com resultados com repercussão importante também mundialmente. “Há cerca de seis a oito grupos do mundo, de maior estatura, desenvolvendo essa tecnologia em vários níveis. No Brasil nós somos o de maior envergadura, pois obtivemos resultados bastante expressivos”.

    Protótipo da adega projetada na UFSC

    Um desses resultados foi recentemente publicado no artigo A magnetic wine cooler prototype, veiculado no periódico International Journal of Refrigeration. O artigo apresenta o projeto e a avaliação do desempenho de uma nova unidade de refrigeração magnética capaz de controlar a temperatura de um refrigerador de vinho com 31 garrafas. O protótipo da adega passou por testes de abaixamento de temperatura e consumo energético operando com um circuito magnético totalmente concebido e projetado na UFSC.

    Seus resultados, como tudo o que envolve a produção científica e tecnológica, também são utilizados para o desenvolvimento do condicionador de ar inédito no mundo, que é financiado com recursos da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial. Segundo Barbosa, o Brasil ainda está nos primeiros passos no que se refere ao desenvolvimento de circuitos magnéticos para aplicações em refrigeração. A Codemge tem investido nessa área com a criação do primeiro laboratório-fábrica de ímãs terras-raras do hemisfério sul, em Lagoa Santa.

    Além dos circuitos de ímãs, os refrigeradores magnéticos têm como componentes principais os regeneradores magnético-ativos, compostos pelo material magnetocalórico. É nestes regeneradores que o chamado efeito magnetocalórico é observado – quando ocorre uma variação na sua temperatura em resposta a uma variação do campo magnético aplicado. “O objetivo final da nossa pesquisa é integrar tudo para que haja um menor consumo de energia, melhor do que a tecnologia convencional não só em termos de custo, mas também de eficiência. Não adianta ter somente uma tecnologia que não use o fluido nocivo ao meio ambiente, mas consuma mais energia. Ela tem que ganhar no todo”, resume.

    Aprendizado de máquina

    Uma das descobertas da equipe rumo ao desenvolvimento da refrigeração magnética recebeu recentemente a premiação de melhor apresentação pré-gravada na International Conference on Caloric Cooling, principal evento científico internacional sobre tecnologias de resfriamento calórico e suas aplicações. A pesquisa de Fábio Pinto Fortkamp foi orientada pelo professor Jader Barbosa e pelo pesquisador Jaime Lozano e aplicada no protótipo da adega e do condicionador de ar.

    O trabalho consistiu no desenvolvimento de uma ferramenta de aprendizado de máquina para otimizar o circuito magnético, a parte mais cara do sistema e um dos seus componentes mais importantes. Ao portal da Capes, Fortkamp explicou que há muitas perguntas a se responder sobre o circuito magnético – a quantidade de ímã, de ferro, o tamanho de cada bloco, sua orientação e uma série de outros parâmetros.

    Segundo ele, o aprendizado de máquina economiza tempo de computação. “Em vez de simular mil casos diferentes, é possível simular 100 e fazer o computador aprender o resto. O computador aprende como o campo magnético varia de acordo com cada parâmetro. Assim, é possível simular uma infinidade de casos em um intervalo de tempo muito pequeno”, explica.

    De acordo com Barbosa, o trabalho contribui para o desenvolvimento de outros possíveis protótipos e equipamentos. “Com isso vamos criar modelos matemáticos para diversas finalidades. Por exemplo, se quisermos minimizar o custo, temos como fazer isso e o sistema se otimiza para minimizar o custo. Se quisermos maximizar o desempenho, temos como ajustar parâmetros do modelo para que isso ocorra”, ilustra.

    O reconhecimento da comunidade científica, que concedeu o prêmio ao trabalho desenvolvido no Polo, também valida as pesquisas pioneiras realizadas pela UFSC em âmbito internacional. Para o professor, ainda que os protótipos estejam em fase de desenvolvimento – o que envolve a necessidade constante de aperfeiçoamentos para que o produto se torne de fato competitivo – a possibilidade de gerar recursos humanos e trabalhar em uma frente inovadora são um grande fator motivador.

    Amanda Miranda, jornalista da Agecom/UFSC, com informações da Capes

    Fonte: Notícias UFSC


  • Fapesc divulga resultado Edital nº 34/2021 – Proeventos 2021/2022 – contemplados UFSC

    A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina – Fapesc – tornou público o resultado dos projetos aprovados para fomento na Etapa de Análise de Mérito no Edital de Chamada Pública Fapesc nº 34/2021 – Proeventos 2021/2022.

    A lista completa está no link.

    Os(as) pesquisadores(as) vinculados(as) à UFSC que foram contemplados(as):

    • Carlos Rodrigo Zarate Blades – XIII Simpósio Sul de Imunologia – XIII SSI
    • Daniel Gonçalves – From Dynamics to Algebra and Representation Theory and back (CIMPA RESEARCH SCHOOL)
    • Henrique Simas – Projeto COBEM 2021 – 26th International Congress of Mechanical Engineering
    • Lauro Francisco Mattei – Dois anos de pandemia: análise dos impactos econômicos e sociais em Santa Catarina
    • Manuella Pinto Kaster – Current Topics in Biochemistry 2021
    • Mayara Krasinski Caddah – VII Encontro de Fungos, Algas e Plantas

    A Propesq parabeniza a todos!


  • 31° SIC e 11° SIC-EM – Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica da UFSC

    Na próxima semana, de 18 a 22 de outubro, ocorrerá o Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica da UFSC. O evento contará com apresentações orais selecionadas de pesquisas desenvolvidas por alunos de graduação e de ensino médio, orientados por pesquisadores da UFSC.

    O 31° SIC e o 11° SIC-EM ocorrerão de forma virtual em sala do ambiente Conferência Web e contarão com a presença de avaliadores da instituição e externos. O cronograma completo das apresentações pode ser verificado nas páginas do PIICT e do SIC.

    Nesta etapa de apresentações orais, os trabalhos apresentados oralmente serão avaliados e os que receberem as maiores notas serão premiados:

    – Estudantes da graduação – 1 trabalho de ITI e 2 trabalhos de cada grande área de IC serão premiados com inscrição e passagens de ida e volta para participação na 74ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na qual ocorre a Jornada Nacional de Iniciação Científica (JNIC), bem como com uma bolsa no valor de R$ 800,00 (oitocentos reais) destinada a auxiliar nos custos de hospedagem e alimentação durante o evento (caso a próxima reunião anual da SBPC seja realizada apenas de forma virtual, a premiação fica restrita ao pagamento da inscrição no evento).

    – Estudantes de ensino médio –  a FEESC doará 1 (um) tablet juntamente com 1 (um) fone headset doado pela empresa Daros TI.

    Todos os trabalhos inscritos podem ser verificados neste link e os vídeos podem ser visualizados no Repositório Institucional.


  • Fapesc divulga resultado Edital nº 24/2021 – contemplado UFSC

    A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina – FAPESC tornou público o resultado dos projetos aprovados para fomento na Chamada Pública nº 24/2021, Mapeamento do Processo de Desenvolvimento do Ecossistema de Ciência, Tecnologias e Inovação do Estado de Santa Catarina.

    A lista completa está no link.

    O pesquisador vinculado à UFSC que foi contemplado foi Rafael Pereira Ocampo Moré, com o projeto “O Estado da Arte no tocante à Governança, Gestão e Desenvolvimento dos Parques Científicos, Tecnológicos e de Inovação do Estado de Santa Catarina”.

    A Propesq parabeniza o pesquisador!


  • Informe UFSC – Edital Procel Eficiência Energética no Setor Público

    Aos interessados no edital Edital Chamada Pública Procel_Eficiência Energética no Setor Público, a Propesq salienta que:

    1) As propostas submetidas devem conter pelo menos uma edificação pública. Se tiver mais de uma edificação, todas devem ser propriedade de uma única entidade pública.

    2) Uma determinada edificação só pode constar de uma única proposta. Ou seja, não pode haver mais de uma proposta que objetive uma mesma edificação, sendo desclassificadas todas as propostas.

    Sugerimos que os proponentes certifiquem-se junto às entidades públicas em questão de que sejam os únicos interessados a elaborar proposta para uma determinada edificação.

    Caso a edificação seja da UFSC, sugerimos a anuência do Direção do Centro/Unidade ao qual a edificação está vinculada. O  DPAE/UFSC possui o cadastro das edificações UFSC bem como os dados das faturas de eletricidade  e o contrato da Celesc com a UFSC.

    Em caso de dúvidas, entrem em contato com a Propesq: propesq@contato.ufsc.br


  • Pesquisadores da UFSC representarão o Estado em duas categorias na etapa nacional do Prêmio Confap

    Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) representarão o Estado em duas categorias na etapa nacional do Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Francisco Romeu Landi. O professor Aloísio Klein foi indicado na categoria Pesquisador Destaque – Ciências Exatas e o professor Raul Wazlawick representará Santa Catarina na categoria Pesquisador Inovador – Inovação Para o Setor Público.

    Os resultados da etapa regional do prêmio foram anunciados nesta sexta-feira, dia 8 de outubro, durante uma live promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

    Para chegar aos nomes dos finalistas da etapa estadual, a Fapesc contou com a participação das Instituições de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICTIs), responsáveis pelas indicações, e dos avaliadores, responsáveis pela seleção. Os nomes de cientistas da UFSC selecionados foram encaminhados pela Pró-Reitoria de Pesquisa (Propesq), mediante consulta aos Centros de Ensino. A UFSC tinha cinco pesquisadores entre os finalistas da etapa estadual: Aloísio Klein, Marcelo Maraschin, Miriam Pillar Grossi, Raul Wazlawick e Roger Walz.

    A categoria pesquisador destaque foi dividida em três subcategorias. Foram escolhidos os professores Felipe Dal Pizzol, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) – subcategoria Ciências da Vida; Aloisio Nelmo Klein, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – subcategoria  Ciências Exatas; e Sandra Makowiecky, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) – subcategoria Ciências Humanas.

    A categoria Pesquisador Inovador foi dividida em duas subcategorias. Foram escolhidos Valdir Cechinel Filho, da Universidade do Vale Itajaí (Univali) – subcategoria Setor Empresarial; e Raul Sidnei Wazlawick, da UFSC – subcategoria Setor Público. Na Categoria Profissional de Comunicação, a representante será Eonir Teresinha Malgaresi, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

    O Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – Francisco Romeu Landi é realizado pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), tem como objetivo reconhecer pesquisadores que tenham se destacado em pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, cujos resultados produziram conhecimento e beneficiaram, direta ou indiretamente, o desenvolvimento e o bem-estar da população brasileira. Será concedido também a profissionais de comunicação que, por meio do jornalismo científico, contribuíram para a aproximação entre a Ciência, Tecnologia e Inovação (CTI) e a sociedade.

    com informações da Assessoria de Comunicação da Fapesc

     

    Fonte: Notícias UFSC


  • Mulheres cientistas premiadas pela UFSC falam sobre suas trajetórias em mesa da SNCT

    As nove mulheres premiadas no Prêmio Mulheres na Ciência 2021, iniciativa da Pró-reitoria de Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (Propesq/UFSC), participaram, nesta sexta-feira, de uma mesa de debates na qual puderam narrar parte das suas experiências como pesquisadoras. O evento fez parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e antecede a cerimônia formal de premiação, que será realizada no dia 11 de fevereiro, o dia internacional das mulheres e meninas nas ciências.

    O evento foi conduzido pela professora Maique Weber Biavatti, da Superintendência de Projetos da Propesq, e também teve a participação do reitor da UFSC, Ubaldo Cezar Balthazar, que parabenizou a excelência dos trabalhos desenvolvidos pelas pesquisadoras. “Quero parabenizá-las e que continuem sendo esse exemplo de mulheres cientistas”, disse.

    A presidente da Comissão de Equidade da UFSC, professora Miriam Grossi, abriu a solenidade e fez um balanço dos trabalhos da comissão, que está prestes a completar um ano e que encaminha ações institucionais relacionadas à questões de gênero na universidade. Ela também lembrou que uma mulher em um lugar de poder pode mudar radicalmente o mundo e agradeceu a professora Maique por inserir esse debate institucionalmente.

    Todas as nove premiadas, nas categorias júnior, plena e sênior, nas áreas de Ciências Humanas, Ciências da Vida e Ciências Exatas e da Terra puderam falar brevemente sobre suas trajetórias e desafios na construção das carreiras. Muitas delas egressas da UFSC, as cientistas também salientaram seu compromisso com a universidade, com a formação dos seus alunos e com o exemplo e a representatividade para outras mulheres.

    O Prêmio Mulheres na Ciência 2021 foi criado com o objetivo de homenagear mulheres cientistas e incentivar a participação feminina de forma igualitária na pesquisa acadêmica.

    Assista ao evento
    Dedicação e exemplo

    Christiane Fernandes Horn, do Departamento de Química, premiada na categoria júnior, fez uma comparação da Química com o papel da mulher na academia, na vida cotidiana e no mundo. “Somos as catalisadoras de novas reações e tal como os catalisadores, as lutas não nos degradam, mas nos preparam para novos desafios”. Já a professora Lucila Maria de Souza Campos, do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas, vencedora na categoria plena, lembrou das mulheres que foram referência para a sua formação e celebrou os currículos das premiadas. “Tenho orgulho de, agora, ser parte desse seleto grupo que inicia uma jornada de valorização das mulheres cientistas”.

    A professora Regina de Fátima Peralta Muniz Moreira, do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, destaque na categoria sênior, falou sobre o seu vínculo com a UFSC e enalteceu o papel da diversidade na instituição, registrando também a importância do prêmio em um ano em que tanto se está precisando de acolhimento e de abraços. “Esse nosso olhar feminino é muito importante. Nós somos tão vibrantes e brilhantes cientistas dentro do mundo que é muito diverso”.

    Marília de Nardin Budó, do Departamento de Direito, vencedora na categoria júnior das Ciências Humanas, discursou em favor da universidade, das bolsas de pesquisa e do estímulo à ciência, que vem sofrendo cortes orçamentários milionários. Ela também destacou o papel da diversidade na instituição para uma ciência comprometida. “A cada ano que passa eu vejo a universidade mais plural e inclusiva e esse dado é determinante”, resumiu.

    Lugar de afeto

    A maternidade e os vínculos afetivos também fizeram parte das falas das professoras. Daniela Karine Ramos, do Departamento de Metodologia de Ensino, premiada na categoria plena, lembrou que, sendo mãe de três filhos, passou por inúmeras necessidades de adaptação durante a pandemia. “O prêmio registra o esforço e o comprometimento com a ciência e com a formação dos nossos alunos. Que a gente possa inspirar a vida de muitos ao longo da nossa atuação”.

    Cristina Scheibe Wolff, do Departamento de História, destaque na categoria sênior, disse estar muito honrada e emocionada com o prêmio. Ela, que estuda justamente a história das mulheres e do gênero, não deixou de registrar a importância da família e das colegas – estudantes e amigas. “A ciência é uma construção coletiva e também é ou pode ser afetiva”, disse.

    Ione Jayce Ceola Schneider, do Departamento de Ciências da Saúde, Campus Araranguá, destaque na categoria júnior, lembrou das suas orientandas – seis delas já diplomadas como mestras. “Tento sempre acolhê-las, pois muitas têm filhos, trabalham e ficam longe da família para conseguir fazer suas pesquisas”. Este aspecto também fez parte da fala da professora Maria Jose Hotzel, do Departamento de Zootecnia e Desenvolvimento Rural, destaque na categoria plena. “Que isso possa ser um alento e um estímulo para pessoas que a gente sabe que terão dificuldades, como as mulheres, que têm um grau de dificuldade a mais”. Já a professora Ana Lucia Severo Rodrigues, do Departamento de Bioquímica, vencedora na categoria sênior, lembrou que a carreira, mesmo com as dificuldades, tem valido a pena. “Essa carreira nos oferece tanto, como a gratificação em formar pessoas qualificadas e ver as conquistas dos orientandos. Que com nosso exemplo a gente possa inspirar várias mulheres”, registrou.

    Fonte: Notícias UFSC


  • Fapesc divulga resultado Edital nº 12/2020 – Prog. Pesquisa Universal – contemplados UFSC

    A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina – FAPESC tornou público o resultado dos projetos aprovados para fomento com recursos de suplementação orçamentária do Edital de Chamada Pública nº 12/2020 – Programa de Pesquisa Universal.

    A lista completa está no link.

    Os pesquisadores vinculados à UFSC que foram contemplados:

    – Desenvolvimento de ferramentas e estratégias computacionais para leitura, ensino e aprendizagem em ambientes virtuais. Alckmar Luiz dos Santos

    – COVID-19: Ineficiência Da Deglutição Em Pacientes Internados Em Utis: Caracterização Dos Fatores Prognósticos E Preditivos. Ana Maria Furkim

    – Texturização a Laser de Biocerâmicos Dúcteis obtidos por impressão 3D. Bruno Alexandre Pacheco de Castro Henriques

    – Carcinogênese oral: influência de fibroblastos senescentes no processo de invasão e avaliação biológica de fármacos senolíticos. Elena Riet Correa Rivero

    – Desenvolvimento de uma tecnologia inovadora no tratamento de efluentes suínos associando uma célula a combustível microbiana (CCM) à um eletrobiorreator a membrana (EBRM) visando o reúso de água. Flávio Rubens Lapolli

    – Implementação de Laboratório de Tecnologia Assistiva e Ergonomia (LABTAE) para Promoção da Inclusão no Contexto Escolar. Lizandra Garcia Lupi Vergara

    – Estudo dos mecanismos de vulnerabilidade para a dependência alcoólica em adolescentes. Patricia de Souza Brocardo

    – Resistoma Bacteriano como Bioindicador da Antropização de Ambientes Aquáticos: Uso de Moluscos Bivalves como Sentinelas da Disseminação de Patógenos de Prioridade Crítica em Saúde Única no Estado de Santa Catarina. Thaís Cristine Marques Sincero

    – Produção de sardinha-verdadeira em cativeiro: densidade de larvas e juvenis em escala massiva. Vinicius Ronzani Cerqueira

    – Sensor com Inteligência Artificial e Carregamento Contínuo para Monitoramento Remoto de Motores de Indução através do Campo Magnético Externo. Diego Santos Greff

    – Avaliação experimental do desempenho energético de sistemas automotivos de condicionamento de ar. Diogo Lôndero da Silva

    – Metagenômica Aplicada à Produtos Artesanais: Seleção de culturas starters autóctones e identificação de patógenos emergentes. Silvani Verruck

    – i-Vitis: Integração de sensores de solo e planta via aprendizagem de máquina para viticultura de precisão. Alexandre ten Caten

    – Atenção À Saúde No Ambiente Hospitalar E A Pandemia Covid-19: Aspectos Gerenciais, Assistenciais, Laborais, De Segurança Do Paciente E Transição Do Cuidado. Elisiane Lorenzini

    – Relações entre a neuroplasticidade e comportamentos emocionais no modelo animal de doença neurodegenerativa. Eloisa Pavesi

    – Vitivinicultura Serrana: O Despontar De Um Terroir De Oportunidades Para Santa Catarina. Eunice Sueli Nodari

    – Uso de bioinsumos na produção de alho (Allium sativum L.) do estado de Santa Catarina. Gloria Regina Botelho

    – Impacto do Cooperativismo de Crédito no Desenvolvimento Local dos Municípios Catarinenses. Leonardo Flach

    – O papel dos receptores A2A na fadiga pós-infecção da COVID-19 – um estudo clínico e experimental. Aderbal Silva Aguiar Júnior

    – Programa de avaliação e orientações online para lactentes com atraso no desenvolvimento motor devido a lesão neurológica: viabilidade e eficácia preliminar. Adriana Neves dos Santos

    Elaboração de um modelo para recuperação e monitoramento de áreas de preservação permanente (APP) na região carbonífera de Santa Catarina. Cláudio Roberto Fonseca Sousa Soares

    – Impacto de um programa reabilitação pulmonar em pacientes sobreviventes da síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Danielle Soares Rocha Vieira

    – Desenvolvimento de combustível derivado de resíduos sólidos urbanos e biomassa visando à recuperação energética. Elaine Virmond

    – Estudo Das Rochas Intrusivas Da Região De Taió, Santa Catarina: Mapeamento Geológico E Caracterização Da Rocha Ornamental (Preto Absoluto). Breno Leitão Waiche

    – Estratégias Eletroquímicas aplicadas à síntese, modificação e caracterização de materiais poliméricos para aplicação fotovoltaica. Eduardo Zapp

    – Avaliação da Eutrofização e Eventos de Hipoxia na Região Costeira Centro-Norte de Santa Catarina. Jurandir Pereira Filho

    – Influência do desgaste em ferramentas de PCBN na integridade de superfícies usinadas em aços endurecidos e na vida em fadiga de componentes mecânicos. Rolf Bertrand Schroeter

    A Propesq parabeniza os pesquisadores contemplados!


  • Propesq promoverá solenidade pela premiação Mulheres na Ciência com reitor Ubaldo

    A Solenidade pela Premiação Mulheres na Ciência faz parte da programação de eventos da UFSC na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

    Além do Reitor Ubaldo César Bhaltazar, o evento será apresentado pela Professora Maique Weber Biavatti, superintendente de projetos da Propesq e contará com a participação da presidente da Comissão para Equidade da UFSC, Profa. Miriam Grossi.

    O prêmio Mulheres na Ciência é uma iniciativa da Propesq com o objetivo de dar visibilidade e homenagear mulheres cientistas e incentivar a participação feminina de forma igualitária na pesquisa acadêmica.


  • Lançado Edital Para Pesquisas Sobre Impactos Da Pandemia

    CAPES investirá até R$25,1 milhões em projetos sobre as consequências sociais, econômicas, culturais e históricas decorrentes da COVID-19

    As consequências e os reflexos sociais, econômicos, culturais e históricos decorrentes da pandemia da COVID-19 serão alvo de estudos. O Edital nº 12/2021, trata do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação (PDPG) – Impactos da Pandemia, foi lançado nesta segunda-feira, 27 de setembro. Os projetos, que terão vigência de até 48 meses, devem ser apresentados pelo Sistema de Inscrições da CAPES (Sicapes), entre os dias 4 de outubro e 22 de novembro de 2021. Até 40 receberão investimento da CAPES. A implementação está prevista para março de 2022.

    Com o edital, a CAPES apoiará projetos voltados à formação de profissionais qualificados e ao desenvolvimento de pesquisas acadêmico-científicas sobre questões emergenciais de abrangência nacional.  Os trabalhos deverão considerar fatores surgidos ou agravados no contexto pandêmico, como: violência, saúde e adoecimento social, reestruturação da arquitetura urbana, novas ou adaptadas estruturas de trabalho e de ensino, e agravamento de diferenças entre os estados.

    A CAPES dispõe de, aproximadamente, R$25,1 milhões para o programa, sendo até R$21,1 milhões para a concessão de bolsas e o restante para recursos de custeio. Cada projeto contará com até quatro bolsas de mestrado, três de doutorado e três de pós-doutorado. Todas serão pagas diretamente aos beneficiários por meio do Sistema de Controle de Bolsas e Auxílios (SCBA).

    Cláudia Queda de Toledo, presidente da CAPES, explica que os projetos devem estar em sintonia com a realidade do País. “A CAPES concederá bolsas para diagnóstico e para soluções sobre os reflexos da COVID-19 no território nacional. Serão projetos interdisciplinares, pois temos reflexos em todas as áreas”, disse. Cada iniciativa deverá resultar da parceria entre pelo menos três programas de pós-graduação (PPG) de diferentes regiões brasileiras.

    O proponente deve ser professor ou pesquisador vinculado a um PPG recomendado pela CAPES, estar cadastrado na Plataforma Sucupira, possuir título de doutor e ter currículo cadastrado e atualizado na Plataforma Lattes. Este coordenará o projeto, e o PPG ao qual estiver vinculado será considerado o principal, sendo vedada a submissão de outra iniciativa pelo mesmo programa de pós-graduação.

    O PDPG – Impactos da Pandemia é o quarto edital do Programa de Combate a Epidemias, que tem a finalidade de incentivar estudos voltados à prevenção e ao enfrentamento da COVID-19 e outras doenças. A estruturação do Programa de Combate a Epidemias é baseada em duas dimensões: Ações Estratégicas Emergenciais Imediatas e Ações Estratégicas Emergenciais Induzidas em Áreas Específicas. Nos três editais anteriores, 109 projetos de pesquisa e formação de pessoal foram selecionados e contam com a participação de 1.248 pesquisadores.

    Mais informações podem ser obtidas pelos canais:  impactos.pandemia@capes.gov.br  e (61) 2022-6310.

    Legenda das imagens:
    Banner: Imagem ilustrativa (Foto: iStock/Space cat)

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
    (Brasília – Redação CCS/CAPES)
    A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CCS/CAPES

     

    Fonte: CCS/CAPES


  • Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) ocorrerá de 02 a 08 de outubro

     

    A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) tem o objetivo de promover a popularização da ciência e da tecnologia por meio de eventos de divulgação científica. A coordenação nacional da SNCT é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações (MCTIC) e na UFSC, a SNCT é articulada pela Pró-Reitoria de Pesquisa.

    As atividades da SNCT acontecem em Araranguá, Blumenau, Curitibanos, Florianópolis e Joinville e envolvem diferentes municípios do entorno dos campi da UFSC.

    O tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de 2021 é “A transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta” e está relacionado aos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estipulados pelas Nações Unidas.

    A SNCT iniciará na semana de 02 a 08 de outubro de 2021. Para o 1º semestre de 2022 serão organizadas mais atividades do evento, sempre com o foco na popularização da ciência entre os estudantes universitários, do ensino médio e fundamental.

    Eventos:

    06/10/2021 – Lançamento externo do Portal de Ofertas e Demandas da UFSC (pode.ufsc.br), as 17h, no canal da TV UFSC no YouTube.

    08/10/2021 – Solenidade virtual com as pesquisadoras vencedoras do prêmio Mulheres na Ciência e o Reitor Ubaldo, as 17h, no canal da TV UFSC no YouTube.

     

    Para mais informações acesse a página da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) clicando aqui.

     


  • Projetos da UFSC selecionados para o edital 29/2021 – Fapesc

    Conheça os projetos selecionado na seleção interna para o edital 29/2021

    A seleção interna realizada pela Pró-reitoria de Pesquisa para o edital 29/2021, “Programa Estruturante Acadêmico: Apoio à Infraestrutura de Laboratórios Acadêmicos do Estado de Santa Catarina, indicou três projetos como elegíveis para a submissão do edital. Os projetos selecionados são coordenados pelos professores Vinicius Albani, Paulo Roberto Pagliosa e Cristian Soldi. Conheça mais sobre cada iniciativa

    Vinícius Albani

    O projeto, coordenado pelo professor Vinícius Albani, busca melhorar a estruturação do Laboratório de Análise e Modelagem Matemática em Ciências Aplicadas (LAMMCA), ligado ao Departamento de Matemática.

    O investimento no laboratório a partir da aquisição de computadores de alto desempenho possibilitará  melhores condições de trabalho aos pesquisadores e seus alunos. E também permitirá a criação de parcerias com outros departamentos da universidade, centros de pesquisas e empresas públicas e privadas. “Com isso será possível, dar continuidade, com expressivo aumento de qualidade e produtividade, aos projetos de pesquisa que vêm sendo desenvolvidos, além de permitir o estabelecimento de novas parcerias de pesquisa, por conta da maior capacidade computacional a ser adquirida”, contou Vinícius.

    A iniciativa surgiu por consequência da grande demanda por recursos computacionais de alto desempenho, o que vem prejudicando o desenvolvimento de pesquisa de alto nível em Matemática Aplicada e Computacional. O edital Fapesc possibilitará a melhor estruturação do laboratório LAMMCA, o que irá resolver o problema com a demanda e atuará como plataforma para futuras parcerias de pesquisa e inovação entre departamentos e centros de pesquisas.

    Paulo Roberto Alves

    O projeto, coordenado pelo professor Paulo Roberto Pagliosa Alves, tem como objetivo analisar, discutir e sugerir propostas que podem ser consideradas políticas públicas na área de restauração ou reabilitação de ambientes costeiros, como lagoas, praias arenosas, marismas e manguezais.

    A iniciativa pretende realizar estudos sobre o uso de organismos bênticos (organismos que vivem no fundo do mar), na bioindicação e biomonitoramento de impactos da intervenção humana nos processos naturais. A proposta foi elaborada com a participação de diversos laboratórios e recebeu apoio dos Programas de Pós-graduação em Oceanografia e Ecologia e também do Núcleo de Estudos do Mar.

    O edital poderá trazer benefícios não só para o seu projeto, mas também para a universidade, com a aquisição de estereomicroscópios de alto desempenho. “O equipamento proporcionará a melhoria das condições de pesquisa e possibilitará a ampliação do foco de investigações e a inovação nas suas abordagens. Adicionalmente, por meio da captura de imagens de qualidade, o equipamento contribuirá para a melhoria da divulgação das pesquisas, servindo como uma peça ferramental na relação entre a academia e a sociedade”, afirma Roberto.

    Cristian Soldi

    O projeto coordenado pelo professor Cristian Soldi, do campus Curitibanos, tem foco na vitivinicultura, ciência que estuda o cultivo da uva, na região de Curitibanos.

    A proposta pretende contribuir com os pesquisadores por meio da nova estrutura do  Laboratório Multiusuário de Análise Instrumental, onde é possível a criação e a avaliação de qualidade de alimentos e bebidas e dar continuidade ao projeto, em parceria com a Prefeitura de Curitibanos, que visa o desenvolvimento local, dando destaque e incentivando o enoturismo da região.

    O estudo foi criado a partir da procura de pesquisadores, empresários e produtores rurais pela regulamentação de certos parâmetros de qualidade de seus produtos. Projetos que realizam análises simples de qualidade da uva já existem, como o projeto do LAMAI em parceria com o Núcleo de Estudos da Uva e do Vinho (NEUVIN), porém é necessário o desenvolvimento da estrutura para ser possível a obtenção  maior número de parâmetros de qualidade.

    “O Edital da FAPESC foi decisivo para a consolidação dessa parceria entre UFSC e Prefeitura de Curitibanos no projeto de vitivinicultura. Além de incentivar a aquisição de equipamentos multiusuários, estimulou um aporte financeiro da Prefeitura de Curitibanos que complementou significativamente o recurso da FAPESC”, afirma Cristian.

     

    Escrito por: Giovanna Kila
    Bolsista de jornalismo da Pró-reitoria de Pesquisa – UFSC


  • 2021.CURSO DE ESCRITA CIENTÍFICA DE ALTO IMPACTO

    Obs.: Não é um curso de escrita apenas de revisão sistemática e SIM de artigos científicos de modo geral (incluindo artigos de revisão)

    Objetivo. Aprimorar o processo de escrita científica, abordando todas as fases de concepção do manuscrito, refinamento da escrita científica, apresentação gráfica dos resultados, preparação para a publicação, escolha do periódico, submissão e resposta aos revisores.

    Público-alvo. Professores, pesquisadores, clínicos, pós-graduandos e graduandos que queiram escrever artigos de alto impacto científico. Destaca-se que as ministrantes são da área biomédica (saúde e biologia).

    Método. Curso Autoinstrucional, online e assíncrono, na plataforma Moodle grupos UFSC, com as aulas teóricas gravadas, tutoriais e leituras recomendadas . O material didático ficará acessível a partir de 15 de outubro (dependendo da data de  inscrição) até 31 de dezembro, e deve ser utilizado de forma independente. O curso será ministrado em português, mas boa parte do material didático será em inglês.

    Certificado. Certificado de 40h condicionado à frequência no Moodle por no mínimo 50% da carga horária total e emitido a partir de 2 de dezembro pela UFSC, conforme os inscritos forem finalizando o curso.

    Carga horária: 40h

    Resultados esperados. Ao final deste curso, espera-se que participantes sejam capazes de:

    • Escrever um artigo científico de qualidade, de forma eficiente e organizada
    • Entender todas as etapas que envolvem a escrita de um artigo científico com base em pesquisa original
    • Escolher a melhor forma de apresentar seus dados no artigo
    • Reconhecer os princípios éticos que envolvem a publicação de um artigo
    • Selecionar a  revista mais indicada
    • Fazer o processo de submissão com segurança

    Produção e organização: COBE UFSC

    Coordenação: Profa. Graziela De Luca Canto

    Professoras: 

    Graziela De Luca Canto, lattes

    Pós-doutora pela Universidade de Alberta, Canadá. Doutora em Odontologia. Mestre em Ortodontia. Especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial. Especialista em Ortodontia. Especialista em Educação a Distância. Graduada em Odontologia pela UFSC. Professora do Departamento de Odontologia e do Programa de Pós-Graduação em Odontologia da UFSC. Diretora da Pró-Reitoria de Extensão da UFSC. Coordenadora do Centro Brasileiro de Pesquisas Baseadas em Evidências-COBE-UFSC. Em 2020 concluiu o Global Clinical Scholars Research Training Program, na Harvard Medical School, em Boston. Foi citada entre os cientistas mais influentes do mundo, em uma pesquisa conduzida por uma equipe da Universidade de Stanford, publicada na Plos Biology em 2020. Tem experiência na área de Odontologia, com ênfase em Pesquisa Baseada em Evidências, atuando principalmente nos seguintes temas: revisão sistemática, bruxismo e apneia do sono, disfunção temporomandibular e dor orofacial.

    Júlia Niemeyer, lattes

    Doutora em Biociências/Ecologia pela Universidade de Coimbra, Portugal. Mestre em Ecologia e Biomonitoramento. Especialista em Metodologia do Ensino SuperiorGraduada em Ciências Biológicas/Ecologia. Professora do Programa de Pós Graduação em Ecossistemas Agrícolas e Naturais da UFSC Curitibanos.  Tem experiência na área de Ecologia Aplicada, com ênfase em Ecotoxicologia Terrestre e Aquática, Avaliação de Risco Ecológico, Biomonitoramento, Biologia do Solo e Ecologia de Ecossistemas.  É bolsista de produtividade do CNPQ, nível PQ-2.

    Patrícia Pauletto, lattes

    Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Odontologia da UFSC. Mestre em Odontologia pela UFSC. Especialista em Implantodontia. Graduada em Odontologia pela UFSC. É membro do Centro Brasileiro de Pesquisas Baseadas em Evidências-COBE-UFSC.

    Programa:

    Módulo 1: Introdução à Escrita Científica

    Módulo 2: Estrutura do Artigo Científico e Gerenciador de Referências

    Módulo 3: Preparação do Artigo para a Submissão

    Módulo 4: Escolha da Revista

    Módulo 5: Submissão do Artigo Científico

    Módulo 6: Pós-publicação

    Investimento:

    Até 15 de setembro: preço promocional somente para ex-alunos do COBE: à vista R$ 400

    Alunos novos:

    Até 23 de setembro:

    Lote 1 à vista: R$ 420, boleto único

    Lote 1 parcelado: R$ 440, dois boletos de R$ 220

    De 24 de setembro a 24 de outubro

    Lote 2 à vista: R$ 460, boleto único

    Lote 2 parcelado:  R$ 480, dois boletos de R$ 240

    De 25 de outubro a 25 de novembro

    Lote 3 à vista:  R$ 500, boleto único

    Lote 3 parcelado: R$ 520, dois boletos de R$ 260

    Inscrições: link

    Depois de inscrito, em até 15 dias, será enviado um e-mail com as instruções para acessar o site da FAPEU e emitir o boleto de pagamento. Após o pagamento, a  inscrição será homologada e em até 5 dias o acesso ao Moodle será liberado (a partir de 15 de outubro). 

    Fonte: Cobe UFSC